Skip to main content

You're using an out-of-date version of Internet Explorer.

To browse Academia.edu and the wider internet faster and more securely, please take a few seconds to upgrade your browser.

Gustavo  Cardoso
  • Avenida das Forças Armadas, 1600 Lisboa, Portugal
  • Gustavo Alberto Guerreiro Seabra Leitão Cardoso (born 1969) is a Portuguese sociologist mainly associated with studie... moreedit
In the opening images of the documentary The Chicago Sessions, produced by the Dutch Broadcaster VPRO in 2009, Naomi Klein states that “class” had returned to America with a vengeance. This statement refers to the recent opposition... more
In the opening images of the documentary The Chicago Sessions, produced by
the Dutch Broadcaster VPRO in 2009, Naomi Klein states that “class” had
returned to America with a vengeance. This statement refers to the recent
opposition between “Main Street” and “Wall Street,” and Klein argues that
Milton Friedman’s views on the end of classes, by generalizing ownership of
capital built on mass access to shares and real estate, had failed.
Although Klein might have spotted a true opposition of forces between
those who own companies, “Wall Street,” and those who have had access to credit in order to emulate capitalist ownership, “Main Street,” we would
argue that the fundamental opposition rising from the crisis is built not
around ownership but between the very values that sustain those practices.
These values are the cultures of “networked self-interest,” which have been the basis of the very deployment of the crisis, versus the cultures of “networked belonging,” which are currently being built.
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
Prefácio e indice de conteúdos da obra "Comunicação e Quotidiano" de José Manuel Paquete de Oliveira
Research Interests:
Download (.pdf)
Nos dias de hoje, muitos pais poderão pensar que pouco conhecem dos seus filhos, o seu quotidiano poderá parecer estranho, e penetrar no seu mundo ou pelo menos entendê-lo poderá parecer uma tarefa hercúlea. Por exemplo, os jovens parecem... more
Nos dias de hoje, muitos pais poderão pensar que pouco conhecem dos seus filhos, o seu quotidiano poderá parecer estranho, e penetrar no seu mundo ou pelo menos entendê-lo poderá parecer uma tarefa hercúlea. Por exemplo, os jovens parecem tratar a linguagem quase como uma tecnologia
que vai sofrendo actualizações constantes. A esta clivagem linguística junta-se a forma como os mais jovens alteram e brincam com a linguagem escrita nos telemóveis e nas conversas através da internet. As gerações mais novas têm crescido no meio de mudanças no domínio da interactividade da
comunicação e no meio de um sistema de múltiplos produtores e distribuidores.
Ademais, novas competências parecem estar a ser adquiridas intuitivamente pelos mais novos como a forma de explorar a interligação entre as várias realidades mediáticas e a forma de operar vários expedientes mediáticos simultaneamente. Longe parecem os tempos das longas brincadeiras na rua com brinquedos rudimentares, muitos feitos pelas próprias crianças.
O que preenche a vida dos jovens de hoje parecem ser “engenhocas” electrónicas e as suas vidas parecem pulsar ao ritmo dos ecrãs da televisão, dos telemóveis ou dos computadores. As próprias conversas (offline) entre pares
são muitas vezes guiadas por esses ecrãs, discutindo-se a telenovela da moda, as conversas do Messenger ou as mensagens de telemóvel enviadas.
Deste modo, muitos pais poderão perguntar-se como poderão penetrar no mundo dos seus filhos. Quais serão os pontos de contacto, os interesses comuns que se poderão estabelecer entre pais e filhos?
Research Interests:
Download (.pdf)
Opresente trabalho pretende refletir acerca de uma temática bastante atual e pertinente— a abertura da ciência (open science) enquanto movimento social, isto é, enquanto prática promovida pelo meio científico, no sentido de dar maior... more
Opresente trabalho pretende refletir acerca de uma temática bastante atual e pertinente— a abertura da ciência (open science) enquanto movimento social, isto é, enquanto
prática promovida pelo meio científico, no sentido de dar maior viabilidade à ciência, torná-la mais próxima da sociedade e proporcionar maior partilha de conhecimentos no interior da própria comunidade científica, diminuindo as restrições
de acesso e partilha de ferramentas de pesquisa, bases de dados e publicações dos resultados das pesquisas.
O interesse pelo tema resulta de uma reflexão já com vários desenvolvimentos e da perceção de que os fenómenos de abertura da ciência estão em franca expansão e crescimento.
Ainda que não exclusivamente, a base fundamental deste trabalho é um projeto de investigação designado Ciência Aberta. Investigar, Publicar e Divulgar Ciência na Sociedade em Rede, realizado no âmbito do CIES-IUL, com o financiamento da
Fundação Calouste Gulbenkian.
Para a realização desta pesquisa mobilizaram-se elementos teóricos, mas também fontes menos convencionais, como é o caso de textos de blogues, artigos jornalísticos, entre outras, confrontando essa informação com os dados empíricos
provenientes de um inquérito por questionário aplicado a investigadores nacionais e investigadores integrados na rede de cooperação científica Cost (European Cooperation
in Science and Technology), a qual opera desde 1972 no espaço europeu, envolvendo mais de quatro dezenas de países.
Oestudo que serviu de base à constituição deste livro pretendeu, assim, combinar as duas componentes referidas anteriormente: porumlado a fundamentação teórica, em conjunção com informações resultantes de outras índoles, como é o
caso dos artigos de jornais; e, por outro lado, uma componente empírica alicerçada e relacionada com a componente anterior.
Opresente texto pretende dar resposta a umdesafio: a delineação dos contornos de novas formas “abertas” de fazer ciência.
Research Interests:
Download (.pdf)
Durante os últimos três anos reuniram-se em Lisboa doze investigadores para discutir a crise iniciada em 2008. Os participantes escolheram designar esses encontros por Rede Aftermath (“rescaldo”), expressando nesse nome as suas certezas e... more
Durante os últimos três anos reuniram-se em Lisboa doze investigadores
para discutir a crise iniciada em 2008. Os participantes
escolheram designar esses encontros por Rede Aftermath
(“rescaldo”), expressando nesse nome as suas certezas e
dúvidas sobre a crise, a sua génese, as suas metamorfoses e culturas
nas diferentes geografias e sociedades. Este grupo foi coordenado
por João Caraça, Manuel Castells e Gustavo Cardoso
e teve no apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian e
no suporte do CIES-IUL as suas estruturas operacionais.
A ideia fundamental que presidiu às reflexões e propostas de
análise do grupo foi a de que a actual crise económica é umponto
final num certo tipo de capitalismo. Mais do que isso, é improvável
que regressemos ao mesmo modelo de organização
económica e social anterior a 2008, mesmo se a economia global
repousar depois de um período de reestruturação. E, portanto,
levanta-se uma questão fundamental: como viver num sistema
económico diferente enquanto se mantêm os modelos culturais
que fizeram parte deummodelo global de capitalismo alicerçado
no mundo financeiro? E emparticular, como viver numa cultura
consumista quando os bens de consumo se tornam de acesso
cada vez mais limitado à maioria da população? Haverá vida
depois do consumismo? E se sim, que tipo de vida? Que tipo de
cultura? Que tipo de sociedade?
Research Interests:
Download (.pdf)
Download (.pdf)
This handbook has been written as a result of the research done in the "CreBiz - Business Development Laboratory Study Module for Creative Industries" project. The objective of the Study Module is to enhance the business knowledge of... more
This handbook has been written as a result of the research done in the "CreBiz - Business Development Laboratory Study Module for Creative Industries" project.
The objective of the Study Module is to enhance the business knowledge of undergraduate and graduate students of arts, humanities and media and communications, i.e. individuals, who have potential to be (self) employed after their graduation in the field of creative industries. Special focus in the study module is given to the latent entrepreneurial propensities, i.e. personal qualities and skills of the individual that would enable students to pursue an entrepreneurial career when given the opportunity or incentive to new venture creation.
Research Interests:
Download (.pdf)
Este livro é o produto do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos por um conjunto de investigadores das áreas das ciências sociais e da economia, no contexto do Observatório da Comunicação (OberCom), do Centro de Investigação... more
Este livro é o produto do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos
três anos por um conjunto de investigadores das áreas das
ciências sociais e da economia, no contexto do Observatório da
Comunicação (OberCom), do Centro de Investigação e Estudos de
Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES‑IUL)
ou em
projectos e parcerias internacionais. O seu trabalho de observação
e análise incidiu sobre um conjunto diferenciado de registos que
incluem Portugal mas também outros países dos diferentes continentes.
Alguns destes trabalhos foram apresentados em conferências
internacionais ou serviram de base para relatórios de redes de
investigação, mas nunca antes foram alvo de uma interpretação global
sobre o que nos dizem do que é a comunicação contemporânea.
Research Interests:
Download (.pdf)
This book is very timely and absolutely gets the agenda right. The field of media and communications research needs to address the complexity of media as a process of mediation in which new and old technologies, as well as their producers... more
This book is very timely and absolutely gets the agenda right. The field of media
and communications research needs to address the complexity of media as a
process of mediation in which new and old technologies, as well as their producers
and consumers, in various ways combine and interact. This book provides
both evidence and argument to enable this new agenda.
Roger Silverstone (15 June 1945 - 16 July 2006), Professor of
Media and Communications and Convenor of the Department of
Media and Communications at LSE (London School of
Economics).

The book you have in your hands will be widely used and read in universities
and professional media organizations throughout the world, because it is one of
the few, and best examples of understanding the relationship between the
media and the Internet in the broader context of our transition to the network
society. It exposes the logic that is currently shaping the communicative fabric
of our lives.
Manuel Castells, Wallis Annenberg Chair Professor of
Communication Technology and Society Annenberg School of
Communication, University of Southern California, Los Angeles.

This is a comprehensive look at the role of information technology in the transition
to a network society. It is also the most broadly comparative study I have
seen. No scholar in this growing field will want to miss this book. It will become
a standard work and a primary reference in the field.
Lance Bennett is Ruddick C. Lawrence Professor Communication
and Professor of Political Science at the University of Washington,
Seattle.
Research Interests:
Download (.pdf)
This volume explores the patterns and dynamics of the network society in its policy dimension, ranging from the knowledge economic, based in technology and innovation, to the organizational reform and modernization in the public sector,... more
This volume explores the patterns and dynamics of the network
society in its policy dimension, ranging from the knowledge economic, based in technology and innovation, to the organizational reform and modernization in the public sector, focusing also the media and communication policies. The Network Society is our society, a society made of individuals, businesses and state operating from the local, national and into the international arena. Although our societies have many things in common they are also the product of different choices and historical identities. In this volume we chose to focus both what we have considered to be already network societies and also those who are going through a transition process.
Research Interests:
Download (.pdf)
Durante os últimos 15 anos testemunhámos uma forte mudança na paisagem dos media. Mudança que se deve, não só, à inovação tecnológica nos próprios instrumentos de mediação, mas também na forma como os utilizadores escolheram apropriar-se... more
Durante os últimos 15 anos testemunhámos uma forte mudança na paisagem dos media. Mudança que se deve, não só, à inovação tecnológica nos próprios instrumentos de mediação, mas também na forma como os utilizadores escolheram apropriar-se socialmente dos mesmos e, consequentemente, como construíram novos processos de mediação.
Download (.pdf)
A Nossa Comunicação Neste artigo procuro argumentar que é possível identificar um conjunto de mudanças no quadro da comunicação nas nossas sociedades e que essas, mesmas, mudanças podem ser lidas à luz do surgimento de um novo modelo de... more
A Nossa Comunicação Neste artigo procuro argumentar que é possível identificar um conjunto de mudanças no quadro da comunicação nas nossas sociedades e que essas, mesmas, mudanças podem ser lidas à luz do surgimento de um novo modelo de comunicação. Um modelo comunicativo já não assente na noção de " massa " mas sim na de " rede ". A par dessa mudança estrutural e das forças que a moldam podemos também identificar um conjunto de mudanças contextuais, por vezes produto da apropriação desse mesmo modelo de comunicação em rede, outras vezes manifestação do próprio desenvolvimento de um novo sistema dos media com uma nova identidade. Ao longo das próximas páginas procura-se enumerar as principais características desse novo modelo comunicacional em rede (Cardoso, 2008) e também salientar, entre outras, aquelas que se considera serem as principais manifestações de mudança de contexto, ou se preferirmos de futuros presentes, no quadro da comunicação, suas tecnologias, apropriações e usos.
Research Interests:
Download (.pdf)
A crise do capitalismo global que se desenvolve desde 2008 não é meramente econômica. É estrutural e multidimensional. Os acontecimentos que ocorreram, no seu rescaldo imediato, mostram que estamos entrando num mundo com condições... more
A crise do capitalismo global que se desenvolve desde 2008 não é
meramente econômica. É estrutural e multidimensional. Os acontecimentos que ocorreram, no seu rescaldo imediato, mostram que estamos entrando num mundo com condições econômicas e sociais muito diferentes daquelas que caracterizaram o crescimento global do capitalismo
informacional nas últimas três décadas. As políticas e as estratégias desenvolvidas para gerir a crise — com resultados diferen ciados dependendo do país — podem levar-nos a um sistema econômico e financeiro completamente diferente, como o New Deal, a construção do Estado social europeu e a arquitetura fi nanceira global de Bretton Woods deram
lugar ao crescimento de uma nova forma de capitalismo no rescaldo da Depressão da década de 1930 e da Segunda Guerra Mundial. Esse capitalismo keynesiano foi, ele próprio, posto em causa depois da crise da década de 1970 e da reestrutura ção que teve lugar sob a influência combinada de três desenvolvimentos inde pendentes mas inter-relacionados:
um novo paradigma tecnológico, uma nova forma de globalização e as novas culturas que emergiram dos movimentos sociais dos anos 1960 e 1970.
Research Interests:
Download (.pdf)
Esta obra analisa os padrões e as dinâmicas da Sociedade em Rede na sua dimensão de definição de políticas, numa abordagem que nos leva a interrogar a formação de conhecimento económico, a partir do conhecimento baseado na tecnologia e na... more
Esta obra analisa os padrões e as dinâmicas da Sociedade em Rede na sua dimensão de definição de políticas, numa abordagem
que nos leva a interrogar a formação de conhecimento económico, a partir do conhecimento baseado na tecnologia e na inovação até à reforma organizacional e modernização do sector público, passando pela regulação dos media e pelas políticas de
comunicação. A Sociedade em Rede é a nossa sociedade, a sociedade constituída por indivíduos, empresas e Estado operando num campo local, nacional e internacional.
Apesar das nossas sociedades terem muitas coisas em comum, são também produto de diferentes escolhas e identidades históricas. Nesta obra, escolhemos abordar não só as que consideramos serem já sociedades em rede como as que estão ainda a atravessar um processo de transição.
Research Interests:
Download (.pdf)
The book you are now reading is the product of a research project launched almost 10 years ago. The World Internet Project is made up of many national reports written by different research teams in recent years. We have also been able to... more
The book you are now reading is the product of a research project
launched almost 10 years ago. The World Internet Project is made
up of many national reports written by different research teams in
recent years. We have also been able to deliver to the academic
community and society at large international reports that address
the comparative dimensions tapping cross-national and crosscultural similarities and differences in the uses of the Internet. But this is the first time the data gathered by the World Internet Project are published with the aim to develop new hypotheses regarding the role of the Internet in changing our lives and societies.
In the pages that follow, we will share with readers various insights on the role of the Internet in changing our societies,
economies and cultures. Contributions to this book come not just
from different countries but also from different scientific fields and different scientific cultures. In this introduction, we would like to offer a brief historical account on the development of WIP and walk readers through a roadmap of the ideas behind the organization as well as the content of the different chapters in this book.
Research Interests:
Download (.pdf)
O nosso mundo e as nossas vidas estão a experimentar uma mudança profunda no âmbito da tecnologia, economia, cultura, comunicação, política e da relação entre as pessoas. A sociedade em rede, resultado dessa mudança, deixou de ser um... more
O nosso mundo e as nossas vidas estão a experimentar uma
mudança profunda no âmbito da tecnologia, economia,
cultura, comunicação, política e da relação entre as pessoas.
A sociedade em rede, resultado dessa mudança, deixou de ser um
futuro mais ou menos distante para se transformar no presente. Mas um presente que assume diferentes características segundo a cultura e as particularidades de cada região. Como sugere Manuel Castells no primeiro capítulo desta obra, a sociedade em rede é, simplesmente, a sociedade em que estamos a entrar, desde há algum tempo, depois de termos transitado na sociedade industrial durante mais de um século.
Da mesma forma que a sociedade industrial coexistiu durante várias décadas com a sociedade agrária que a precedeu, a sociedade em rede mistura-se, nas suas formas, nas suas instituições e nas suas vivências, com os tipos de sociedade de onde ela própria emergiu. Essa é a sociedade em que diariamente acordamos, trabalhamos, aprendemos e criamos
riqueza. Onde os conflitos surgem e terminam, onde a inovação
científica nas áreas da saúde e da alimentação vive a par da doença e da pobreza extrema. Não é uma sociedade composta por cibernautas solitários e robôs. Nem é um admirável mundo novo, uma nova terra prometida, onde a simples introdução das novas tecnologias resolverá todos os problemas.
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
O presente livro é o fruto de cinco anos de pesquisa realizada no ISCTE e de debates com vários investigadores europeus e norte-americanos realizados no quadro do mestrado de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação do... more
O presente livro é o fruto de cinco anos de pesquisa realizada no ISCTE e de debates com vários investigadores europeus e norte-americanos realizados no quadro do mestrado de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação do Departamento de
sociologia do ISCTE.
Trata-se de um trabalho iniciado em 1999 e constantemente actualizado por via das diversas investigações realizadas sobre a Internet e as novas tecnologias de informação na sociedade portuguesa e no mundo.
Com o objectivo de enquadrar o leitor desta obra valerá a pena sintetizar algumas das conclusões dos estudos realizados no ISCTE numa perspectiva mais vasta – a das sociedades de informação- e também justificar a organização escolhida para
apresentar as contribuições dos diversos autores.
O projecto que lançou esta equipa na reflexão sobre o utilizar das tecnologias de informação denominava-se Ciberfaces: A Sociedade de Informação em Análise - Internet, Interfaces do Social inserido no âmbito dos projectos de investigação
científica e tecnológica, financiados pelo Programa PRAXIS XXI da Fundação para a Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e da Tecnologia (FCT/MCT). O projecto desenvolvido teve por objectivo realizar um estudo sobre a Internet no domínio
pt.
O resultado da análise desses dados e dos debates que procurámos promover ao longo dos últimos anos encontra-se aqui apresentada. No entanto, este livro não é o lugar para a publicação extensa de quadros e dados, pelo que optámos por convidar o leitor a visitar o endereço http://ciberfaces.iscte.pt e por si próprio analisar os dados aí registados tendo por enquadramento à sua reflexão os textos presentes nas próximas
páginas.
Temos igualmente consciência que este livro é, nas suas partes constitutivas, algo diferenciado.
Dada a vastidão das matérias em análise, houve necessidade de dividi-lo em quatro partes de algum modo autónomas. Preferenciámos o respeito pelo estilo peculiar de cada um dos autores e pela gramática discursiva própria a cada registo dos diferentes ângulos de abordagem disciplinar de um livro que tendo uma forte perspectiva sociológica, não pode deixar de ser, pela natureza do objecto em análise, interdisciplinar.
Este livro visa assim contribuir para a constituição de uma base de conhecimento, científico e socialmente útil, que proporcione, em geral, a compreensão dos factores, processos e dinâmicas de mudança social e o apoio à decisão informada por parte dos agentes sociais com responsabilidades nos diversos domínios da vida colectiva na sociedade portuguesa.
Research Interests:
Download (.pdf)
Este livro é o produto de dois seminários internacionais promovido pelo Europe and Latin America Research Program (ELARP), do CIES/ISCTE, realizados com o patrocínio do Programa Lusitânia (FCT-Instituto... more
Este  livro  é  o  produto  de  dois  seminários  internacionais  promovido  pelo  Europe  and Latin  America  Research  Program  (ELARP),  do  CIES/ISCTE,  realizados  com  o  patrocínio  do
Programa  Lusitânia  (FCT-Instituto  Camões-GRICES).  Os  seminários,  realizados  em  Lisboa  e Buenos Aires em 2005,  tiveram como temática “A sociedade de informação: visões e abor-
dagens nacionais de Portugal, Argentina, Brasil, Chile e Uruguai”.
Contando  com  a  participação  de  conferencistas  de  Portugal,  Brasil,  Chile,  Argentina  e Uruguai  estes  eventos  constituíram  um  espaço  privilegiado  de  debate  sobre  as  relações entre a União Europeia e o Mercosul. As intervenções focaram diversos temas relacionados com  a  evolução,  perspectivas  e  dimensões-chave  da  construção  da  sociedade  de  informa-
ção nos dois espaços (Europa e América do Sul) e até que ponto a proximidade cultural condiciona  ou  não  a  similitude  de  políticas,  experiências  e  necessidades  nestes  cinco  países
ibero-americanos. Os eventos contaram igualmente com a participação de colegas oriundos da França e da Itália. Dos seminários ao convite para juntar numa mesma obra contribuições dos participantes passaram-se 2 anos. Os trabalhos aqui publicados reflectem no essencial o que de investigação foi realizado pelos participantes mas também o produto das interac-
ções e aprendizagens realizadas em comum.
Um livro é também a busca de um traço comum de escrita. Um livro de carácter académico  e  produto  de  diferentes  autores  precisa  de  oferecer  uma  visão  integradora.  E  aquela
visão que nos junta aqui é a de todos sermos cidadãos de sociedades em transição. As sociedades aqui analisadas são sociedades em transição para um modelo informacional baseado
em organização social em rede, isto é, sociedades em rede (Castells, 2002). Como se verifica  pela  análise  das  realidades  de  duas  sociedades  em  transição,  como  a  catalã  e  a  portu-
guesa (Castells et al., 2003, Cardoso, et al., 2005), a Internet é apropriada de forma diferente por diferentes pessoas e nem todas realizam usos que a diferenciem face ao que outros
media poderiam já oferecer. Essa é uma realidade mais perceptível porventura em sociedades onde os níveis de utilização da Internet são ainda reduzidos.
Research Interests:
Download (.pdf)
A crise do capitalismo global a que temos assistido desde 2008 é mais do que uma crise económica. Ela é estrutural e multidimensional. A sequência de eventos que presentemente têm lugar mostra que estamos a entrar num mundo que é muito... more
A crise do capitalismo global a que temos assistido desde 2008 é mais do que uma crise económica. Ela é estrutural e multidimensional. A sequência de eventos que presentemente têm lugar mostra que estamos a entrar num mundo que é muito diferente, social e economicamente, daquele que suportou a ascensão do capitalismo global e informacional nas últimas três décadas. As políticas e as estratégias destinadas a gerir a crise podem inaugurar um sistema económico e institucional claramente diferente do actual, tal como o New Deal, a construção do Estado Social Europeu e a arquitectura financeira global de Bretton Woods deram origem a uma nova forma de capitalismo no rescaldo da depressão da década de trinta do século XX e da Segunda Guerra Mundial. Este livro examina as culturas e instituições que estão na origem da crise, bem como os conflitos e debates que podem conduzir a uma nova paisagem social, incluindo a ascensão de culturas económicas alternativas nos movimentos sociais que surgiram um pouco por todo o mundo. As contribuições que aqui se reúnem são o resultado de um projeto de reflexão partilhado por um grupo de sociólogos e cientistas sociais internacionais, liderados por Manuel Castells, João Caraça e Gustavo Cardoso. No essencial, conclui-se que para enfrentar a vida para além da crise precisamos de uma completa transformação da mentalidade que nos levou à falência, ao desespero e a economias e sociedades baseadas num modelo insustentável de especulação financeira e irresponsabilidade política.
Research Interests:
Download (.pdf)
This is an analysis rooted on the idea that the medium is not the message. As stated by Roger Silverstone, in a text published in Telos magazine (1992), the medium is not the message – since, in McLuhan’s philosophical-technological... more
This is an analysis rooted on the idea that the medium is not the message. As stated by Roger Silverstone, in a text published in Telos magazine (1992), the medium is not the message – since, in McLuhan’s philosophical-technological formulation, neither the means nor the message play a role as social products. Sociology, in its application to Communication Studies, focuses on relations between individuals, which is why, in its early days, the study of Mass Communication has been seen as the distortion of such communication focused on the individual (Silverstone, 2006).
Research Interests:
Download (.pdf)
Se optássemos pelo exercício especulativo de tentar identificar o principal inimigo da indústria cinematográfica europeia no início do século XXI meramente a partir da leitura de artigos da comunicação social e comunicados oficiais... more
Se optássemos pelo exercício especulativo de tentar identificar o principal inimigo da indústria cinematográfica europeia no início do século XXI meramente a partir da leitura de artigos da comunicação social e comunicados oficiais emitidos pela Comissão Europeia e outras instituições supranacionais e nacionais do velho continente, facilmente poderíamos ser tentados a apontar as nossas suspeitas para a pirataria online de obras audiovisuais, nomeadamente a cópia não autorizada pelos detentores de direitos de autor de filmes através do recurso a redes (BitTorrent) e sites (MegaUpload) de partilha de ficheiros.
Com efeito, apesar de em termos históricos a pirataria não ser um exclusivo das tecnologias digitais, a desmaterialização de obras protegidas por direitos de autor permitida pela Internet fez com que o processo de duplicação e consumo dessas mesmas obras à revelia dos detentores de direitos se tornasse muito mais fácil e economicamente acessível. Em resposta às pressões das associações industriais do sector, alguns dos governos nacionais dos estados-membro da União Europeia (UE) têm aprovado alterações nas suas legislações de direitos de autor de forma a prever medidas repressivas contra utilizadores individuais. É dentro deste quadro que o mecanismo de “resposta gradual em três etapas” adotado pela França que prevê o corte da ligação da Internet a alegados piratas tem servido de inspiração a outras tentativas mais ou menos veladas, mais ou menos falhadas por parte de outros países europeus.
Se os estudos e dados fornecidos pela indústria que servem de base a essa repressão realçam os impactos negativos (dados como certos) da pirataria para o sector, ao mesmo tempo os potenciais ganhos em termos de bem-estar social oferecidos aos consumidores pela partilha de ficheiros são negligenciados. Outras pesquisas da responsabilidade de centros académicos de investigação e até mesmo de gabinetes associados a ministérios nacionais e instituições da UE concedem mais ênfase aos benefícios da pirataria na óptica do utilizador-consumidor, chegando mesmo por vezes a identificar efeitos positivos no consumo online não autorizado de conteúdos audiovisuais.
Alicerçadas em pressupostos empíricos frágeis, incompletos ou mesmo tendenciosos, as políticas de aplicação das leis de direito de autor ameaçam colocar em risco valores considerados fundamentais num Estado de Direito como a privacidade e a liberdade de expressão para erguer em seu lugar uma estrutura opaca de vigilância, censura e controlo. 
Mas mesmo acreditando que é possível demonstrar a existência de uma relação causal negativa entre o download não autorizado realizado de modo informal e as receitas oriundas do circuito comercial formal (incluindo salas de cinema, DVD’s e mais recentemente VOD) – tarefa que até ao presente se tem afigurado difícil -, o que fica sempre por provar é se a distribuição digital não autorizada prejudica de igual modo todo o tipo de cinema independentemente da sua região de origem ou apenas o cinema com origem nos Estados Unidos da América, em particular nos grandes estúdios de Hollywood.
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
Este não é um estudo “chave na mão” que solucione os problemas do sector da comunicação social portuguesa, do sector em outros países ou à escala global. O estudo é “apenas” um contributo para a identificação de tendências e de... more
Este não é um estudo “chave na mão” que solucione os problemas do sector da comunicação social portuguesa, do sector em outros países ou à escala global.
O estudo é “apenas” um contributo para a identificação de tendências e de metodologias para reduzir a incerteza na gestão de empresas e redacções, procurando oferecer aquilo que, mais
à frente, definimos enquanto uma “tecnologia de racionalidade”.
É um estudo híbrido quanto à sua forma e conteúdos. Híbrido entre a dimensão de investigação universitária e a prestação de
serviços de consultoria, e que não esconde o objectivo, por entender ser na construção dessas pontes que pode produzir mais-valias para o sector da comunicação social em Portugal.
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
Por vezes perguntamo-nos: para que servem as ciências sociais? A resposta que nos traz Gustavo Cardoso é singularmente clara: elas permitem-nos analisar seriamente o mundo e as possibilidades da sua transformação. Não nos deixemos fechar... more
Por vezes perguntamo-nos: para que servem as ciências sociais? A resposta que nos traz Gustavo Cardoso é singularmente clara: elas permitem-nos analisar seriamente o mundo e as possibilidades da sua transformação. Não nos deixemos fechar nos temas do declínio, da decadência, da crise, diz‑‑nos; os actores sociais, e os intelectuais que os ajudam a pensar a acção, não estão condenados à passividade e ao desespero. Uma bela lição de sociologia.
Michel Wieviorka, FMSH e École des hautes études en sciences sociales

Pensar, analisar, propor, mobilizar para a acção consequente e duradoura, eis os principais ingredientes que Gustavo Cardoso combina com grande talento nas suas abordagens de sociólogo e interventor político. Trata-se de um forte incentivo a  cidadania e a  afirmação da possibilidade de mudança, na certeza de que há alternativas ao presente e de que o futuro pode ser diferente.
Jorge Sampaio

Nada é impossível. O poder de mudar começa pelo poder de pensar. Precisamos de ideias novas, de ver para lá das evidências. De sair do conformismo e conversar. Sem certezas nem medo. É o que nos propõe o autor deste livro corajoso e inteligente.
A crise tirou-nos quase tudo, mas está a dar-nos um pensamento novo sobre o futuro. A mudança somos nós. Tudo é possível.
António Nóvoa, reitor honorário da UL

Se procura uma saída para a infindável crise económica e política que está a devastar a vida das pessoas na Europa, leia este livro. Uma análise aprofundada das raízes da crise e dos caminhos para a ultrapassar através de um novo modelo de sociedade radicado nos actuais movimentos sociais.
Manuel Castells, University of California
Research Interests:
Download (.pdf)
A networked research for a world networked by the Internet The World Internet Project (WIP) was born out of a group of researchers that believed we had lost a great opportunity by not starting research in the early years of television... more
A networked research for a world networked by the Internet The World Internet Project (WIP) was born out of a group of researchers that believed we had lost a great opportunity by not starting research in the early years of television diffusion and that no similar mistake should be made with the study of the Internet. Building research on the uses of a global network, influence also the very own design of such a research. So, the World Internet Project (WIP) was designed having in mind the need to cover different geographies and not just the most familiar, or more central, to the world of academic research. Out of such understanding the WIP was founded, a project designed to understand the economic, political and social impact of digital technologies and with the aim to develop new hypotheses regarding the role of the Internet in changing our lives and societies today and tomorrow. Fostering collaboration among dozens of countries around the globe, the WIP has produced analyses that address the comparative dimensions tapping cross-national and crosscultural similarities and differences in the uses of the Internet.
Research Interests:
Download (.pdf)
Este livro é o produto do trabalho desenvolvido por um conjunto de investigadores das áreas das ciências sociais e da economia, no contexto do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (ISCTE-IUL) em Lisboa e de projectos e parcerias... more
Este livro é o produto do trabalho desenvolvido por um conjunto de investigadores das áreas das ciências sociais e da economia, no contexto do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (ISCTE-IUL) em Lisboa e de projectos e parcerias internacionais. Muitas das temáticas aqui abordadas foram também apresentadas no conjunto de seminários que, a convite de Manuel
Castells, realizei no Internet Interdisciplinary Institute (IN3) em Barcelona em 2010 e 2012. O nosso trabalho de observação e análise incidiu sobre um conjunto diferenciado de registos espaciais que incluem países dos diferentes continentes. Estes trabalhos foram apresentados em conferências internacionais
ou serviram de base para relatórios de redes de investigação, ou foram mesmo publicados em versões iniciais, mas nunca antes foram alvo de uma interpretação global sobre o que eles nos dizem do que é a comunicação contemporânea. Daí que este seja um livro tanto prático, como teórico. É um livro que procura responder tanto a ansiedades das disciplinas científicas que
estudam a comunicação quanto as que assaltam as empresas na tentativa de compreender o que lhes espera no futuro próximo. Acima de tudo, este é um livro que procura colocar questões diferentes para tentar obter respostas diferentes.
Respostas sobre como compreender o que está a ocorrer com a sociologia na sua busca de perceber a realidade. Respostas sobre o papel dos ecrãs e da mediação nas nossas culturas e sociedades, mas também respostas muito concretas sobre
o que espera o cinema europeu nas suas relações com os seus públicos ou das dinâmicas familiares que se estabelecem entre pais e filhos no contexto dos novos modelos de comunicação nos agregados familiares.
Este é também um livro sobre como se investiga quando os objectos de estudo estão para além da dimensão nacional e envolvem a comparação de realidades tão díspares como os Emirados Árabes Unidos, a China, Portugal e os Estados
Unidos, ou quais as culturas que a comunicação de rede está a criar e que podem estar a mudar as nossas vidas num contexto de crise.
Mas, da mesma forma que a crise global, iniciada em 2007, coloca desafios às nossas vidas pessoais no quotidiano, também coloca escolhas difíceis às empresas do sector da comunicação. Tal torna imperativo questionar o que é hoje a televisão, a rádio, a imprensa escrita e fazê-lo num contexto de interpretação da sociologia dos ecrãs.
Research Interests:
Download (.pdf)
O pressuposto de partida é simples: tradicionalmente focados na esfera do impresso (livros, jornais, revistas), pode dizer-se dos vários estudos e inquéritos que, no plano nacional, a sociologia vem desenvolvendo, ao longo das últimas... more
O pressuposto de partida é simples: tradicionalmente focados na esfera do impresso (livros, jornais, revistas), pode dizer-se dos vários estudos e inquéritos que, no plano nacional, a sociologia vem desenvolvendo, ao longo das últimas duas décadas, em torno dos hábitos e práticas de leitura da população portuguesa (Freitas e Santos, 1992; Pais, 1994; Freitas, Casanova e Alves, 1997; Neves, 2011) que os mesmos adoptam uma perspectiva pré-Internet. Considerando que “a importância de uma sociologia da leitura tal como se constituiu” coloca um conjunto de questões ligadas “ao seu objecto e à adaptação dos seus métodos a uma realidade em evolução” (Furtado, 2000: 188), compreender como se estruturam as experiências de leitura dos portugueses quando efectivadas a partir de um ecrã de computador1 ou através da utilização de outros interfaces digitais afigura-se então fundamental, e isto num modelo de sociedade cujo paradigma da tecnologia da informação (Castells, 2002) interfere nos mais diversos domínios da existência individual e colectiva.
Research Interests:
Download (.pdf)
Após quatro décadas de existência, a caminho do seu meio século, a Internet é hoje já não uma ferramenta mas sim uma tecnologia domesticada no nosso dia-a-dia. A Internet deixou de ser uma tecnologia nova para se transformar num meio para... more
Após quatro décadas de existência, a caminho do seu meio século, a Internet é hoje já não uma ferramenta mas sim uma tecnologia domesticada no nosso dia-a-dia.
A Internet deixou de ser uma tecnologia nova para se transformar num meio para obter contacto com os que mais importam para nós, para obter informação (e já não apenas notícias), para permitir-nos gerir o nosso lazer, as nossas amizades, família, emprego, estudo e autonomia, seja essa comunicativa, política ou de saúde. A Internet permitiu a transformação da nossa forma de comunicar, da comunicação de massa do século XX – na qual todos nascemos e crescemos – para a comunicação em rede, o modelo comunicativo em afirmação neste início de
século.
Em 2003 a Fundação Calouste Gulbenkian apoiou o CIES-ISCTE na realização de um estudo pioneiro e inovador no contexto das ciências sociais portuguesas – A Sociedade em Rede em Portugal. Esse apoio, permitiu que a investigação portuguesa neste campo ombreie hoje com o que de mais relevante é alvo de estudo nos pólos centrais da investigação mundial – seja o Oxford Internet Institute, o IN3 de Barcelona, a Annenberg School of Communication USC ou a Universidade de Toronto e muitas outras. Passados dez anos, cremos ser o momento certo para retomar o estudo realizado em 2003 e actualizar não só a sua recolha de dados, mas também a própria lógica metodológica e teórica. Mas, porquê agora, passados dez anos após o primeiro estudo?
A resposta passa, em primeiro lugar, por estarmos a viver hoje aquilo a que Barry Wellman designou por terceira era dos estudos Internet, ou seja, a necessidade científica de produzir teoria baseada em sólidas séries de dados empíricos – abandonando uma visão episódica de estudo da realidade social, circunscrita a pequenos grupos e eventos. Um segundo contributo para a resposta, radica no facto de a equipa de investigação do CIES-IUL ter vindo colaborar com William Dutton, o fundador do Oxford Internet Institute, na elaboração do “Oxford Handbook of Internet Studies” (2013) e, como tal, ter ajudado a institucionalizar os “Estudos de Internet” como uma área científica de pleno direito. O livro que agora tem nas suas mãos, constitui um contributo nacional para a estruturação global desta área do saber dos “Estudos de Internet” no quadro das ciências sociais e, mais especificamente, da sociologia da comunicação.
Por último, em Portugal os dez anos que medeiam entre 2003 e 2014, o tempo de análise deste estudo têm sido profícuos (e tudo indica que o continuarão a ser até ao final desta década) na atenção dada pelas políticas públicas à Internet (Programa Magalhães, Programa Internet nas Escolas, Simplex, Agenda Digital, etc.), no foco empresarial dado ao papel das redes (aposta nas redes móveis, na fibra, na oferta de TV digital e em HD, redes de 4ª geração e na busca de nova identidade para as empresas operadoras para além da mera distribuição de pacotes IP) e, por fim, na apropriação social do uso das tecnologias por parte da população – tendo atingindo em 2012, no que respeita à Internet, os mais de 50% da população portuguesa e face ao uso de telemóveis valores próximos dos 100%.
Se esse é o panorama evolutivo das tecnologias de comunicação e informação em Portugal, a dimensão social da última década também foi caracterizada por um período de mudança acelerada e de recomposição em muitas áreas da sociedade portuguesa. Entre 2003 e 2008 Portugal parece ter continuado numa rota de recomposição social e mudança de padrões ascendentes a qual, possivelmente, devido à crise global de 2008 se inverteu. Pois, também em Portugal, o rescaldo da crise de 2008 foi caracterizado pela inabilidade dos governos de gerirem a crise, induzindo o agravar da crise económica em 2010 e da crise financeira afectando o estado, famílias e empresas no pós-2011. Portugal parece assim ter seguido o mesmo padrão que noutros países Europeus. Isto é, enquanto as empresas financeiras readquiriram alguma da sua rentabilidade em 2009, o mercado imobiliário entrou em recessão, o crédito mal parado cresceu vertiginosamente, as linhas de crédito para as PME’s foram reduzidas drasticamente (promovendo falências em massa), o desemprego retomou a aceleração, a procura diminuiu (ainda mais) e os cidadãos fecharam-se cada vez mais em torno do seu país, expressando de todas as maneiras a sua falta de solidariedade com o “Outro” e com outras nações, mesmo quando os governos proclamam a absoluta necessidade de partilhar as dificuldades. Assim, a paisagem social que nos rodeia em Portugal parece ser hoje o oposto do ano de 2003. Hoje, parecemos observar os restos disfuncionais de um modelo económico e social baseado num sistema financeiro incapaz de se reformar a si mesmo, uma mudança da acumulação de capital dos velhos centros para as novas periferias (com estas ainda sem o poder de gerir o sistema) acompanhado pelos perigos da deflação e regresso da recessão económica à Zona Euro, a par, de um contexto político atacado, a partir do exterior pelas massas que não confiam nas lideranças. Ao mesmo tempo, a sociedade civil encontra-se mais desamparada, na medida em que as velhas formas de organização perdem capacidade de actuação e os novos actores de mudança social estão ainda num estado inicial. Será a sociedade portuguesa, também um espaço onde as velhas culturas económicas, que nos davam certezas, tais como a confiança nos mercados e nos bancos, aparentam ter perdido o seu poder comunicativo, ao mesmo tempo que novas culturas baseadas na tradução do sentido da vida para o sentido económico parecem estar ainda no processo de serem criadas? Este poderá, ou não, ser o retrato da sociedade em rede portuguesa. Daí, o convite aos que pretendam conhecer melhor as dinâmicas sociais em acção na sociedade em rede em Portugal que nos acompanhem ao longo das próximas páginas para partilhar a nossa proposta de compreensão de até que ponto os portugueses se identificam com essa visão aqui enunciada e de que forma estão a lidar com as alterações sociais em curso.
O projecto de investigação que deu corpo a este livro procurou aferir quais as mudanças sociais ocorridas na década 2003-2013 em Portugal, as que ocorreram e as que se encontram, aparentemente em formação, procurando respostas para as interrogações centrais sobre o futuro de Portugal na Europa num momento onde é fundamental recapturar o presente para discutir as opções de futuro para a sociedade portuguesa.
Este projecto decorre, igualmente, do conjunto de reflexões sobre a mudança social realizadas ao longo dos últimos três anos, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo CIES-IUL e onde foi possível reunir a participação de investigadores de renome global, como Manuel Castells, Rosalind Williams, John B. Thompson, Michel Wieviorka, Sarah Banet-Weiser, Craig Calhoun, Pekka Himanen, Ernesto Ottone, You-tien Hsing e Tehri Rantanen.
Research Interests:
Download (.pdf)
What are "Piracy Cultures"? Usually, we look at media consumption starting from a media industry definition. We look at TV, radio, newspapers, games, Internet, and media content in general, all departing from the idea that the access to... more
What are "Piracy Cultures"? Usually, we look at media consumption starting from a media industry definition. We look at TV, radio, newspapers, games, Internet, and media content in general, all departing from the idea that the access to such content is made available through the payment of a license fee or subscription, or simply because it's either paid or available for free (being supported by advertisements or under a "freemium" business model). That is, we look at content and the way people interact with it within a given system of thought that sees content and its distribution channels as the product of relationships between media companies, organizations, and individuals-effectively, a commercial relationship of a contractual kind, with accordant rights and obligations. But what if, for a moment, we turned our attention to the empirical evidence of media consumption practice, not just in Asia, Africa, and South America, but also all over Europe and North America? All over the world, we are witnessing a growing number of people building media relationships outside those institutionalized sets of rules. We do not intend to discuss whether we are dealing with legal or illegal practices; our launching point for this analysis is that, when a very significant proportion of the population is building its mediation through alternative channels of obtaining content, such behavior should be studied in order to deepen our knowledge of media cultures. Because we need a title to characterize those cultures in all their diversity-but at the same time, in their commonplaceness-we propose to call it "Piracy Cultures." 1 The Editors would like to acknowledge the work of Miguel Afonso Caetano and Arlene Luck in making this special section possible. Manuel
Research Interests:
Download (.pdf)
As grandes redes do conhecimento AS REDES ACTIVISTAS EM TORNO DE CAUSAS têm sido abordadas de modo diferente por di-versos autores, existindo quem nelas veja um "exército em rede" (Holstein, 2002, n. p.) ou uma "máfi a inteligente"... more
As grandes redes do conhecimento AS REDES ACTIVISTAS EM TORNO DE CAUSAS têm sido abordadas de modo diferente por di-versos autores, existindo quem nelas veja um "exército em rede" (Holstein, 2002, n. p.) ou uma "máfi a inteligente" (Rheingold, 2002). Não obstante, Bennett chama a atenção para a difi culdade em aceitar tais visões, mais béli-cas ou aproximadas de grupos de interesse, quando a organização não institucional e a inexistência de uma hierarquia a respeitar constituem elementos essenciais para a com-preensão do trabalho em rede das comunida-des activistas (2003: 9 e segs.). O primeiro caso estudado de uma movimen-tação popular organizada através da Internet teve lugar em Seattle, em 1999, aquando da reunião da Organização Mundial do Comér-cio. O mundo assistiu não somente à manifes-tação de cerca de cinquenta mil pessoas que encheram as ruas de Seattle num protesto contra o neoliberalismo, mas também a pro-testos em 82 outras cidades, incluindo EUA, Europa e América do Sul (Bennett, 2003: 25; Moraes, 2001: 9). Nestes casos, a Internet demonstrou-se essen-cial quer para a organização das manifesta-ções, quer para a transmissão e difusão global dos eventos. Deste modo, o protesto ganhou uma força global, determinando a agenda setting dos mass media e, consequentemente, da opinião pública. Como resultado, as cú-pulas políticas foram obrigadas a cancelar o encontro, mostrando que as forças "perde-doras" do sistema económico haviam con-seguido, através de uma relação de confl ito, conquistar o poder que reivindicavam (Della Porta e Diani, 2006: 167). A comunicação em rede e os movimentos sociais Um movimento social é a tentativa colec-tiva, por um determinado número de pes-soas, de alteração de indivíduos ou insti-tuições e estruturas sociais (Zald and Ash, 1966). O activismo parece hoje uma prática regular bem recebida pelos utilizadores das redes sociais: causas ambientais, defesa de direitos humanos ou reacção ante fac-tos políticos são alvo de frequente atenção Mas será ele o reflexo de movimentos so-ciais ou simplesmente o somatório de um conjunto de actos individuais de protesto partilhados? Ainda que uma democracia representativa pressuponha representados os interesses dos cidadãos, não deixa de ser visível a de-silusão destes últimos face às organizações políticas institucionalizadas, conduzindo ao desenvolvimento de novas formas de parti-cipação (Cardoso & Neto, 2003: 108). A par de ferramentas institucionais há muito utili-zadas, como o trabalho prestado a partidos políticos ou a participação em reuniões po-litizadas, surgem novos meios de realização da política como assinatura de petições, boi-cotes, ocupações, manifestações, cortes de trânsito e greves não sindicalizadas (2006: 166), algumas das quais começam a ser, quando não iniciadas, pelo menos divulga-das através das redes sociais. O apoio de causas no quadro das redes so-ciais surge normalmente como resultado da acção de grupos formais, ou informais, com capacidade de mobilização de outrem, pois o seu sucesso depende da capacidade de passar a palavra e conseguir que terceiros desencadeiem uma acção que, pelo menos, resulte em apoio público de uma dada posi-ção. O argumento que aqui podemos deixar é o de que os apoios a causas nas redes so-ciais possuem características de relações de confl ito, redes de menor ou maior integra-ção entre os envolvidos e a formação de uma identidade colectiva. Este último ponto, que podemos considerar mais controverso, encontra eco quando a adesão passa a ser listada nos perfi s individuais de cada um dos que dão o seu apoio e, como tal, parte parti-lhável da identidade pessoal face a terceiros. Pode-se assim argumentar que os movimen-tos sociais também se forjam na Internet nas redes sociais. De Teerão a Maputo: as redes entre o simbolismo e a acção A utilização da Internet durante a campa-nha eleitoral de Barack Obama, em 2008, tem sido muitas vezes referenciada, sendo apontada como uma das principais razões do sucesso eleitoral do actual presidente dos EUA. O site da campanha, a presença de Obama nas várias redes sociais-em particular no Facebook-a mailing list de apoiantes, entre outros aspectos, marcaram fortemente esta campanha, a qual se tornou de algum modo num modelo inspirador das várias candidaturas que desde então têm ocorrido um pouco por toda a Europa. (Plouffe, 2009). De alguma forma podería-mos argumentar que o modelo de campa-nha de Obama foi apropriado e reinventado no contexto pós-eleitoral iraniano de 2009, assumindo a forma de movimento social ge-rado nas redes sociais e trazido para as ruas da capital, Teerão. Perante o resultado das eleições de Junho de 2009-Mahmoud Ah-madinejad declarado vencedor duas horas após o encerramento das urnas-, a popula-ção iraniana rebela-se por conceber fraudu-lento o resultado. Apoiando o principal lí-der da oposição, o candidato reformista Mir Hussein Mousavi, os cidadãos organizam-se no apelidado Green Movement, até hoje activo contra todos os esforços da polícia estatal. Aliás, a essencialidade da CMC é de tal modo evidente que os próprios visados pelo movi-mento não apenas censuram as informações veiculadas como chegam mesmo a inviabi-lizar as conexões das redes em momentos fulcrais da política interna. Antes de mais, a relação de confl ito instalada entre aqueles que detêm o poder e a autori-dade institucionalizada (no presente caso o governo de Ahmadinejad e o Conselho dos Guardiães que validou a sua alegada vitória) e aqueles que pretendem afastar o mesmo poder de tais mãos, em prol de uma mudan-ça de regime (o que inclui, claro está, não apenas Mousavi e todos os seus apoiantes políticos, como os cidadãos que, nas ruas de Teerão e nas redes sociais online, exigem a realização de um novo escrutínio). A forma de organização de todos aqueles que pretendem a impugnação das eleições é, de facto, baseada numa rede informal: sem qualquer tipo de hierarquia pré-estipulada ou relações de origem vertical; os cidadãos defendem os seus interesses comuns numa relação democrática de igualdade-o que, obviamente, nunca porá em causa o poder de iniciativa mais ou menos presente em cada um dos elos existentes. Mousavi poderá incitar ao protesto mas não dependem dele todas as iniciativas ligadas ao Movimento Verde. Quanto muito, constituirá um hub mas nunca poderá ser tido como um líder nas relações entre as comunidades que pro-fessam o interesse comum da democracia e do pluralismo no Irão. Tão importante quanto as anteriores refe-rências, temos bem presente uma identida-de colectiva: não falamos de um protesto passageiro, de uma manifestação única; esta-mos perante um sentimento colectivo, par-tilhado por massas, de que a justiça de um processo político deverá sobrevir. Para tal, esforços são reunidos, são criadas formas de comunicação entre todos os apoiantes (singulares ou colectivos), são desenvolvi-dos relatos pessoais para que, globalmente, todos possam acompanhar o desenrolar dos acontecimentos políticos e sociais no Irão. O Twitter nas eleições iranianas O Twitter foi o canal de alerta para a fraca cobertura dos média tradicionais sobre o Movimento Verde. De facto, "a 13 de Junho de 2009, quando começou a escalada dos protestos, ignorada pelos média iranianos, no Twitter, a informação corria em tempo-real". Referindo-se especifi camente à CNN, a rede criou um movimento de gatewatching em que cidadãos questionavam a qualidade e verdadeiras intenções da informação vei-culada pelos média. Infl uenciada ou não por este alerta, a verdade é que as atenções têm sido redobradas por parte daquela empresa (De Tolledo, s/d: 5). Conscientes do dinamismo destas comuni-dades que utilizam os novos média como um dos principais veículos de interacção, as forças apoiantes de Ahmadinejad têm opera-do de duas formas distintas: não só censu-ram conteúdos e inviabilizam a utilização de sites, blogues, redes sociais virtuais e até da rede telefónica móvel, como encarceram os responsáveis pela veiculação de informação que não seja vista como favorável ao regime. E tal consciência não teve lugar apenas após o início dos protestos, pois de outro modo não se justifi caria a suspensão do Twitter ho-ras antes das eleições. Relativamente a este tipo de censura, os utilizadores de CMC têm procurado adver-tir para formas de difusão de informação, em especial quando utilizados os dois tags mais comuns: IranElection e gr88 (referên-cia à Green Revolution e ao actual ano no calendário persa: 1388). Nestes casos, acon
Download (.pdf)
Resumo Partindo da análise das dietas de media e formas de fruição dos media pela população portuguesa, este artigo tem como ponto de partida a introdução e desenvolvimento da interactividade nas práticas televisivas no que se pode... more
Resumo Partindo da análise das dietas de media e formas de fruição dos media pela população portuguesa, este artigo tem como ponto de partida a introdução e desenvolvimento da interactividade nas práticas televisivas no que se pode designar como televisão em rede.
Cardoso, Gustavo e Susana Santos (2004), “Tendências e contradições no sistema televisivo”, Observatório, nº10, Lisboa: OberCom.
Research Interests:
Download (.pdf)
Resumo Partindo da análise das dietas de media e formas de fruição dos media pela população portuguesa, este artigo tem como ponto de partida a introdução e desenvolvimento da interactividade nas práticas televisivas no que se pode... more
Resumo Partindo da análise das dietas de media e formas de fruição dos media pela população portuguesa, este artigo tem como ponto de partida a introdução e desenvolvimento da interactividade nas práticas televisivas no que se pode designar como televisão em rede. A televisão em rede diferencia-se da televisão interactiva no sentido em que não se apresenta num quadro de
Nas últimas décadas, emergiu um novo ambiente mediático que tem enquadrado as experiências das crianças e dos jovens. Verifica-se uma socialização dos jovens no meio de várias realidades mediáticas, sendo que novas competências... more
Nas últimas décadas, emergiu um novo ambiente mediático que  tem enquadrado  as experiências das crianças e dos jovens. Verifica-se uma socialização  dos jovens no meio de várias  realidades mediáticas, sendo que novas competências parecem ser adquiridas intuitivamente pelos  jovens como a  exploração da  inter-conectividade entre vários media e  formas de operar vários media simultaneamente. A estas alterações  junta-se uma mudança do público para  o  privado  na vida dos mais  jovens, o  que se  relaciona, por um lado, com o declínio da "cultura de rua" e a retirada para a casa ou o apartamento, em especial,  em contextos  urbanos,  por outro lado, com o  declínio do convívio  familiar em  torno da  televisão e  a  emergência da  "cultura do quarto de  dormir" . Através de  dados  de  dois  inquéritos, .  um  efectuado  face-a-face  e  outro  realizado  na  Internet, queremos demonstrar em que moldes essa "cultura do quarto de dormir" tem emergido entre os jovens portugueses. Além disso, pretende-se também ligar as  transformações do ambiente mediático com a  interacção  familiar em  torno dos media e com o significado do estatuto de "jovem" e do estatuto da família.
Download (.pdf)
Download (.pdf)
In June 2013, protesters took to the streets of hundreds of Brazilian cities. The mobilizing factor was the rising fares of public transportation, which precipitated a wave of discontentment characterized by a mix of demands for better... more
In June 2013, protesters took to the streets of hundreds of Brazilian cities. The mobilizing factor was the rising fares of public transportation, which precipitated a wave of discontentment characterized by a mix of demands for better public services and changes in the discredited democratic institutions. This article discusses the role of social media in the protests and how such use configures a paradigmatic example of how communication occurs in network societies. To frame the discussion, we examine social media appropriation for the purposes of political participation through a survey applied online in 17 countries and an in-depth analysis of protests in Brazil. Looking at the Brazilian protests, the ways in which the appropriation of social media occurred and institutional responses to demonstrations developed, we argue that in the network society, the people, and no longer the media, are the message. How do we enlighten the relationship between digital technologies and modalities of social mobilization? This was the starting point of our analysis on the role of social network sites (SNS) on social mobilization in Brazil and 16 other countries. 1 Our aim is to discuss whether newness can be attributed to in collaboration with the Gulbenkian Foundation, and went online in the first trimester of 2013. The choice of countries and sampling strategy was informed by the following criteria: obtain a sample that reflects diversity and represents a significant fraction of Internet users from all continents and major regions, include the most spoken languages online, and achieve reliability and comparability between participating countries. The aforementioned factors led us to survey 6,000 Internet users in 17 countries: Brazil, and Russia. The questionnaire was translated into the selected countries' native languages. At the time of the survey's application, many of the selected countries had already experienced social mobilizations; others were yet to experience those, such as Brazil and Turkey.
Research Interests:
Download (.pdf)
Cardoso, Gustavo, (2004) "Trends and contradictions in the broadcasting system: from interactive to networked television", in Fausto Colombo (ed), Tv and Interactivity in Europe. Mythologies, theoretical Perspective, Real Experiences,... more
Cardoso, Gustavo, (2004) "Trends and contradictions in the broadcasting system: from interactive to networked television", in Fausto Colombo (ed), Tv and Interactivity in Europe. Mythologies, theoretical Perspective, Real Experiences, Vita e Pensiero, Milano.
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
The new peer-to-peer (P2P) technologies have impacted the film industry, which advocates sanctions against the downloading and sharing of products found on the Internet. But the economic effect of file sharing on the film industry remains... more
The new peer-to-peer (P2P) technologies have impacted the film industry, which advocates sanctions against the downloading and sharing of products found on the Internet. But the economic effect of file sharing on the film industry remains difficult to determine. In this article, we ask whether file sharing networks will affect the survival or potential growth of European cinema. The steady decline in traditional film distribution channels for European productions—cinema theatres and direct sales or renting—is leading to the emergence of new distribution channels. And yet the results of the movie industry’s calls—including those voiced by its European players—for stronger legislation against these same distribution channels are making their way through Europe by means of enforcement tools like HADOPI and other graduated response programs. Our hypothesis is that this offensive runs the risk of condemning a potential open distribution network and commons business model at its birth. For this, we start by clarifying the emerging global P2P phenomenon; we then stipulate what we mean by European cinema, outline its peculiar traits, and contrast it with North American cinema. Finally we compare the consumption of European film in theatres with the availability of seeds and leechers for European cinema in P2P networks.
Download (.pdf)
Chapter 16 PORTUGAL From State-Subsidized to Corporate Synergy-Based Media PEDRO PEREIRA NETO & GUSTAVO CARDOSO Much has changed in the Portuguese media sector in the last thirty years. Government censorship of media content ended... more
Chapter 16 PORTUGAL From State-Subsidized to Corporate Synergy-Based Media PEDRO PEREIRA NETO & GUSTAVO CARDOSO Much has changed in the Portuguese media sector in the last thirty years. Government censorship of media content ended with the 1974 ...
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
Research Interests:
Download (.pdf)
A Cidade e as Redes Gustavo Cardoso O título pode fazer lembrar o de " A cidade e as serras " mas a parecença termina aí. O que o título deste ensaio nos procura fazer lembrar é que, desde tempos imemoriais, as cidades e as redes estão... more
A Cidade e as Redes Gustavo Cardoso O título pode fazer lembrar o de " A cidade e as serras " mas a parecença termina aí. O que o título deste ensaio nos procura fazer lembrar é que, desde tempos imemoriais, as cidades e as redes estão intimamente ligadas. Mas que redes são essas? Para começar a responder, poderiamos primeiro relembrar Manuel Castells que, num texto introdutório a uma obra sobre arqueologia e antigas civilizações, dizia " as minhas redes, são diferentes das vossas! ". As redes que desde sempre acompanharam as cidades são as redes viárias, as redes de saneamento, as redes de abastecimento de água e, mais tarde, as redes electricas e de comunicações. Todas essas redes deram corpo e alma às nossas cidades ao longo dos séculos, foram elas que permitiram desenvolver o espaço urbano enquanto um espaço de comunicação. Mas, como relembra Castells, as redes que deram corpo às cidades não são as mesmas que as " redes " que são o " kernel " organizativo das sociedades informacionais, essas novas redes são aquelas que fazem das nossas sociedades sociedades em rede, sociedades de comunicação em rede. As cidades sempre foram objecto de interesse para o sociólogo e, em particular, para aqueles que têm como objecto de estudo as sociabilidades e a comunicação. Por exemplo, Georg Simmel aborda a cidade no seu texto " Metropolis and Mental Life " , datado de 1903, onde sugeria que " os problemas mais profundos da vida moderna derivam da tentativa do indivíduo em manter a sua independência e individualidade da sua existência contra os poderes soberanos da sociedade, contra o peso da herança histórica, da cultura externa e da técnica da vida ". A cidade, a metrópole, surgia assim também como um espaço de afirmação da individualidade, da autonomia do sujeito. A cidade, sempre foi, sempre será um espaço de libertação e espaço de normalização, pertencer à multidão e ser simulataneamente único, aliás é Simmel que o relembra no mesmo texto quando sugere que a vida na cidade é também caracterizada " pela resistência do indivíduo a ser nivelado, engolido pelos mecanismos sócio-tecnológicos. Essa luta pela autonomia, em projectos individuais ou colectivos no quadro da cidade é também fruto da comunicação. É a comunicação que na cidade aproxima e distancia individuos, é a comunicação de massas que molda as opções institucionais (que tipo de família se pode aspirar a formar; que tipo de partidos se pode escolher votar, etc.) e é, por sua vez, a comunicação em rede, a comunicação das sociedades informacionais onde habitamos, que surge como promotora de novas dimensões de institucionalização, pois na rede pode-se criar e dar voz a novos projectos, quer de vida, quer de política.
Download (.pdf)
Are users innovators? The new communicational paradigm of our societies is built around the increasing role of the user as innovations developer and innovator in media content to be read, listen or viewed by others. Users have been... more
Are users innovators?
The new communicational paradigm of our societies is built around the increasing role of the user as innovations developer and innovator in media content to be read, listen or viewed by others. Users have been increasingly addressed as innovators in media, not only because of the dissemination of the Internet and open source technologies but also because of the individualisation of media, namely mobile phones, video cameras and handheld mp3 and video players.
Innovation has to be understood as a dialectical process between participants of unequal power and influence in the marketplace and in the on-going patterns of consumption and use (Silverstone, 2005). As Silverstone (2005) argues, SMS and file
sharing have gained almost an aura of mythology in ICT innovation given that both were seen as signs of a radical shift in how innovation takes place, by rebalancing the way producers (technologist, designers, packagers, market analysts, investors) and the consumer interact. The mobile phone industry, taking notice of the SMS uses by youngsters incorporated such knowledge on new mobile phones and services offered
(Silverstone 2005; Colombo 2006). Subsequently, the user started to be seen, by the industry, as ‘trend definer’ or ‘active tester of innovation’ (De Marez and De Moor, 2007). The innovation processes became less confined to the industrial environments
because the quality of experience is measured through the launching of a high number of models into the market and by monitoring the user’s choice, in order to redefine
which models to improve and which to drop.
When users innovate they become, no longer ‘end-users’ (Slot, 2007) because they move into the heart of the very own value chain, that is, to the creativity arena.
Creativity in a user centric approach, as the one that we are witnessing, depends on the ability of people to organise informal networks (be it companies or organisations that
develop beta services/products) and then being able to attract users that will contribute to the definition of the next stage. Such attractiveness depends, in great measure, on the
ability to open up the floor and work on the environment, hopping that such an offer will create the conditions for experimentation and creativity to develop among a given
growing mediated community, usually web 2.0 sites, but also allowing monitoring the feedback.
Research Interests:
Download (.pdf)
Neste artigo propõe-se a análise do papel do estado no incentivo à criação de uma sociedade de informação em Portugal. Partindo da constatação da existência de várias abordagens temáticas presentes nos estudos da sociedade de informação... more
Neste artigo propõe-se a análise do papel do estado no incentivo à criação de uma sociedade de informação em Portugal. Partindo da constatação da existência de várias abordagens temáticas presentes nos estudos da sociedade de informação por parte da sociologia, procura-se enquadrar a leitura da realidade portuguesa tomando como ponto de partida o pensamento de Manuel Castells e a oposição dos conceitos de "net" e de "self" como explicativos da intervenção do estado. Pretende-se ainda analisar os pontos de ruptura que o estado enfrenta, bem como quais as grandes áreas de intervenção e regulação por parte daquele, ou seja, as políticas informacionais para este espaço onde a comunicação é mediada por computador.
Download (.pdf)
Resumo: Este texto procura fornecer uma série de contributos para o investigador social que pretenda debruçar-se sobre a Comunicação Mediada por Computador em geral e mais particularmente pelo estudo do Ciberespaço e das interacções... more
Resumo: Este texto procura fornecer uma série de contributos para o investigador social que pretenda debruçar-se sobre a Comunicação Mediada por Computador em geral e mais particularmente pelo estudo do Ciberespaço e das interacções sociais que aí ocorrem. O conjunto das questões e problemáticas que encerram um estudo deste tipo é ilustrado através da caracterização de uma mailing list, a pt-net, e dos seus membros durante um período de 6 meses.
Research Interests:
Download (.pdf)
Este artículo trata sobre los Media y sobre el cambio social en las sociedades contemporáneas. De esta forma, el argumento que aquí se expone es el de que la lectura de las ideas que seguidamente se nos presentan debe ser hecha a la luz... more
Este artículo trata sobre los Media y sobre el cambio social en las sociedades contemporáneas. De esta forma, el argumento que aquí se expone es el de que la lectura de las ideas que seguidamente se nos presentan debe ser hecha a la luz del poder transformador que las prácticas y representaciones sobre ciencia, cultura y comunicación, en relación con literacies tecnológicas y niveles educacionales, podrán ejercer en las transformaciones de un mundo que ya no será igual a aquél que conocíamos al inicio de esta crisis global. El análisis que aquí nos proponemos desarrollar pasa primero por situar a los Media en una contextualización más sistémica, para después situar nuestra atención en los casos portugués y brasileño y en su apropiación en la construcción de una Sociedad Informacional.
Research Interests:
Download (.pdf)
This paper argues that one can identify a number of changes in the context of communication in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new communication model. A communication model that... more
This paper argues that one can identify a number of changes in the context of communication in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new communication model. A communication model that is no longer based on the idea of " mass " but one of " network ".
Research Interests:
Download (.pdf)
Resumo O que é o tempo? Como se tem vindo a modificar a ideia de tempo ao longo do desenvolvimento das sociedades? Como lidamos com as suas diferentes interpretações culturais e os seus diferentes contextos historico-sociais? A sociedade... more
Resumo O que é o tempo? Como se tem vindo a modificar a ideia de tempo ao longo do desenvolvimento das sociedades? Como lidamos com as suas diferentes interpretações culturais e os seus diferentes contextos historico-sociais? A sociedade da informação ou a sociedade em rede como se queira designar tem como uma das suas principais consequências a alteração profunda dos tempos, para além de, em simultâneo, ter modificado profundamente as suas formas de uso. Hoje confundem-se tempos de trabalho com tempos de lazer, comunica-se em tempo real via internet para qualquer local do mundo a qualquer instante e em qualquer lugar, utilizam-se tecnologias multimédia e multi-tasking. A ideia subjectiva de que o tempo se modificou pode ser confrontada com dados objectivos que permitam compreender o que fazem hoje os portugueses com o seu tempo e como é que as TICs influenciam esses usos. É este o propósito deste capítulo. É com base nos dados do estudo "A Sociedade em Rede em Portugal" que se realizará esta análise.
Download (.pdf)
CÓMO ENTENDEMOS LA RELACIÓN ESPECÍFICA ENtre las tecnologías digitales y la movilización social? Este fue el punto de partida de un análisis sobre el papel de las redes sociales en la movilización social en 17 países que un equipo de... more
CÓMO ENTENDEMOS LA RELACIÓN ESPECÍFICA ENtre
las tecnologías digitales y la movilización
social? Este fue el punto de partida de un análisis
sobre el papel de las redes sociales en la
movilización social en 17 países que un equipo
de investigadores del Laboratorio de Comunicación
del Instituto de la Universidad de
Lisboa, en colaboración con la Fundación Gulbenkian,
desarrolló durante el primer trimestre
de 2013. Nuestro objetivo era, centrándonos en un análisis
empírico de diversos de países y culturas, debatir dónde podíamos
encontrar la novedad en la civilización social en relación con el
uso de tecnologías de la información y la comunicación.
Nuestra elección de los países era simple: centrarnos en una
muestra mundial de países que representan el mayor porcentaje
de contribuyentes a la población mundial total de usuarios de
internet. Por supuesto, esta elección también se vio moderada por
la necesidad de incluir la diversidad, lograr que los países de todos
los continentes y grandes regiones estuvieran en la muestra y tener
también en cuenta los idiomas más hablados en línea. Tal
número de variables nos llevó a centrar nuestra atención en 17
países: Brasil, Portugal, España, México, Estados Unidos, Canadá,
Reino Unido, Australia, Sudáfrica, China, India, Egipto, Turquía,
Francia, Italia, Alemania y Rusia.
Download (.pdf)
Download (.pdf)
The shift from analog to digital communication and information technologies and the emergence of the networked society profoundly changed (and is still changing) both the media companies workflow and business models. Media companies need... more
The shift from analog to digital communication and information technologies and the emergence of the networked society profoundly changed (and is still changing) both the media companies workflow and business models. Media companies need to understand the deepest nature of the shift to cope with it and to be able to integrate that knowledge in its management decisions. In this chapter we analyse the deepest changes new digital technologies are bringing to the media workflow and business models, we look at the reports of 17 consulting firms on the current state of affairs and we point major trends for media companies to watch and seize. We aim to prove that the problem of the media is not technology, but the change in business models that technology incorporation involves. And that media managers should focus on spotting the trends that will affect their business rather than adapting their business to the new technologies. Therefore we propose that technology management in media companies should be Technology Trends Management (T2M) as a form of knowledge management of business models. This concept will be developed in this chapter.
Download (.pdf)
Information is increasingly being born, or originally created, in a digital context and can only be managed effectively in a digital world, thus bringing about a revolution in such familiar concepts as documents and publications. This... more
Information is increasingly being born, or originally created, in a digital context and can only be managed effectively in a digital world, thus bringing about a revolution in such familiar concepts as documents and publications. This information is an undoubtedly valuable resource and should be preserved for the current and future generations. For preserving national digitally born information it should be considered whether the approach is to be selective, choosing the contents to be preserved according to previously defined criteria, or exhaustive, harvesting the entire universe of national sites on the Web and recording all found documents. Several examples of the above-referred approaches are presented and their implications discussed. The preservation of dynamic documents is also discussed for their particular relevance concerning online journals and newspapers, and for the specificity of the challenge their preservation demands in technological terms. Some recommendations fol...
Download (.pdf)
Download (.pdf)
Download ()
Download (.pdf)
Download (.pdf)
Download (.pdf)
Download ()
Download (.pdf)
Download (.pdf)
Download ()
Download (.pdf)
Telecommunications, mobile and non-mobile, play a major role in our society, but their role as tools for escaping poverty remains a policy agenda still with room for progress both in Europe and around the World. Some groups in society,... more
Telecommunications, mobile and non-mobile, play a major role in our society, but their role as tools for escaping poverty remains a policy agenda still with room for progress both in Europe and around the World. Some groups in society, like the needy, have difficulties in ...
Download (.pdf)
This paper analyses the Portuguese society in its transition to the network society. Through the use of the Internet and its main drives (education and age) we discuss the inevitability, or not, of a generational gap in the Portuguese... more
This paper analyses the Portuguese society in its transition to the network society. Through the use of the Internet and its main drives (education and age) we discuss the inevitability, or not, of a generational gap in the Portuguese society, visible through strong differentiations in the social structure and practice. It is here suggested that the transition for the network society in Portugal may, eventually, be measured according to five individualised dimensions and the role played by Internet use in them: individual improvement, individual empowerment, individual consumption, network selectiveness and identity construction. These five dimensions are here discussed through empirical analysis of data gathered in a country wide survey representative of the Portuguese population involving 2450 individuals' in 2003.
Download (.pdf)
Este artigo lida com um dos fenómenos mediáticos de maior abrangência nas sociedades contemporâneas: o futebol. Partindo do pressuposto de que o futebol é também um elemento de construção de comunidades de pertença, sejam elas nacionais,... more
Este artigo lida com um dos fenómenos mediáticos de maior abrangência nas sociedades contemporâneas: o futebol. Partindo do pressuposto de que o futebol é também um elemento de construção de comunidades de pertença, sejam elas nacionais, regionais ou de menor dimensão geográfica, procura-se através da análise das respostas a um inquérito representativo da população portuguesa compreender que factores diferenciam identitariamente os adeptos dos três maiores clubes portugueses: Benfica, Porto e Sporting. Argumenta-se, a partir das conclusões obtidas, que identificar as características sócio-demográficas e as representações dos adeptos pode não ser suficiente para compreender as razões de pertença. Sugere-se que há que nos interrogarmos sobre se, para compreender o fenómeno identitário dos clubes de futebol, é mais importante compreender o clube como agregador de identidades similares dos adeptos ou o clube como entidade que, pela forma como comunica através dos media, transmite aos seus potenciais adeptos um dado ideal de identidade construída? Numa época em que a identidade futebolística é usada no lançamento de projectos de audiovisual, dos jogos de computador às televisões de clubes, como o Barcelona ou Manchester, é fundamental compreender melhor o papel do futebol e a sua relação com os media.
Research Interests:
Download (.pdf)
This paper discusses the possible building of a networked life world, using the power of sharing with others values and practices. It is argued that mediation practices are not just giving rise to networked communication, changing our... more
This paper discusses the possible building of a networked life world, using the power of sharing with others values and practices. It is argued that mediation practices are not just giving rise to networked communication, changing our media culture and our values and beliefs as citizens of a global network society. It is argued in this paper that changes in mediation are also creating the conditions to foster the creation of a networked life world. When we change the symbolic meaning of possession of property, production and distribution, while disseminating such practises and values through social mediated networks it is, at least, conceivable that we will face a growing disruption of old narratives ability to sustain lifeword collective identity and its challenge through the adoption of new ones capable of reconstructing such identity.
Download (.pdf)
Um outro olhar sobre as redes sociais Nos nossos jornais, nas nossas televisões e mesmo nas telas dos nossos cinemas a temática das redes sociais, como o Facebook ou Orkut, parece encontrar um espaço de atualidade desmedido. Ao ler, ouvir... more
Um outro olhar sobre as redes sociais
Nos nossos jornais, nas nossas televisões e mesmo nas
telas dos nossos cinemas a temática das redes sociais, como o
Facebook ou Orkut, parece encontrar um espaço de atualidade
desmedido. Ao ler, ouvir e ver essas peças somos levados a pensar
que estamos a viver um tempo de absoluta novidade e que
as redes sociais são algo com que nunca antes nos deparamos.
Mas as redes sociais não são novidade. As redes sociais são
o que sempre nos acompanhou enquanto sociedade quando
deparamos, na nossa relação diária, com família, com amigos,
no trabalho ou quando surge a necessidade de nos juntarmos
a outros para atingir objetivos comuns. O que importa é distinguir
o modelo de organização social, a rede, do instrumento
tecnológico de mediação, ou seja, distinguir entre as nossas
relações sociais e o instrumento tecnológico de mediação do
relacionamento. As redes sociais que criamos quando fazemos
uso do Facebook, Orkut ou quando passamos SMS em cadeia,
antes de serem tecnologias de mediação de redes sociais, são
pessoas ligadas em redes de relacionamento social interagindo.
Research Interests:
Download (.pdf)
In this paper I will argue that one can identify a number of changes in the context of communication in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new communication model. A communicational... more
In this paper I will argue that one can identify a number of changes in the context of communication
in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new
communication model. A communicational model that is no longer based on the idea of “mass” but
one of “network”. In addition to the structural change and the forces that shape it, one can also
identify a set of contextual changes that are, at times, the result of appropriation of this new
networked communication model and, at other times, a manifestation of the very development of a
new media system with a new identity. On the following pages I will enumerate the main
characteristics of this new communication model (Cardoso, 2008) and also highlight, amongst
other things, what are considered to be the main manifestations of change of context or, if we
prefer, of present futures, in the context of communication, its technologies, appropriations and
uses.
Research Interests:
Download (.pdf)
Are users innovators? The new communicational paradigm of our societies is built around the increasing role of the user as innovations developer and innovator in media content to be read, listen or viewed by others. Users have been... more
Are users innovators?
The new communicational paradigm of our societies is built around the increasing role
of the user as innovations developer and innovator in media content to be read, listen or
viewed by others. Users have been increasingly addressed as innovators in media, not
only because of the dissemination of the Internet and open source technologies but also
because of the individualisation of media, namely mobile phones, video cameras and
handheld mp3 and video players.
Innovation has to be understood as a dialectical process between participants of unequal power and influence in the marketplace and in the on-going patterns of consumption and use (Silverstone, 2005).
Cardoso, Gustavo e Rita Espanha (2009), The Users' Shaping of Networked
Communication, in J. Pierson, E.A. Mante-Meijer, E.F. Loos & B. Sapio (org.), (2009) Innovation for/by users. Brussel: COST-Opoce.
Research Interests:
Download (.pdf)
Television and Internet: managing uncertainty by doing When we speak about Internet and Mass Media we usually focus our attention in trying to answer a very common question: what is the impact of the internet on the mass media? That is a... more
Television and Internet: managing uncertainty by doing When we speak about Internet and Mass Media we usually focus our attention in trying to answer a very common question: what is the impact of the internet on the mass media? That is a question that must be answered in different ways depending on which media are we referring to. in Colombo,
Fausto e Nicoletta Vittadini, (eds.), 2006, Digitizing TV-. Theoretical Issues and Comparative Studies across Europe, Milano: Vita & Pensiero.
Research Interests:
Download (.pdf)
How do we understand the specific relationship between digital technologies and social mobilization? This was the starting point for an analysis on the role of social networks in social mobilization in seventeen countries that a team of... more
How do we understand the specific relationship between digital technologies and social mobilization? This was the starting point for an analysis on the role of social networks in social mobilization in seventeen countries that a team of researchers at the Communication Lab of the University Institute of Lisbon in collaboration with the Gulbenkian Foundation developed during the first trimester of 2013. Our aim was, by focusing in an empirical analysis of a diverse set of countries and cultures, to discuss where we could find newness on social mobilization in relation to the use of information and communication technologies.
Research Interests:
Download (.docx)
A saúde individual e a sua gestão quotidiana nunca envolveram tanta informação como actualmente. Grandes quantidades de informação sobre saúde e medicina são disponibilizadas a partir de diversas fontes – sejam essas fontes profissionais... more
A saúde individual e a sua gestão quotidiana nunca envolveram tanta informação
como actualmente. Grandes quantidades de informação sobre saúde e medicina são
disponibilizadas a partir de diversas fontes – sejam essas fontes profissionais de
saúde, especialistas de vários tipos, instituições públicas e privadas ou grupos de
doentes e/ou consumidores – através de uma multiplicidade de canais informativos,
tanto a partir dos media, como de base local ou interpessoal, em interacção com
médicos e outros profissionais de saúde, familiares, amigos, colegas de trabalho, etc.
Este fluxo constante de informação incentiva o indivíduo a ser responsável pela sua
saúde, e dos seus familiares, quotidianamente (Kivits, 2004). Neste contexto de
informação generalizada sobre saúde, a utilização da Internet tem vindo a revelar-se
central. Nos EUA, se considerarmos os dados do WIP1, procurar informação médica
na Internet é a sétima actividade mais comum (50,6% dos utilizadores de Internet
afirmam ter acedido a informação sobre saúde no último ano). Simultaneamente, a
cobertura por parte dos media de assuntos relacionados com saúde obriga-nos a uma
abordagem desta temática que relacione estudos de sociologia médica ou de saúde
com estudos sobre media.
A análise da informação médica está muitas vezes confinada à relação/comunicação
entre médico e utente e entre utente e sistemas formais de saúde. Mas, a noção de
“utente informado” começa a surgir nos diversos debates e a trazer a lume a questão
do “desafio” à autoridade dos médicos pelos utentes que cada vez se tornam mais
informados e conhecedores da sua própria condição médica. As próprias campanhas
de promoção na área da saúde reconhecem que a utilização dos media está a
influenciar as atitudes das “audiências”, as suas crenças e comportamentos face às
questões de saúde (Kivits, 2004). O papel dos media neste contexto dá-nos uma nova
perspectiva de pesquisa, que consiste em compreender os contextos quotidianos de
recepção e percepção da informação sobre saúde, onde a presença dos media é
predominante. A emergência da Internet como uma fonte de informação sobre saúde
oferece-nos uma oportunidade particular para analisar o seu significado no quotidiano
dos indivíduos.
Research Interests:
Download (.pdf)
As tecnologias de informação e comunicação possuem importância central nas sociedades modernas. Esta importância não se deve somente à evolução tecnológica per si, mas a todo um processo de mudança ao nível da organização social e das... more
As tecnologias de informação e comunicação possuem importância central nas
sociedades modernas. Esta importância não se deve somente à evolução tecnológica
per si, mas a todo um processo de mudança ao nível da organização social e das
estruturas de base das sociedades modernas. Segundo Castells, assistimos nas
sociedades contemporâneas desenvolvidas, a um novo modo de desenvolvimento, o
informacionalismo, em que “o poder dos fluxos se sobrepõem aos fluxos de poder”,
numa "sociedade que, assim, podemos designar de sociedade em rede, caracterizada
pela primazia da morfologia social sobre a acção social” (Castells, 2002:605).
A importância das tecnologias de informação é hoje debatida nas mais variadas
esferas sociais. No campo político, por exemplo, a União Europeia assume o projecto
de implementação das TIC, principalmente da Internet, como uma das prioridades na
política presente e futura dos estados membros. Esta estratégia, ficou ainda mais clara
quando, em Março de 2000, se realizou em Lisboa o Conselho Europeu. Delineou-se
então a estratégia de desenvolvimento da economia do conhecimento, no sentido de
torná-la a mais competitiva e dinâmica do mundo, no que ficou conhecido como a
“estratégia de Lisboa”, tendo sido lançado o Plano de Acção eEurope. No projecto de
uma Europa em rede, a saúde encontrou o seu espaço com o projecto eHealth. Deste
modo, aquando da e-Health Ministerial Conference, foi elaborado o documento “e-
Health Ministerial Declaration”:
«e-Health is today’s tool for substantial productivity
gains, while providing tomorrow’s instrument for
restructured, citizen-centred health care systems and,
at the same time, respecting the diversity of Europe’s
multi-cultural, multi-lingual health care traditions.
There are many examples of successful e-Health
developments including health information networks,
electronic health records, telemedicine services,
wearable and portable monitoring systems, and
health portals»1.
1 http://ec.europa.eu/information_society/eeurope/2005/all_about/ehealth/index_en.htm
Research Interests:
Download (.pdf)
Quando em 1971, na sequência da reforma1 do sistema de saúde e assistência, é primeiramente visível o ensaio de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) marcam-se as coordenadas gerais para as décadas subsequentes: o reconhecimento do direito à... more
Quando em 1971, na sequência da reforma1 do sistema de saúde e
assistência, é primeiramente visível o ensaio de um Serviço Nacional de Saúde (SNS)
marcam-se as coordenadas gerais para as décadas subsequentes: o reconhecimento
do direito à saúde (universal) dos portugueses, com o Estado a asseverá-lo mediante
uma política unitária na alçada do ministério; a integração das actividades
assistenciais e de saúde, aspirando à racionalização da utilização dos recursos, e a
concepção de planeamento central e execução descentralizada, apta a dinamizar os
serviços locais. Esclareça-se, no entanto, que a partir de 1974 a política de saúde em
Portugal vive profundas metamorfoses, a reboque de circunstâncias sociais e políticas
indutoras da formação do SNS passados cinco anos, cabendo ao Estado assegurar a
promoção, prevenção e vigilância da saúde de todos os cidadãos (linha já patente no
texto constitucional de 1976). Tendo como desígnio efectivar a protecção da saúde
individual e colectiva, o SNS abarca a totalidade dos cuidados integrados de saúde,
compreendendo a promoção e vigilância desta, a prevenção da doença, o diagnóstico
e o tratamento. Goza de autonomia financeira e administrativa, assenta numa
organização descentralizada, congregando órgãos de abrangência central, regional e
local e envolvendo serviços de prestação primários (o lançamento dos centros de
saúde dá-se por volta de 1972) e diferenciados. Valerá a pena aludir ao novo estatuto
do SNS, de 1993, consagrando a separação entre sistema e serviço – “as unidades
públicas não constituem as únicas entidades prestadoras de cuidados, pois sempre
existiu um importante sector privado que vende serviços aos cidadãos e ao próprio
SNS” (Simões, 2004: 73) – e tentando superar a dicotomia cuidados
primários/diferenciados pela criação de dispositivos integrados, fomentando a
articulação entre grupos personalizados de centros de saúde e hospitais, buscando
uma gestão de recursos mais próxima dos destinatários. O ano de 1999 veria então
nascer o regime dos Sistemas Locais de Saúde (SLS): “pretendia-se a criação de
mecanismos de convergência de recursos, de participação activa e de coresponsabilização
de outros serviços e instituições, públicos e privados que, numa
determinada área geográfica, desenvolvam actividades na área da saúde” (Simões,
1 A célebre reforma de Gonçalves Ferreira.
4
2004: 84). Falta considerar que, mais recentemente, aprovado outro modelo de gestão
hospitalar (Lei nº 27/2002, de 8 de Novembro), se aplicaram mudanças significativas
na Lei de Bases da Saúde, institucionalizada que foi, na Rede de Prestação de
Cuidados, a lógica empresarial (EPE). De somenos importância para o
aperfeiçoamento constante dos sistemas de saúde não será, sugere Marc Danzon, “a
questão (…) de saber qual é a melhor forma de utilizar os recursos humanos e
financeiros da saúde” (prefácio a Sakellarides, 2005: 6-7). Mas o director regional da
OMS para a Europa não esquece o papel das novas tecnologias da informação e da
comunicação. E é esse papel, e ainda as questões que se colocam à saúde, e suas
instituições, no uso, adopção, integração e promoção das novas tecnologias da informação e da comunicação que nos interessa analisar neste relatório.
Research Interests:
Download (.pdf)
O aparecimento, e a consequente massificação da utilização, das tecnologias de informação e comunicação (TIC) veio permitir, nomeadamente no seio do mundo ocidental, a comunicação e interacção entre indivíduos, de forma praticamente... more
O aparecimento, e a consequente massificação da utilização, das tecnologias de
informação e comunicação (TIC) veio permitir, nomeadamente no seio do mundo
ocidental, a comunicação e interacção entre indivíduos, de forma praticamente
universal. As suas características têm impacto em quase todas as áreas da sociedade,
não sendo imunes à mudança os serviços de cuidados de saúde. Neste âmbito, e num
contexto de sociedades com populações cada vez mais envelhecidas, a utilização das
tecnologias da comunicação proporcionou a geração de novas fontes de valor, à
medida que os custos vão sendo reduzidos e novas políticas públicas de saúde, onde
o utente ocupa uma posição activa e central, vão surgindo.
Esta transmissão de parte da responsabilidade da saúde pessoal do Estado para o
sujeito, insere-se no âmbito de um projecto de autonomia mais abrangente,
característico da era actual, e que engloba outras vertentes da esfera social além da
saúde, como por exemplo o sector do ensino. Para compreendermos a importância
dos processos de autonomia, nas sociedades contemporâneas, estes devem ser
entendidos como a afirmação por parte do indivíduo da sua capacidade de pensar e
agir em função dos seus próprios critérios, valores e esforços, mas também no sentido
de “empowerment” do indivíduo em relação ao sistema de saúde, indivíduo que se
apresenta perante os sistemas tradicionais “armado” com a informação que encontra
na Internet, ou que adquiriu ao assistir a uma série televisiva. É um sujeito
“empowered” pelas tecnologias de comunicação e informação, se entendermos
empowerment na concepção de Friedmann (1996), ou seja, a autonomia individual na
tomada de decisões, sendo que essa capacidade depende sempre do acesso à
informação. Um projecto de autonomia é assim, tal como sugere Castells (2003), a
afirmação por parte de uma pessoa da sua capacidade de pensar e agir em função
dos seus próprios critérios, valores e esforços. No caso concreto da sociedade
portuguesa o projecto de controlo corporal dos indivíduos indica a procura do controlo
da sua própria saúde e de construção de alguma autonomia face às indicações dos
especialistas e das instituições de saúde, definindo-se empiricamente pela leitura dos
folhetos relativos aos medicamentos e pela procura de fontes de informação
complementares, para além do médico, em casos de doença.
Research Interests:
Download (.pdf)
seguinte relatório pretende disponibilizar ao leitor um olhar breve sobre o consumo de videojogos em Portugal, fazendo para tal uso dos principais resultados do inquérito Sociedade em Rede 2008 do OberCom. Com um repertório de... more
seguinte relatório pretende disponibilizar ao leitor um olhar breve sobre o
consumo de videojogos em Portugal, fazendo para tal uso dos principais
resultados do inquérito Sociedade em Rede 2008 do OberCom.
Com um repertório de investigação e literatura académica não tão extenso
como outros sectores tradicionais da comunicação, importa olhar para este
sector como uma importante indústria do audiovisual e multimédia. Em larga
medida por três ordens de razões.
Em primeiro lugar, constitui uma área dinâmica de inovação e criatividade
audiovisual, quer em termos de software, quer em termos de hardware. Basta
ter em atenção a constante mutação e aperfeiçoamento dos interfaces de
comunicação entre o utilizador e as tecnologias.
Segundo, representa um sector multifacetado, de coordenadas transversais ao
agregar múltiplas e heterogéneas expertises e agentes (de argumentistas,
programadores a compositores, entre tantos outros).
Terceiro, emerge como uma plataforma com crescente procura por parte das
marcas e publicitários, que pretende atingir uma melhor performance através
de estratégias de publicidade menos intrusivas, particularmente através do
product placement nos jogos.
Research Interests:
Download (.pdf)
O presente Flash Report centra a sua análise nas ferramentas de comunicação e interacção em tempo real mais populares – IM (instant messaging, programas de mensagens instantâneas), SOE (social online environment, redes sociais online),... more
O presente Flash Report centra a sua análise nas ferramentas de comunicação e interacção em tempo real mais populares – IM (instant messaging, programas de mensagens instantâneas), SOE (social online environment, redes sociais online), VoIP (voice over Internet protocol) – cujos modos de utilização confirmam o ciberespaço na sua dimensão comunicacional e enquanto espaço propício à desterritorialização das sociabilidades.
Com base nos dados do inquérito por questionário ‘A Sociedade em Rede em Portugal 2006’1, procurámos responder às seguintes questões: em Portugal, quais as taxas de utilização de IM, SOE e VoIP? Existem diferenças no perfil sociodemográfico dos seus utilizadores? Tem-se assistido à emergência de uma geração IM e/ou geração SOE? E ao nível do grau e intensidade das interacções online? Com quem interagem os sujeitos através do IM ou SOE? Quais os motivos subjacentes à utilização destas aplicações de interacção online?
IM (instant messaging, por exemplo MSN Messenger, Yahoo! Messenger, Sapo Messenger, ICQ, Google Talk, etc) é uma aplicação online que facilita a conversação sob a forma de texto, entre duas ou mais pessoas, em tempo real, e que permite a troca de ficheiros de texto, vídeo e áudio. Trata-se de uma actualização e melhoramento das primeiras gerações de UNIX talk dos anos 80 e dos GUI-based messaging e ICQ dos anos 90. Actualmente, os IM podem substituir, em muitas circunstâncias, os contactos via telefone fixo, telemóvel, SMS, email, correio físico (carta/postal), e a interacção face-a-face, possibilitando interagir com uma ou mais pessoas conhecidas no domínio pessoal e profissional, oferecendo um espaço de prolongamento de situações de interacção pré-existentes offline. Mais recentemente, os IM têm gradualmente integrado outras aplicações, nomeadamente video conferencing features, web conferencing services e VoIP, as quais permitem alargar o leque de usos em grupo especialmente no campo empresarial e organizacional. Algumas empresas têm desenvolvido também os IM no sentido de integrarem a oferta de conteúdos IP rádio e IPTV através das ferramentas de voz e vídeo.
VoIP (voice over Internet protocol, ex. Skype) é sobretudo uma aplicação online substituta da comunicação telefónica (com voz e imagem), com enormes potencialidades de comunicação não só entre indivíduos, como entre indivíduos e empresas e entidades públicas. Além disso, o VoIP acumula todas
Research Interests:
Download (.pdf)
O presente Flash Report faz uma caracterização dos Bloguers portugueses e da sua actividade de blogging, nas vertentes de consumidores e produtores de conteúdos da blogosfera, e as suas percepções acerca da credibilidade desses mesmos... more
O presente Flash Report faz uma caracterização dos Bloguers portugueses e da sua actividade de blogging, nas vertentes de consumidores e produtores de conteúdos da blogosfera, e as suas percepções acerca da credibilidade desses mesmos conteúdos comparativamente com os difundidos pelos mass media.
Surgido em 1997, o weblog nasceu como uma aplicação da Internet para produção de conteúdos pelos próprios utilizadores (user-generated content web application) cujos conteúdos inseridos são essencialmente comentários e links, organizados e arquivados por ordem cronológica do mais antigo para o mais recente, e rapidamente se afirmou como um espaço de formação e partilha de opinião acessível a todos os internautas que desejem produzir e partilhar conteúdos, fomentando a criação de uma corrente de comentários, opiniões e contributos que podem potenciar o surgimento de comunidades de opinião.
No conjunto dos self media que têm vindo a impulsionar novas dinâmicas comunicacionais através da Internet, o weblog tornou-se um dos mais populares e afirmativos, ao propor um espaço de acesso à construção da opinião pública para todos os indivíduos sem as limitações organizacionais e profissionais que estruturam o sistema dos mass media. A possibilidade de qualquer indivíduo construir o seu blogue e aceder de forma gratuita a inúmeros espaços de opinião formados por conteúdos diversificados e construídos sem os constrangimentos de agenda mediática, e de poder interagir e participar neles deixando os seus comentários e opiniões sem ter que possuir o estatuto de opinion maker (jornalista, especialista ou comentador) consagrado pelo sistema dos mass media, transforma não só os tradicionais receptores em produtores de conteúdos de opinião pública como também dilata e fragmenta o espaço público tradicional em múltiplos micro-media. (Ó Baoill 2004, Lagos e Halavais 2005, Rodrigues 2006, Tremayne 2007)
Deste modo, o universo dos blogues – a blogosfera – constitui-se como uma vasta rede de circulação de opinião que tem vindo a questionar o tradicional monopólio da designada indústria de opinião pública dos mass media e a publicar uma multiplicidade de versões oficiosas sobre a realidade excluída dos mass media tradicionais, através da sua própria dinâmica em rede, a qual não só multiplica exponencialmente o número de blogues e bloguers existentes a cada semana que passa, como se desdobra em múltiplas outras redes onde se entrecruzam as agendas públicas com as agendas de comunidades de interesses e as agendas pessoais.
Research Interests:
Download (.pdf)
O relatório A Televisão Digital Terrestre em Portugal - Do interesse ao conhecimento técnico relativo é o segundo documento da série de relatórios publicados pelo OberCom - Observatório da Comunicação, dedicada à exploração das questões... more
O relatório A Televisão Digital Terrestre em Portugal - Do interesse ao
conhecimento técnico relativo é o segundo documento da série de relatórios publicados
pelo OberCom - Observatório da Comunicação, dedicada à exploração das questões em
torno da mudança do sinal analógico de televisão para o sinal de Televisão Digital
Terrestre, actualmente em curso (switchover). É de sublinhar, também, a importância dos
relatórios A Televisão Digital em Portugal para o OberCom, na medida em que resultam
do projecto ADOPT-DTV1, uma parceria entre o Observatório, a Universidade Lusófona e
ANACOM, com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
O processo de switchover enfrenta, imperativamente, dificuldades em dois
aspectos. O primeiro, que se verifica em muitos outros países da Europa, é a
necessidade de informar massivamente as populações nacionais, uma tarefa muito
complexa, dependente não só do tipo de equipamento que as pessoas têm mas, também,
dos próprios perfis de literacia para os media próprios de cada indivíduo. Um processo
aparentemente simples não o é, de todo, na medida em que, para determinadas faixas
populacionais, a mera mudança do telecomando do televisor implica uma nova
aprendizagem.
Research Interests:
Download (.pdf)
televisão digital: quando questionados sobre se a televisão digital é melhor do que a analógica, 52,8% dos inquiridos optou pela categoria de resposta “não sabe/não responde”.... more
televisão digital: quando questionados sobre se a televisão digital é melhor do que a
analógica, 52,8% dos inquiridos optou pela categoria de resposta “não sabe/não
responde”.
_____________________________________________________________________
TDT – a promessa da televisão do futuro
Apesar das novas ofertas de televisão digital existentes no mercado e do início das
transmissões da televisão digital terrestre (TDT) agendado para 2009, verifica-se que
a população portuguesa ainda não tem uma opinião consolidada em relação a este
novo sistema televisivo. De acordo com os dados do inquérito A Televisão Digital
Terrestre em Portugal 2008 (OberCom, 2008a), mesmo após uma breve explicação
aos inquiridos sobre do que é a televisão digital e a TDT, o facto que primeiro se
destaca quando analisamos os resultados é a elevada proporção da categoria de
resposta “não sabe/ não responde”. Tal permite-nos inferir que a população
portuguesa ainda não tem uma opinião formada em relação a estas temáticas. Por
exemplo, 45,1% dos inquiridos respondeu “não sabe/não responde” à questão: “a TDT
vai ser cara”, assim como 42,8% à questão “a utilização dos serviços digitais é
complicada”.
Research Interests:
Download (.pdf)
oferecidas pela televisão digital, nomeadamente no caso dos actuais subscritores deste serviço, a sua utilização efectiva permance de forma geral muito reduzida, continuando a experiência televisiva dos portugueses a ser moldada pelos... more
oferecidas pela televisão digital, nomeadamente no caso dos actuais subscritores
deste serviço, a sua utilização efectiva permance de forma geral muito reduzida,
continuando a experiência televisiva dos portugueses a ser moldada pelos padrões
tradicionais de visionamento de televisão.
_____________________________________________________________________
TV digital: Práticas de visionamento permanecem enraizadas num modelo
tradicional de consumo de televisão
Apesar da recente expansão da televisão digital em Portugal, a experiência televisiva
dos indivíduos que actualmente já usufruem de um serviço desta natureza permanece
moldada pelos padrões tradicionais de visionamento de televisão. De facto, a
percentagem de pessoas que tira partido das potencialidades deste novo sistema de
televisão permanece muito reduzido. Por exemplo, apenas 19,7% dos inquiridos que
tem televisão digital já utilizou os serviços de Video-on-demand (VOD), e apenas
19,7% já ouviu rádio através da televisão. O serviço que parece ter uma maior
utilidade para os portugueses é o guia electrónico de programação: 51,3% dos
indivíduos que dispõe de televisão digital afirmou já o ter utilizado.
Research Interests:
Download (.pdf)
A cerca de quatro anos da data prevista para o switchover, mais de dois quintos dos portugueses (43,6%) nunca ouviu falar de televisão digital, e mais de quatro quintos (83,7%) nunca ouviu falar de televisão digital terrestre (TDT).... more
A cerca de quatro anos da data prevista para o switchover, mais de dois quintos dos portugueses (43,6%) nunca ouviu falar de televisão digital, e mais de quatro quintos (83,7%) nunca ouviu falar de televisão digital terrestre (TDT).
_____________________________________________________________________
TD quê???
O grau de conhecimento1 relativamente à televisão digital e tecnologias relacionadas permanece relativamente reduzido em Portugal. De facto, apenas 56,4% dos portugueses já ouviu falar de televisão digital, sendo que desses, apenas 45,0% referiu saber em que consistia essa nova forma de transmissão televisiva (ou seja, 25% do total da população portuguesa).
Conhecimento da televisão digital na Europa (2007)
Similarmente, apenas 16,3% dos respondentes já ouviu falar de TDT (lembre-se que o trabalho de campo do presente estudo, que decorreu em Fevereiro de 2008, deu-se numa altura em que a TDT era um hot topic nos media, em consequência do anúncio da abertura do concurso para a atribuição das licenças), e apenas 3,2% dos inquiridos afirmou já ter ouvido falar de switchover digital.
- 82% dos espanhóis já ouviu falar da TDT, e 51,1% do switchover (Impulsa TDT)
- 89% dos ingleses estão a par
Research Interests:
Download (.pdf)
A introdução da televisão digital terrestre (TDT) em Portugal deve ser entendida como uma oportunidade de negócio. O negócio diz respeito não apenas à transmissão de televisão, mas igualmente à produção de conteúdos, tanto a nível... more
A introdução da televisão digital terrestre (TDT) em Portugal deve ser entendida como uma oportunidade de negócio. O negócio diz respeito não apenas à transmissão de televisão, mas igualmente à produção de conteúdos, tanto a nível nacional como internacional (sobretudo europeu).
Enquanto negócio a nova plataforma televisiva comporta riscos também. Riscos que podem e devem ser avaliados em função das respostas que se devem dar às seguintes questões:
1. Quem paga a infraestrutura?
2. Qual é o sistema de aquisição de set-top-box pelos consumidores?
3. O sistema será de livre acesso ou através de subscrição de serviços?
4. Que perfis de consumidores estarão dispostos a pagar os serviços?
5. Que tipo de serviços poderão ser fornecidos aos consumidores?
Este flash report pretende tentar contribuir para dar resposta algumas destas interrogações, tendo como ponto de partida a análise de dois exemplos de países europeus em que o TDT está já em funcionamento: o Reino Unido e a Itália.
No que respeita à procura serão analisados os perfis de consumidores de televisão, com base num inquérito nacional de 2006, intitulado “A sociedade em rede em Portugal, 2006”, comparando dois grupos de consumidores, os que optam actualmente pelo acesso gratuito à televisão (quatro canais generalistas) e os consumidores que pagam serviços de televisão (cabo e satélite).
No último ponto apresentam-se em forma de síntese as principais conclusões.
1
Research Interests:
Download (.pdf)
Quais são, na TV generalista, os Apresentadores de Noticiários preferidos dos portugueses? Globalmente, os portugueses preferem qualificar positivamente os apresentadores de noticiários e mostram-se mais reservados quanto a criticá-los... more
Quais são, na TV generalista, os Apresentadores de Noticiários preferidos dos
portugueses?
Globalmente, os portugueses preferem qualificar positivamente os apresentadores de
noticiários e mostram-se mais reservados quanto a criticá-los negativamente. A taxa
de resposta é superior a 50% quando se pede que os inquiridos se pronunciem sobre
qualificativos positivos como o apresentador preferido, o mais credível e o mais
divertido. Por contraste, uma taxa resposta muito inferior (entre17-28%) quando se
tratam de qualificativos negativos, tais como eleger o apresentador menos
interessante e aquele de que não gosta/suporta
Research Interests:
Download (.pdf)
O relatório A Televisão em Portugal é, a par dos relatórios A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão e A Rádio em Portugal – Análise das audiências e dinâmicas concorrenciais do mercado radiofónico português, um dos... more
O relatório A Televisão em Portugal é, a par dos relatórios A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão e A Rádio em Portugal – Análise das audiências e dinâmicas concorrenciais do mercado radiofónico português, um dos relatórios mais complexos e completos produzidos pelo OberCom sobre o mercado dos media em Portugal. Nesta versão, actualizamos as edições anteriores do relatório com os dados relativos a 2014.
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma versão mais completa do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2014.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse surgir sobre esta área competitiva e sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado televisivo e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado tem como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem ora de forma por vezes brusca, ora por vezes por inércias, junto das audiências
Research Interests:
Download (.pdf)
O relatório A Televisão em Portugal é, a par dos relatórios A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão e A Rádio em Portugal – Análise das audiências e dinâmicas concorrenciais do mercado radiofónico português, um dos... more
O relatório A Televisão em Portugal é, a par dos relatórios A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão e A Rádio em Portugal – Análise das audiências e dinâmicas concorrenciais do mercado radiofónico português, um dos relatórios mais complexos e completos produzidos pelo OberCom sobre o mercado dos media em Portugal.
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma actualização do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2013.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse surgir sobre esta área competitiva e sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado televisivo e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado tem como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem ora de forma por vezes brusca, ora por vezes por inércias, junto das audiências.
Research Interests:
Download (.pdf)
O relatório A Televisão em Portugal é, a par do relatório A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão para o sector da imprensa, um dos relatórios mais complexos e completos produzidos pelo OberCom sobre o mercado dos... more
O relatório A Televisão em Portugal é, a par do relatório A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão para o sector da imprensa, um dos relatórios mais complexos e completos produzidos pelo OberCom sobre o mercado dos media em Portugal.
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma actualização do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2012.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse emergir sobre uma área competitiva muito sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem de forma por vezes brusca, por vezes marcada por inércia, nas audiências.
Research Interests:
Download (.pdf)
Perfis e caracterização do consumo de Televisão, em Portugal 1) A esmagadora maioria dos inquiridos (99,0%) tem pelo menos um aparelho de Televisão em casa, sendo que os resultados obtidos em 2008 foram ligeiramente superiores, apontando... more
Perfis e caracterização do consumo de Televisão, em Portugal
1) A esmagadora maioria dos inquiridos (99,0%) tem pelo menos um aparelho de Televisão em casa, sendo que os resultados obtidos em 2008 foram ligeiramente superiores, apontando à data para praticamente 100% de inquiridos que dispunham de um aparelho de televisão. Uma considerável maioria de inquiridos (70,6%) não dispõe ainda de um sistema/ecrã de plasma/LED/Flat Screen.
2) A grande maioria dos inquiridos (>70%) considera que ter acesso à Televisão é importante sempre que se procura informação sobre assuntos em geral e sempre que o objectivo passa pelo entretenimento.
3) TV por Cabo e Antena são tidas pelos inquiridos como os dois mais comuns acessos a Televisão em casa. A diferença entre o número de inquiridos que consideravam, em 2008, ter TV por Antena, por comparação com a TV por Cabo, diminui em 2010. Isto explica-se pelo facto do número de inquiridos com TV por Cabo ter crescido e o número de inquiridos que dispõem de Antena ter decrescido. Interior, Alentejo, Centro e Norte Litoral são as regiões que apresentam ainda maior percentagem de inquiridos (acima de 50%) com acesso a Televisão por Antena. Algarve, Grande Lisboa e Grande Porto são, em contrapartida, zonas onde a taxa de penetração de TV por Cabo supera já claramente o registado para o acesso por Antena.
4) Na sua generalidade, os inquiridos concordam com a ideia de que a Televisão é uma boa forma de passar o tempo, tem uma boa oferta de conteúdos em horário adequado, e pode ser uma boa companhia ou um bom facilitador de reunião de familiares.
Research Interests:
Download (.pdf)
Estrutura do Mercado Televisivo Português Neste primeiro momento, efectua-se uma análise da estrutura de mercado na indústria televisiva no período compreendido entre 1999 e 2008. Contemplam-se as dinâmicas concorrenciais do mercado... more
Estrutura do Mercado Televisivo Português
Neste primeiro momento, efectua-se uma análise da estrutura de mercado na indústria
televisiva no período compreendido entre 1999 e 2008. Contemplam-se as dinâmicas
concorrenciais do mercado televisivo, comparam-se as quotas de mercado dos vários
canais televisivos e estimam-se indicadores de concentração e de turbulência
competitiva. Analisam-se os valores do espaço do “prime-time” e do”share global”,
procurando identificar movimentos oscilantes ou de viragem e as principais tendências
no funcionamento do mercado televisivo português.
Antes de mais, é necessário que se tenha em atenção alguns aspectos metodológicos:
- Os valores utilizados para a RTP são a combinação dos “shares” individuais da
RTP1; RTP2:, RTP África, RTPN e RTP Memória.
- Os valores utilizados para a SIC são a combinação da soma dos “shares” individuais
dos canais SIC, SIC Notícias, SIC Comédia (refira-se que este canal não é analisado a
partir de 2007, pela sua retirada do mercado televisivo), SIC Radical e SIC Mulher;
- Considerou-se como “mercado relevante” a interacção media-público(s) através do
canal de distribuição “ecrã de televisão”;
- A TVI é analisada por si só, como canal singular, dado que até à data de término da
análise não contava ainda com a TVI 24;
Research Interests:
Download (.pdf)
Com o início das emissões de TDT (Televisão Digital Terrestre) em Portugal previsto para o próximo dia 29 de Abril, e a crescente consolidação das ofertas de IPTV, o sector televisivo atravessa na era actual uma fase de profundas... more
Com o início das emissões de TDT (Televisão Digital Terrestre) em Portugal
previsto para o próximo dia 29 de Abril, e a crescente consolidação das ofertas de
IPTV, o sector televisivo atravessa na era actual uma fase de profundas alterações,
quer em termos de dinâmicas do mercado, quer no que se refere aos consumos.
Ao longo da sua história, a televisão teve de se adaptar a outras mudanças
(Papathanassopoulos, 2002; Cambini e Valletti, 2002). Por exemplo, quando apareceu
o VHS, as audiências tiveram pela primeira vez a capacidade de controlar o que viam
e quando, podendo evitar a exposição aos espaços publicitários. Também a
introdução da TV a cabo, que permitiu um aumento exponencial da oferta de canais
disponíveis, veio criar uma fragmentação mais acentuada das audiências. Mais tarde,
com o surgimento do Digital Vídeo Recorder (DVR), essas novas tendências de
consumo voltaram a ser reforçadas. De igual modo, serviços tais como o Replay TV ou
o TiVo vieram criar novas lógicas de empowerment e de autonomia das audiências,
cuja capacidade de controlo cresceu ao ponto de cada um poder “programar” o seu
próprio canal de televisão (Colombo, 2006; OberCom, 2007; Picard e Brown, 2004)
Research Interests:
Download (.pdf)
O relatório que em seguida se apresenta resulta da análise de dados recolhidos no estudo “O Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses”, apoiado pela FCT. São aqui abordadas as apropriações da Internet realizadas no contexto de três... more
O relatório que em seguida se apresenta resulta da análise de dados
recolhidos no estudo “O Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses”,
apoiado pela FCT.
São aqui abordadas as apropriações da Internet realizadas no contexto
de três empresas de jornalismo televisivo português, visíveis nos respectivos
sites, focando também as perspectivas dos seus profissionais no que diz
respeito às mudanças introduzidas pela Internet, nomeadamente ao nível da
produção e distribuição da informação noticiosa, da relação com o públicoutilizador
da mesma, bem como sobre quais as futuras tendências do
jornalismo televisivo on-line.
Na análise detectou-se a existência de uma cultura organizacional
moderadamente favorável ao uso da Internet no contexto do jornalismo
televisivo português, a par da constatação da necessidade de efectuar rupturas
de carácter funcional e conceptual face ao modelo de jornalismo televisivo
tradicional, e dos obstáculos (sociais, culturais e financeiros) com as que as
televisões se deparam.
Sendo a televisão o media com maior número de utilizadores
(telespectadores) e também aquele a que concedemos mais horas do nosso
dia a dia, é natural que tenha sido ela a principal prejudicada pela entrada em
cena da internet. Quem usa internet vê menos televisão, tanto em Portugal
quanto na maioria dos países mais desenvolvidos. Daí, que seja fundamental
compreender que estratégias a televisão procura colocar no terreno para tirar
partido da internet e como essa utilização cria um novo hipertexto mental entre
diferentes media, ou seja como a televisão está a contribuir para o fim da
comunicação de massas e a sua substituição pela comunicação em rede.
O texto que a seguir se apresenta contém a análise das emissões dos
telejornais da RTP1, SIC e TVI ao longo de um conjunto de semanas dos anos
de 2004/2005.
Após a análise aqui realizada, a experimentação televisiva na internet
tem continuado e com ela, também, a procura de inovação e de manutenção
de receitas num negócio já com quase 50 anos de presença diária nas nossas
salas e vidas.
No entanto, as bases estruturais do processo de convivência entre
Internet e Televisão parecem ter sido já definidos, pelo que este estudo se
detém, essencialmente, sobre esse contributo analítico: os traços estruturais da
relação entre televisão e Internet traçados na primeira metade da década de
2000.
Research Interests:
Download (.pdf)
O conhecimento económico sobre o funcionamento dos sectores faz-nos saber que a evolução das estratégias competitivas das empresas e a distribuição do poder de mercado são variáveis intimamente relacionadas com o desempenho financeiro das... more
O conhecimento económico sobre o funcionamento dos sectores faz-nos saber que a evolução das estratégias competitivas das empresas e a distribuição do poder de mercado são variáveis intimamente relacionadas com o desempenho financeiro das empresas ou grupos que actuam num determinado negócio.
Este estudo faz uma análise da estrutura de mercado no sector da televisão no período 1999-2006. Analisam-se as dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo, comparam-se quotas de mercado e estimam-se indicadores de concentração de mercado e de turbulência competitiva.
Utilizam-se valores para “prime-time” e de “share” global e orienta-se a análise para movimentos de médio e longo prazo com o objectivo de detectar tendências robustas de funcionamento do mercado televisivo português. Mas, como a história recente demonstrou, são possíveis momentos de viragem na organização neste sector que não podem ser simplesmente antecipadas com base na informação sobre tendências passadas.
O documento está organizado da seguinte forma. Na secção 2 traçam-se linhas interpretativas para descodificar as características estruturais deste mercado. Na secção 3 aprofunda-se a análise às quotas de mercado. Nesta secção avança-se um tratamento explícito e quantitativo sobre a natureza da concentração neste sector. Na secção 4 apresenta-se uma análise da instabilidade competitiva. A secção 5 conclui e resume os principais resultados. Gustavo Cardoso assina a secção 2 e Sandro Mendonça as secções 3, 4 e 5
Research Interests:
Download (.pdf)
reflexões realizadas por investigadores do OberCom com base em dados apurados pelo projecto de investigação “O Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses”, desenvolvido no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo... more
reflexões realizadas por investigadores do OberCom com base em dados
apurados pelo projecto de investigação “O Impacto da Internet nos Mass Media
Portugueses”, desenvolvido no âmbito da Fundação para a Ciência e
Tecnologia e pelo CIES-ISCTE e tem como principal objectivo compreender as
apropriações sociais da Internet no contexto radiofónico português.
Nesta análise, para além dos conteúdos e das formas de apropriação
que as páginas das diferentes rádios espelham, procura-se salientar as
perspectivas dos seus profissionais (jornalistas e animadores) sobre as
mudanças introduzidas pelas novas tecnologias ao nível da produção,
distribuição da informação e na relação com os ouvintes. Num segundo
momento apresenta-se também uma discussão sobre a perspectiva dos
profissionais sobre as tendências da rádio, em geral, e do jornalismo
radiofónico em particular.
De entre as principais conclusões propiciadas por esta análise surge a
constatação de que existe hoje uma cultura organizacional favorável ao uso da
Internet no contexto radiofónico português. Essa cultura manifesta-se no
objectivo de ampliação da participação dos ouvintes, na multiplicação de
plataformas de acesso à informação, nas rupturas de carácter funcional e
conceptual promovidas e necessárias para transformar o modelo de rádio (de
informação e de entretenimento) tradicional e, por último, na percepção por
parte dos profissionais dos obstáculos (sociais, culturais e financeiros) com as
que as rádios se deparam no curto e no médio prazo.
Research Interests:
Download (.pdf)
No presente relatório identificam-se algumas tendências de consumo de jornais, em Portugal, por comparação com outros Media e outras plataformas. Os dados que servem de suporte a este relatório foram recolhidos no âmbito do Inquérito... more
No presente relatório identificam-se algumas tendências de consumo de jornais, em Portugal, por comparação com outros Media e outras plataformas. Os dados que servem de suporte a este relatório foram recolhidos no âmbito do Inquérito Sociedade em Rede 2010, tendo algumas comparações sido feitas com o mesmo Inquérito levado para o terreno em 2008.
No primeiro capítulo – Sumário Executivo – apresenta-se uma súmula dos resultados mais relevantes.
Nos restantes capítulos, segue-se uma abordagem descritiva das questões associadas à Imprensa que resultam da edição de 2010 do Inquérito “Sociedade em Rede”, promovido pelo OberCom.
Este inquérito foi realizado a indivíduos com 15 e mais anos de idade, residentes em Portugal Continental. Foram validadas 1255 entrevistas, tendo os respondentes sido seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo, Idade, Instrução, Ocupação, Região e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais.
Os resultados da investigação desenvolvida vêm complementar estudos já realizados pelo OberCom, que continuam a promover e lançar questões para debate sobre o actual estado do Jornalismo e da Imprensa em Portugal. São exemplos os estudos “Barómetro Media e Comunicação” e “Desafios do Jornalismo”, este último desenvolvido e inspirado nas metodologias e análises do “Pew Project for the Excellence in Journalism” e na sua compreensão do fenómeno jornalístico nos EUA através do inquérito a cerca de 550 jornalistas deste país.
A edição de 2010 do Inquérito Sociedade em Rede procura, entre outros, responder e colocar questões fulcrais sobre a Imprensa, adiantando resultados que nos permitam não só perceber o posicionamento da Imprensa nos seus moldes mais tradicionais, como também compreender de que forma é feita, pelos consumidores, a transição para as plataformas online e outros registos baseados num consumo multiplataforma.
Os indicadores estatísticos foram analisados e cruzados com as determinações sócio-económicas da amostra (género, escalão etário, grau de escolaridade e região), constando da análise final apenas as comparações reveladoras de tendências expressivas e significativas.
Research Interests:
Download (.pdf)
Numa época em que a palavra crise é parte das nossas vidas, nas suas várias dimensões, ao nível sectorial e ao nível regional, também a imprensa escrita sofre os efeitos de uma conjuntura global severa. Interessa, por isso, perceber de... more
Numa época em que a palavra crise é parte das nossas vidas, nas suas várias dimensões, ao nível sectorial e ao nível regional, também a imprensa escrita sofre os efeitos de uma conjuntura global severa. Interessa, por isso, perceber de que forma tem evoluído a estrutura e a dinâmica do mercado da imprensa escrita em Portugal.
O objectivo geral deste relatório é tentar criar novos elementos de leitura daquilo que são, na essência, dificuldades intrínsecas na geração de valor na imprensa no contexto de uma transição digital em pleno curso. Embora os principais traços deste processo sejam já familiares aos operadores e analistas do negócio, dentro e fora de Portugal, o objectivo específico deste relatório é contribuir para melhor compreender os contornos empíricos da situação de mercado em Portugal. Esta sistematização permitirá informar a estratégia de cada grupo de media e de cada publicação, nomeadamente no que ao posicionamento diz respeito, ou seja, o desempenho relativo quanto ao número de tiragens, o volume de circulação impressa paga, e também o peso que cada publicação e grupo de media têm na população, na forma de audiências. De um ponto de vista analítico, o que se pretende nestas páginas é estudar três ordens de grandeza (tiragem, circulação impressa paga, audiência média), por forma a compreendermos qual é a real situação dos jornais e newsmagazines em termos do seu posicionamento e peso neste mercado específico, jogando com estes dados na construção de dois índices específicos para três tipos de abordagem: a análise das publicações, isoladamente; a análise dos vários grupos de media, após agregação das respectivas publicações; e a análise dos géneros/temas que são possíveis a partir da leitura deste conjunto de publicações. Os índices criados, por outro lado, visam perceber duas questões distintas:
1) a questão do consumo pela procura, que é obtido com base na circulação paga de cada publicação, por relação com a audiência média associada também a cada título (Índice Procura e Consumo de Publicações, IPCP).
2) a questão da eficiência, ou força, que pode ser calculada a partir da circulação impressa paga, pelo volume de tiragens de cada publicação (Índice de Eficiência de Publicações, IEPU).
Research Interests:
Download (.pdf)
O objectivo geral deste relatório é actualizar dados sobre a geração de valor na imprensa, dados esses coligidos pela primeira vez em 2013 e actualizados agora, em 2014. Embora os principais traços deste processo sejam já familiares aos... more
O objectivo geral deste relatório é actualizar dados sobre a geração de valor na imprensa, dados esses coligidos pela primeira vez em 2013 e actualizados agora, em 2014. Embora os principais traços deste processo sejam já familiares aos operadores e analistas do negócio, dentro e fora de Portugal, o objectivo específico deste relatório é contribuir para melhor compreender os contornos empíricos da situação de mercado em Portugal, juntando aos dados de 2013, afectos ao ano de 2012, os resultados recolhidos durante este ano de 2014. Esta sistematização permitirá continuar a informar a estratégia de cada grupo de media e de cada publicação, nomeadamente no que ao posicionamento diz respeito, ou seja, o desempenho relativo quanto ao número de tiragens, o volume de circulação impressa paga, e também o peso que cada publicação e grupo de media têm na população, na forma de audiências. De um ponto de vista analítico, o que se pretende nestas páginas é continuar a estudar três ordens de grandeza (tiragem, circulação impressa paga, audiência média), por forma a compreendermos qual é a real situação dos jornais e newsmagazines em termos do seu posicionamento e peso neste mercado específico, jogando com estes dados na construção de dois índices específicos para três tipos de abordagem: a análise das publicações, isoladamente; a análise dos vários grupos de media, após agregação das respectivas publicações; e a análise dos géneros/temas que são possíveis a partir da leitura deste conjunto de publicações. Os índices criados, como definido na primeira edição deste relatório, visam perceber duas questões distintas:
1) a questão do consumo pela procura, que é obtido com base na circulação paga de cada publicação, por relação com a audiência média associada também a cada título (Índice Procura e Consumo de Publicações, IPCP).
2) a questão da eficiência, ou força, que pode ser calculada a partir da circulação impressa paga, pelo volume de tiragens de cada publicação (Índice de Eficiência de Publicações, IEPU).
Para realização deste estudo que, como já referimos, surge sobretudo como uma actualização dos dados referentes à primeira edição deste relatório, publicado em 2013, utilizámos dados sobre tiragens e circulação impressa paga, com origem nos boletins informativos da APCT (Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação) e dados sobre audiências na imprensa extraídos dos Anuários de Media e Publicidade da Marktest. A análise levada a cabo reflecte os dados referentes aos anos de 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.
Research Interests:
Download (.pdf)
O relatório A Imprensa em Portugal é, a par dos relatórios A Televisão em Portugal e A Rádio em Portugal, um dos relatórios mais abrangentes e completos produzidos pelo OberCom com o intuito de estudar um segmento do mercado dos media em... more
O relatório A Imprensa em Portugal é, a par dos relatórios A Televisão em Portugal e A Rádio em Portugal, um dos relatórios mais abrangentes e completos produzidos pelo OberCom com o intuito de estudar um segmento do mercado dos media em Portugal. Actualizando estudos anteriores com os dados relativos ao ano de 2014, é possível continuar a acompanhar a evolução das dinâmicas do mercado da imprensa em Portugal.
Este documento tem como objectivo analisar em detalhe vários indicadores de imprensa entre 2008 e 2014, recorrendo fundamentalmente a dados Marktest e APCT. Para observar esses dados a partir de diferentes prismas, procurámos compilar, organizar e sistematizar os dados de forma a que a informação surgisse de forma diferenciada, numa área que, para além de competitiva, é também muito permeável à mudança.
A metodologia aqui utilizada permitiu a construção de indicadores e a leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também deter interesse para o público em geral. Como sempre, os critérios que guiaram o trabalho do OberCom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
Research Interests:
Download (.pdf)
Este Working Report constitui-se como um contributo para a reflexão em torno das políticas de gestão de recursos humanos no seio das principais empresas mediáticas portuguesas, numa fase em que a apropriação da Internet nas redacções faz... more
Este Working Report constitui-se como um contributo para a reflexão em
torno das políticas de gestão de recursos humanos no seio das principais
empresas mediáticas portuguesas, numa fase em que a apropriação da
Internet nas redacções faz despoletar mudanças mais ou menos significativas
ao nível da cultura organizacional, das rotinas profissionais dos jornalistas e do
seu produto: as notícias.
Os dados apresentados resultam de um inquérito aplicado a 341
jornalistas 1 , suportado pela observação participante nas redacções dos
principais jornais, televisões e rádios nacionais, no âmbito do estudo “O
Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses” (2004), desenvolvido pelo
CIES/ISCTE e financiado pela FCT.
Conclui-se que as mudanças provocadas pela Internet ao nível das
políticas de contratação e de desenvolvimento/mobilidade dos recursos
humanos não foram significativas; que a aquisição de competências na área do
multimédia, por via da formação e por iniciativa da direcção dos diferentes
media, não ocupa um lugar central na política de desenvolvimento dos recursos
humanos, não obstante a propensão para a valorização da aquisição de
competências neste domínio por parte dos jornalistas.
Research Interests:
Download (.pdf)
As considerações aqui apresentadas resultam do estudo das tendências indicativas da visão dos inquiridos sobre a situação dos mercados de Media em Portugal. Por inquiridos entendemos, neste caso, gestores, CEO´s e altos cargos dos grupos... more
As considerações aqui apresentadas resultam do estudo das tendências
indicativas da visão dos inquiridos sobre a situação dos mercados de Media em
Portugal. Por inquiridos entendemos, neste caso, gestores, CEO´s e altos cargos dos
grupos de Media em Portugal. O objectivo deste barómetro prende-se com a
necessidade de compreendermos melhor as implicações e particularidades dos grupos
de Media num contexto de mudança, de crise económica e de ajustamento de
estratégias, registando essas mesmas considerações a partir do testemunho daqueles
que trabalham, agem e tomam decisões directamente na área. Importará, como eixo
central, avaliar eventuais convergências e/ou divergências entre os resultados obtidos
nos barómetros de 2007 e 2008, procurando identificar possíveis continuidades ou
descontinuidades nas considerações feitas pelos inquiridos
Research Interests:
Download (.pdf)
Os novos meios de produção e distribuição estão a conduzir a novos comportamentos de compra e novos padrões de interacção entre consumidores num ambiente digital. Não indiferente, a actividade jornalística e o sector dos media atravessam... more
Os novos meios de produção e distribuição estão a conduzir a novos comportamentos de compra e novos padrões de interacção entre consumidores num ambiente digital. Não indiferente, a actividade jornalística e o sector dos media atravessam uma “terceira revolução industrial”, fundada na reconfiguração de uma “Sociedade de Massas” numa “Sociedade em Rede”. Este contexto coloca grandes desafios ao sector, sendo ainda pouco claro como a nova conjuntura social e tecnológica irá impactar a organização económica da indústria, estando neste ponto o foco do presente trabalho. A progressiva migração dos meios de comunicação para a “grande ecosfera electrónica”, isto é, a arena relevante dos media, é uma migração para um ambiente continuamente interligado (computação ubíqua permanente) e interactivo (aberto ao protagonismo dos utilizadores) onde os vários bens informacionais (conteúdos digitais) e dinâmicos (animados e em evolução em tempo real) competem pela atenção do público, um activo escasso e cada vez mais valioso, sobre plataformas intensivas em tecnologia.
Research Interests:
Download (.pdf)
O relatório A Rádio em Portugal é, a par dos relatórios A Televisão em Portugal e A Imprensa em Portugal, um dos relatórios mais abrangentes e completos produzidos pelo OberCom com o intuito de estudar um segmento do mercado dos media em... more
O relatório A Rádio em Portugal é, a par dos relatórios A Televisão em Portugal e A Imprensa em Portugal, um dos relatórios mais abrangentes e completos produzidos pelo OberCom com o intuito de estudar um segmento do mercado dos media em Portugal. Actualizando estudos anteriores com os dados relativos ao ano de 2014, é possível continuar a acompanhar a evolução das dinâmicas do mercado radiofónico português – o ano de 2014 foi, como se poderá ver nas páginas seguintes, um ano importante para o mercado da rádio em Portugal, em termos de audiências.
Este documento tem como objectivo analisar em detalhe as audiências de rádio entre 2002 e 2014, recorrendo a dados Marktest. Para observar esses dados a partir de diferentes prismas, procurámos compilar, organizar e sistematizar os dados de forma a que a informação surgisse de formas diferenciadas, numa área que, para além de competitiva, é também muito permeável à mudança.
A metodologia aqui utilizada permitiu a construção de indicadores e a leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também deter interesse para o público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
Research Interests:
Download (.pdf)
O estudo “Imprensa sob Pressão”, elaborado por David Castro, Pedro Cavaco e Gonçalo Lopes, sob minha coordenação, no quadro de uma cooperação entre o Obercom e o ISCTE fornece um primeiro tratamento sistemático e quantitativo da estrutura... more
O estudo “Imprensa sob Pressão”, elaborado por David Castro, Pedro Cavaco
e Gonçalo Lopes, sob minha coordenação, no quadro de uma cooperação
entre o Obercom e o ISCTE fornece um primeiro tratamento sistemático e
quantitativo da estrutura competitiva e da dinâmica de transformação do sector
da imprensa escrita, com especial ênfase nos jornais de cobertura nacional,
desde meados da década de 1980.
Este é um estudo pioneiro por várias razões. Pela sua abordagem (partindo de
perspectivas institucionalistas e evolucionistas que têm ganho reconhecimento
na ciência económica moderna), pela metodologia empregue (baseada no
tratamento explícito de uma ampla variedade de indicadores disponíveis
informados por elementos qualitativos sobre eventos e desenvolvimentos no
sector) e pela matéria empírica utilizada (parte dela recolhida directamente a
partir de fontes primárias e nunca antes submetidas a levantamento
sistemático), este relatório traduz uma motivação de criar novo conhecimento
sobre a realidade mutável da imprensa contemporânea. Os resultados, que
agora são expostos ao olhar crítico dos leitores interessados e dos
especialistas deste assunto-problema, não serão ainda finais e poderão
inclusivamente sofrer correcções futuras que os tornem mais robustos e mais
acomodatícios da enorme complexidade deste sector. No entanto, estes são os
riscos e os custos enfrentados por iniciativas inovadoras que tentam desbravar
caminho e criar uma base de trabalho da qual outros investigadores possam
tirar partido para avançar o conhecimento colectivo sobre a história recente e
os desafios presentes da imprensa escrita no nosso país. Esperamos com
sinceridade que este primeiro estudo possa estimular uma agenda de
investigação baseada em dados verificáveis, assim como contribuir para
enriquecer debate actual sobre os caminhos e os destinos da imprensa em
Portugal. O esforço vertido nas mais de cem páginas deste relatório é um
passo nessa direcção, um passo que não seria dado sem a eficácia
demonstrada pelos seus autores
Research Interests:
Download (.pdf)
prestes a celebrar 25 anos sobre a sua produção e emissão, já existe em Portugal uma pequena indústria de ficção televisiva nacional, cujos principais produtos são as telenovelas e as séries. Trata-se de uma indústria pequena e recente,... more
prestes a celebrar 25 anos sobre a sua produção e emissão, já existe em
Portugal uma pequena indústria de ficção televisiva nacional, cujos principais
produtos são as telenovelas e as séries.
Trata-se de uma indústria pequena e recente, mas que tem desenhado
uma trajectória de afirmação e crescimento sobretudo durante os últimos 5
anos, período no qual se verificaram as seguintes tendências: duplicou o seu
volume de produção e multiplicou os tempos de emissão; tornou-se um dos
vectores estratégicos da programação televisiva e do investimento publicitário;
contribuiu para criar um ‘novo estilo de televisão’ nela convergindo as apostas
de programadores e directores das estações televisivas para o prime time e as
rentrées televisivas; demonstrou ser um sucesso de audiências que catapultou
um dos operadores privados de televisão para a liderança de audiências após
uma década de liderança do outro operador privado e várias décadas de
monopólio estatal; dinamizou o mercado de emprego televisivo, empregando
actualmente cerca de cinco mil profissionais e a organização empresarial das
produtoras de ficção nacionais que têm vindo a alargar e a complexificar as
suas áreas de negócios e a atrair o investimento dos principais grupos de
comunicação nacionais; e, fora do mercado interno, procura a sua trajectória de
internacionalização na qual começa a obter o reconhecimento dos pares.
No contexto destas recentes transformações no campo da ficção
televisiva nacional, qual é a explicação possível para o sucesso de audiências
das commummente denominadas ‘telenovelas juvenis’ portuguesas? E como
se pode aferir esse sucesso? Ensaiamos uma hipótese de resposta com base
na análise das estratégias potenciadoras do sucesso, entre as quais as
exaustivamente estudadas estratégias de programação são apenas uma entre
várias dimensões significativas.
No presente relatório, argumenta-se que, além das estratégias de
programação, o recurso a estratégias de medialidade (OSSCOM 2006),
estratégias de proto-interactividade (Hamburger 2005) e estratégias de
hibridização do formato telenovela (da nossa própria autoria) são factores que
contribuem para o sucesso das duas ‘telenovelas juvenis’ portuguesas
actualmente em emissão televisiva, Floribella e Morangos com Açúcar.
Research Interests:
Download (.pdf)
O consumo de cinema e audiovisual está em profunda transformação. É uma transformação que tem vindo a ser pressentida nos últimos 20 anos, mas que se tem tornado progressivamente efectiva nos últimos 10 anos, por via dos novos produtos... more
O consumo de cinema e audiovisual está em profunda transformação. É uma
transformação que tem vindo a ser pressentida nos últimos 20 anos, mas que se
tem tornado progressivamente efectiva nos últimos 10 anos, por via dos novos
produtos que têm sido disponibilizados e comercializados, por um lado, mas
principalmente por via das novas possibilidades entretanto criadas para
consumir, visionar, jogar e interagir com os bens culturais cinematográficos e
audiovisuais.
As interrogações que se colocam são essencialmente duas: de onde decorre
essa mudança e para onde nos conduz. A análise dos dados sobre consumos
cinematográficos e audiovisuais permite-nos fornecer algumas pistas para a
resposta a estas questões, mas, fundamentalmente dá-nos um olhar mais
centrado nas pessoas e nos seus hábitos e não tanto na quantificação dos seus
consumos. O que se consome é naturalmente importante, mas perceber porque
se consome e, principalmente, como se consomem produtos cinematográficos
e audiovisuais, permite-nos identificar tendências de consumo e perfis de
consumidores de bens culturais audiovisuais.
O presente estudo baseia-se na análise dos dados do inquérito por questionário
A Sociedade em Rede em Portugal 2006, aplicado a uma amostra
representativa da população portuguesa composta por 2000 indivíduos
residentes em Portugal continental com idade igual ou superior a 8 anos, no
âmbito de um projecto desenvolvido no CIES-ISCTE por uma equipa
coordenada por Gustavo Cardoso.
Dado que o questionário incluía um amplo leque de questões relacionadas com
a transformação do uso dos media (novos e tradicionais) em vários campos da
vida social seleccionaram-se apenas os dados relativos ao bloco temático sobre
o uso dos media relacionados com o consumo cinematográfico, nas suas
múltiplas formas, da população portuguesa.
Research Interests:
Download (.pdf)
Cinema em Portugal. Um breve olhar. Notas metodológicas e Principais dinâmicas estruturais Neste relatório analisam-se as principais dinâmicas estruturais da indústria do cinema em Portugal no espaço compreendido entre 2001 e 2008. Para... more
Cinema em Portugal. Um breve olhar.
Notas metodológicas e Principais dinâmicas estruturais
Neste relatório analisam-se as principais dinâmicas estruturais da indústria do cinema
em Portugal no espaço compreendido entre 2001 e 2008. Para tal, utilizam-se dados
estatísticos de fontes como o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), o Instituto
Nacional de Estatística (INE), a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) e a
Marktest.
É necessário ter em conta na compreensão dos resultados estatísticos que se
apresentam seguidamente, os diversos progressos tecnológicos que dominaram a
indústria cinematográfica nos últimos anos, mais concretamente a digitalização dos
conteúdos e a comunicação em rede. Muitas mudanças têm ocorrido, desde o
aparecimento do DVD e do sistema de alta definição, ao vídeo on-demand, aos
ficheiros comprimidos partilhados na Internet, entre outras inovações.
Research Interests:
Download (.pdf)
O presente relatório pretende disponibilizar um breve retrato dos consumos de cinema dos portugueses, fazendo para tal uso da análise dos indicadores provenientes do inquérito OberCom “Sociedade em Rede” de 2008. Trata-se, assim, de uma... more
O presente relatório pretende disponibilizar um breve retrato dos consumos de
cinema dos portugueses, fazendo para tal uso da análise dos indicadores
provenientes do inquérito OberCom “Sociedade em Rede” de 2008. Trata-se,
assim, de uma rápida incursão pelos consumos cinematográficos/audiovisuais
dos portugueses1.
Panorama nacional
Nos últimos anos temos assistido a profundas transformações no panorama
audiovisual português. Aliada à crescente digitalização dos conteúdos,
assistimos a uma crescente e globalizada oferta de propostas audiovisuais
numa multiplicação e diversificação de media - das tradicionais salas de
cinema a uma explosão de canais na rede de cabo, vídeo on demand, canais
online, filmes e séries ainda não estreadas disponíveis quase em tempo real
em redes de P2P, etc.
Research Interests:
Download (.pdf)
No presente relatório apresenta-se um retrato anual do consumo de cinema pelos portugueses, a partir de dados recolhidos no âmbito do Inquérito Sociedade em Rede de 2010. Na continuação do relatório editado em Junho de 2009, “Cinema nos... more
No presente relatório apresenta-se um retrato anual do consumo de cinema pelos portugueses,
a partir de dados recolhidos no âmbito do Inquérito Sociedade em Rede de 2010.
Na continuação do relatório editado em Junho de 2009, “Cinema nos Múltiplos Ecrãs da
Sociedade em Rede”, foi alargado, na edição de 2010 do mesmo Inquérito, o entendimento
conceptual de “consumo de cinema” para albergar as várias plataformas, suportes ou locais
físicos onde esse consumo pode actualmente ter lugar, por estar acessível à totalidade ou a
uma parcela da população potencialmente consumidora de cinema.
Dessa forma, as questões do inquérito relativas ao consumo de cinema (independentemente
da origem dos filmes) e ao consumo de cinema de produção nacional foram estruturadas de
forma a ser possível obter informação relativa não só a salas de cinema (circuito comercial)
como também ao circuito de exibição designado por alternativo (cineclubes, cinemateca,
festivais, ciclos especiais), à difusão televisiva, ao DVD (compra, aluguer ou empréstimo),
video-on-demand e download da Internet – abarcando de modo exaustivo os “múltiplos ecrãs”
da sociedade em rede.
Para esta segmentação, partiu-se da seguinte premissa: se por um lado importa dar visibilidade
o consumo que é feito noutros locais e plataformas que não a sala de cinema, por outro lado, é
relevante manter a desagregação dos tipos de consumo – não só pelas diferenças de impacto
económico mas também na relação do espectador com o objecto cinematográfico.
No primeiro capítulo apresenta-se uma súmula dos dados produzidos pela ICA – Instituto do
Cinema e Audiovisual que resultam, desde 2005, da cobertura do parque de salas por um
sistema informático de controlo de bilheteiras – e que abrange não só o circuito comercial de
exibição1 como a rede alternativa2.
Nos restantes capítulos, todos os dados apresentados resultam da edição de 2010 do Inquérito
“Sociedade em Rede”, promovido pelo OberCom. Os dados recolhidos nas três edições
anteriores do inquérito reportam-se aos anos de 2003, 2006 e 2008.
1
Research Interests:
Download (.pdf)
As novas tecnologias têm assumido um papel considerável na indústria de cinema. Enfatizando os perigos resultantes das tecnologias peer-to-peer, esta indústria, como muitas outras, continua a lutar por sanções e um quadro regulador mais... more
As novas tecnologias têm assumido um papel considerável na indústria de cinema.
Enfatizando os perigos resultantes das tecnologias peer-to-peer, esta indústria, como
muitas outras, continua a lutar por sanções e um quadro regulador mais forte contra
indivíduos que extraem e partilham um número significativo de produtos existentes na
internet. No entanto, importa referir que o efeito económico da partilha de ficheiros no
quadro da indústria cinematográfica ainda é difícil de determinar e calcular.
Apesar de podermos pensar em novas e possíveis estratégias proteccionistas
relacionadas com esta indústria, o objectivo do ensaio passa por criar uma eventual
ligação que possa existir entre os efeitos das novas redes de partilha de ficheiros e a
potencial sobrevivência e crescimento do Cinema Europeu. Esta análise parte, então, do
pressuposto de que, dado o significativo declínio dos canais de distribuição tradicionais
para os filmes europeus, em salas de cinema e em vendas directas, novos canais de
distribuição parecem emergir entre as pessoas que gostam e consomem este tipo de
cinema. Sugerimos, por isso, que a consequência natural para a falta de investimento em
canais de distribuição capazes de promover o Cinema Europeu em moldes mais
tradicionais, será o crescente número de produtos cinematográficos de origem europeia
nas redes Peer-to-Peer. A combinação dos conteúdos e dos utilizadores num mesmo
ambiente poderá, assim, surgir como uma espécie de suporte para a presença e
distribuição do cinema europeu em termos mais globais. Por outro lado, levando em
consideração a questão do financiamento do cinema europeu baseado em fundos
públicos, ao contrário do que acontece com o tradicional financiamento privado na
indústria de cinema americana, poderemos encontrar uma boa argumentação na ideia de
que esta diferença surge como um primeiro passo para a reelaboração dos modelos de
negócio relacionados com o cinema europeu, avaliando então um possível novo modelo
focado nas redes abertas de partilha e não unicamente nos apoios financeiros estatais
Research Interests:
Download (.pdf)
Os dados que se apresentam têm como base o questionário “A Sociedade em rede” realizado em Portugal, em 2004/2005, por uma equipa do CIES – Centro de Investigação e Estudos em Sociologia, coordenada por Gustavo Cardoso e António Firmino... more
Os dados que se apresentam têm como base o questionário “A
Sociedade em rede” realizado em Portugal, em 2004/2005, por uma equipa do
CIES – Centro de Investigação e Estudos em Sociologia, coordenada por
Gustavo Cardoso e António Firmino da Costa.
Este questionário foi durante o mesmo período aplicado na região da
Catalunha, em Espanha, com a coordenação de Manuel Castells.
A recolha de dados teve lugar em Portugal continental a um total de
2450 inquiridos, sendo uma amostra representativa da população portuguesa.
A principal orientação do trabalho de análise dos dados foi identificar o(s)
perfil(is) de públicos:
1) Da televisão portuguesa, nas duas plataformas de recepção: a
estação de televisão e a página on-line.
2) Da imprensa portuguesa, nas duas plataformas de recepção: o jornal
impresso e a página on-line, e;
2) Da rádio portuguesa, nas duas plataformas de recepção: a estação de
rádio e a página on-line.
Os perfis de utilizadores foram construídos segundo um conjunto de
características sóciodemográficas: sexo, idade, profissão e nível de
escolaridade.
Em termos metodológicos, o projecto representa uma mais-valia no
sentido em que conjuga técnicas quantitativas e qualitativas, tentando captar
não apenas características gerais dos telespectadores, característico dos
estudos de mercado, mas também, singularidades, apenas possíveis através
de uma análise mais centrada no contacto com os públicos.
No caso da televisão foram seleccionados os três canais generalistas:
RTP 1, SIC e TVI.
A escolha dos jornais foi estabelecida de acordo com os seguintes
critérios: as audiências em termos gerais, o peso dessas audiências na
amostra do inquérito nacional e a sua presença na Internet; foram
seleccionados os jornais, Público, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, 24
Horas, Correio da Manhã, o Expresso, A Bola, Record e O Jogo.
Research Interests:
Download (.pdf)
O presente artigo tem por base os dados recolhidos no âmbito do estudo A Sociedade em Rede em Portugal, realizado pela equipa do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES), coordenada por Gustavo Cardoso. O artigo apresenta à... more
O presente artigo tem por base os dados recolhidos no âmbito do estudo A Sociedade em Rede em Portugal, realizado pela equipa do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES), coordenada por Gustavo Cardoso.
O artigo apresenta à evidência as regularidades e singularidades inter e intra geracionais no que respeita aos consumos de diferenciados géneros de programas televisivos. O ponto de partida para esta análise centra-se na diferenciação geracional e como pode ser apreendida, não só pelos valores e práticas sociais vigentes numa dada época mas, também, pelos consumos e memórias televisivas associadas à adolescência dos telespectadores.
A televisão apresenta-se como memória colectiva e tradução do espírito geracional, ou se se quiser, da relevância da geração enquanto variável de construção dos hábitos de consumo de programas televisivos, a par de outras variáveis como a profissão, o nível de escolarização e o sexo dos seus públicos.
A análise deste processo geracional constitui um contributo para a compreensão dos factores de sucesso na gestão de programação nas televisões portuguesas.
Research Interests:
Download (.pdf)
Este working paper explora a temática dos públicos dos mass media em Portugal, conciliando duas abordagens metodológicas: o inquérito por questionário e as entrevistas de grupo (focus group). A pesquisa foi desenvolvida no quadro de um... more
Este working paper explora a temática dos públicos dos mass media em
Portugal, conciliando duas abordagens metodológicas: o inquérito por
questionário e as entrevistas de grupo (focus group).
A pesquisa foi desenvolvida no quadro de um projecto de investigação (O
Impacto da Internet nos Mass Media em Portugal), financiado pela Fundação
para a Ciência e Tecnologia (FCT) e que decorreu entre Fevereiro de 2004 e
Janeiro de 2006.
Têm sido várias as abordagens, ao longo dos anos, às questões
relacionadas com a recepção cultural e aos públicos tendo como uma das suas
falhas a tentação de compartimentação por meios de comunicação e de cultura
distintos, os públicos da televisão, dos jornais, do cinema, do teatro, etc.
Este estudo tenta conciliar estes vários contributos tendo como
abordagem mais aliciante a adopção como objecto de análise os públicos na
sua multiplicidade, ao nível das escolhas e dos gostos e entrecruzando-os com
as suas origens e posições sociais, tendo como preocupação principal a
percepção da forma como, os vários dispositivos tecnológicos e
comunicacionais ao seu dispor, permitem fazer escolhas e perceber se
combinam meios para satisfazer as necessidades de informação,
entretenimento e lazer.
Assim, o relatório que agora se apresenta tem como base metodológica
um conjunto de entrevistas de grupo a pessoas de vários contextos e origens
sociais com o intuito de traçar as suas dietas mediáticas para além do que nos
é dado a conhecer pelos estudos audimétricos.
Research Interests:
Download (.pdf)
Desde 2006 que o CIES‐ISCTE (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia), em colaboração com a PT. COM – Comunicações Interactivas, S.A., e no âmbito de um protocolo de colaboração realizado entre estas instituições, desenvolveu um... more
Desde 2006 que o CIES‐ISCTE (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia), em
colaboração com a PT. COM – Comunicações Interactivas, S.A., e no âmbito de um
protocolo de colaboração realizado entre estas instituições, desenvolveu um conjunto
de estudos sobre os públicos jovens utilizadores de tecnologias de comunicação e
informação. Dessa colaboração surgiram os estudos “Crianças e Jovens: A sua Relação
com as Tecnologias e os Meios de Comunicação” desenvolvido com o SAPO e a
pesquisa denominada “EGeneration: Os Usos de Media pelas Crianças e Jovens em
Portugal”, apoiado pela Fundação PT.
O principal objectivo deste projecto é dar a conhecer os hábitos dos jovens em relação
à utilização das comunicações. Pretende‐se assim conhecer os usos e atitudes dos
jovens em relação à internet, telemóveis, jogos de consola e de computador,
televisão/conteúdos audiovisuais e música.
Research Interests:
Download (.pdf)
Vivemos hoje em dia num ambiente mediático onde emerge um sistema de oferta múltipla que acompanha os indivíduos nos tempos e nos espaços do seu quotidiano. O actual ambiente de fragmentação mediática caracteriza-se por um crescente... more
Vivemos hoje em dia num ambiente mediático onde emerge um sistema de oferta
múltipla que acompanha os indivíduos nos tempos e nos espaços do seu quotidiano.
O actual ambiente de fragmentação mediática caracteriza-se por um crescente
número de alternativas que concorrem entre si pelo tempo das pessoas. No entanto,
as pessoas continuam a dispor das mesmas vinte e quatro horas de sempre. Assim,
existe uma tendência para o multitasking, ou seja, realizar simultaneamente várias
tarefas ou, se nos referirmos exclusivamente ao caso dos media, expor-se a diversos
meios em simultâneo (Roberts, Foehr e Rideout, 2005).
Este não é no entanto um fenómeno novo para o consumidor, e de facto foi
comentado por diversos investigadores da área no passado. Robinson e Godbey
(1997), por exemplo, referem que a audição de rádio costumava ser uma experiência
absorvente, tornando-se, com o advento da televisão, quase exclusivamente uma
actividade secundária, algo que escutamos enquanto fazemos algo. Não obstante, na
última década, o fenómeno de multitasking tem vindo a tomar novas proporções. Por
um lado, o uso do computador e das aplicações da Sociedade em Rede promove o
multitasking, ao providenciar paragens nas tarefas em curso (por exemplo, os tempos
de download, etc.) e interrupções regulares (tais como ecrãs pop up com solicitações
de instant messaging ou com publicidade). Por outro lado, à medida que a oferta
mediática se foi multiplicando, os indivíduos foram encontrando formas de a encaixar
nas suas rotinas, levando a conclusões tais como as apresentadas num estudo
desenvolvido pelo Yahoo e a OMD (2006), onde se destaca que os consumidores nos
Estados Unidos vivem, devido ao multitasking, dias equivalentes a jornadas de 43
horas, incluindo 16 horas de interacção com media e tecnologia.
Research Interests:
Download (.pdf)
Lançado em Outubro de 2015, o projecto Reuters Digital News Report 2015, promovido pelo RISJ - Reuters Institute for the Study of Journalism, contou com a colaboração da equipa do OberCom - Observatório da Comunicação na abordagem aos... more
Lançado em Outubro de 2015, o projecto Reuters Digital News Report 2015, promovido pelo RISJ - Reuters Institute for the Study of Journalism, contou com a colaboração da equipa do OberCom - Observatório da Comunicação na abordagem aos hábitos de consumo de notícias digitais em Portugal, bem como na comparação desses hábitos com os de habitantes de 17 outros países. O sucesso do projecto em 2015 resultou na renovação da colaboração entre o RISJ e o OberCom (Observatório da Comunicação), estando em curso a edição de 2016 do projecto.
Os dados obtidos no âmbito deste projecto revelaram, em termos gerais, que em 2015 a situação em Portugal se caracteriza não só pela intensa actividade dos internautas nas redes sociais como, também, pela persistência da televisão e do computador de secretária na realidade dos consumos de notícias dos inquiridos. Em geral, as plataformas tradicionais e, em particular, a televisão, continuam a desempenhar um papel fundamental nas audiências de conteúdos noticiosos.
Research Interests:
Download (.pdf)
Protecção do Consumidor na Era 2.0 - Destaques A Internet é o meio de comunicação menos credível para os portugueses: cerca de um quarto (26,2%) da população afirma confiar pouco ou nada neste suporte. Por outro lado, verifica-se também... more
Protecção do Consumidor na Era 2.0 - Destaques
A Internet é o meio de comunicação menos credível para os portugueses:
cerca de um quarto (26,2%) da população afirma confiar pouco ou nada neste suporte.
Por outro lado, verifica-se também um elevado grau de desconhecimento em relação
às instâncias responsáveis pela defesa do consumidor na Era 2.0: perto de 60% dos
indivíduos não sabe quem deverá contactar caso queira reclamar de alguma coisa que
tenha visto num programa de televisão e que tenha considerado ofensivo, subindo
esta percentagem para 70% no caso da Internet.
Research Interests:
Download (.pdf)
Este relatório produzido pelo OberCom a partir de dados do INE propõem-se discutir até que ponto os jovens portugueses são efectivamente nativos digitais e se existem ou não diferenças assinaláveis entre as populações utilizadoras de... more
Este relatório produzido pelo OberCom a partir de dados do INE propõem-se discutir até que
ponto os jovens portugueses são efectivamente nativos digitais e se existem ou não diferenças
assinaláveis entre as populações utilizadoras de Internet dos 10 aos 15 anos e dos 16 aos 74.
Desde 2003 que o INE – Instituto Nacional de Estatística, realiza anualmente o Inquérito à
Utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação nas Famílias, inquirindo indivíduos
entre os 16 e os 74 anos. A partir de 2005, foi introduzido um conjunto de questões dirigidas aos
indivíduos com idade compreendida entre os 10 e os 15 anos. A pertinência deste relatório
assenta na comparação de práticas entre os portugueses mais jovens e o resto da população.
· Os indivíduos que cresceram na era digital são, de acordo com alguns autores, nativos
digitais, pela capacidade acrescida, face ao resto da população, de utilizar tecnologias
digitais como parte integrante da sua vida. De acordo com esta perspectiva, as
características de um nativo digital são o multitasking, o acesso a um leque alargado de
tecnologias digitais, a confiança demonstrada nas competências individuais, o recurso
prioritário à Internet para obtenção de informação e a utilização de Internet para fins
educacionais e outros.
· Os jovens revelam maior proeminência das TIC nas suas vidas e à medida que aumenta
a idade descresce a taxa de utilização. A quase totalidade dos jovens dos 10 aos 15 anos já
teve contacto com computador e Internet, enquanto na população dos 16 aos 74 a
percentagem é inferior a metade da população.
· No entanto, uma fractura entre “nativos digitais” e outros utilizadores (“imigrantes digitais”) é
desmentida pela análise de variáveis como a frequência de utilização e as actividades
desenvolvidas. A percentagem de utilizadores diários ou quase diários de computador
e Internet é superior na população dos 16 aos 74 anos, relativamente ao grupo dos 10
aos 15. As actividades desenvolvidas evidenciam um espectro de utilização alargado a
várias esferas do quotidiano da população adulta, o que constitui um dos indicadores da
naturalização do uso de TIC pelos indivíduos.
Research Interests:
Download (.pdf)
O presente relatório resulta de uma análise do impacto geracional na relação dos portugueses com os media e com uma série de actividades comunicacionais caracterizam o quotidiano mediático da sociedade portuguesa. Este é um estudo... more
O presente relatório resulta de uma análise do impacto geracional na relação dos portugueses com os media e com uma série de actividades comunicacionais caracterizam o quotidiano mediático da sociedade portuguesa. Este é um estudo pioneiro entre a investigação realizada no contexto do OberCom – Observatório da Comunicação.
O conceito de “geração” é um tema de intenso debate no campo das ciências sociais e a discussão do mesmo implica a aceitação de que determinados grupos de indivíduos, em grupos etários homogéneos, terão porventura nascido e sido socializados em contextos semelhantes, que permitem a definição de padrões e características comuns.
Na esfera dos media e comunicação, é comum o emprego do termo geração para definir conjuntos de pessoas com comportamentos semelhantes, a agir em bloco e em massa – termos como a “geração MTV”, “geração youtube” ou “geração Facebook” tornaram-se comuns ao longo dos últimos anos, mas este esforço de agregação e homogeneização das práticas tende a procurar uma definição daquilo que torna os indivíduos semelhantes, e a ignorar discrepâncias dentro de cada “geração”, relativamente às suas práticas.
Por essa razão, o campo dos media é particularmente vulnerável a estudos insuficientemente consolidados sobre estudos geracionais, na medida em que é um campo muito dinâmico, onde a mudança ocorre a uma grande velocidade. No entanto, certas alterações ao nível da evolução da comunicação podem motivar alterações profundas nos comportamentos dos indivíduos, mesmo a nível físico. Um caso paradigmático é o do conceito de “thumb generation” ou “thumb tribe”, isto é, a “geração” nascida a partir de 1985, cujos adolescentes comunicaram em larga escala através do uso de aparelhos móveis. Sendo esses aparelhos de pequena dimensão, operados com apenas uma mão, estamos perante uma geração que interagiu comunicacionalmente usando o polegar nestes pequenos aparelhos. Vários estudos demonstraram que esta é, efectivamente, uma marca geracional.
Research Interests:
Download (.pdf)
Portugal assume-se como um país misto em termos de penetração das plataformas de acesso televisivo, com as emissões analógicas terrestres ainda a dominar, mas registando-se também um forte crescimento do cabo.... more
Portugal assume-se como um país misto em termos de penetração das
plataformas de acesso televisivo, com as emissões analógicas terrestres ainda a
dominar, mas registando-se também um forte crescimento do cabo.
_____________________________________________________________________
Plataformas de Distribuição de Televisão e Modelos de Implementação da TDT
Em Fevereiro 2008, 99,5% da população portuguesa tinha pelo menos um televisor, e
74,1% tinha mais de um. Portugal conta com 38,3% de penetração do cabo1, sendo
que 56,3% da população continua a usufruir da televisão analógica terrestre (antena).
Apenas 4% da população dispõe de acesso TV via satélite.
Research Interests:
Download (.pdf)
A Sociedade
em Rede em
Portugal 2010
O Serviço Público
de Televisão em Portugal
Research Interests:
Download (.pdf)
O estudo aqui apresentado é uma colaboração entre o Projecto do CIES-IUL “P2P e o Cinema Europeu” e o Observatório da Comunicação na tentativa de mapear alternativas de políticas para a compensação pela partilha online de obras protegidas... more
O estudo aqui apresentado é uma colaboração entre o Projecto do CIES-IUL “P2P e o
Cinema Europeu” e o Observatório da Comunicação na tentativa de mapear
alternativas de políticas para a compensação pela partilha online de obras protegidas
por direitos de autor em Portugal.
Trata-se de uma cooperação entre o OberCom e um Projecto de Investigação do CIESIUL
e, portanto, de um documento que explora do ponto de vista académico
diferentes opções de políticas públicas ou políticas empresariais para lidar com a
remuneração monetária das obras protegidas por direitos de autor e partilhadas
online.
O ecossistema digital emergente tem lançado sucessivos desafios aos cidadãos,
empresas e reguladores desde o desenvolvimento massificado da Internet em meados
dos anos de 1990.
A exigência de adaptabilidade tem-se intensificado na última década colocando sobre
pressão práticas de consumo informal e formatos de protecção importados da era da
reprodutibilidade analógica.
Research Interests:
Download (.pdf)
Este relatório pretende disponibilizar ao leitor um olhar sobre o consumo de música em Portugal, através da análise dos principais resultados do inquérito Sociedade em Rede 2008 do OberCom. Nos últimos anos temos assistido a profundas... more
Este relatório pretende disponibilizar ao leitor um olhar sobre o consumo de
música em Portugal, através da análise dos principais resultados do inquérito
Sociedade em Rede 2008 do OberCom.
Nos últimos anos temos assistido a profundas mudanças no campo musical,
quer na dimensão do consumo, quer a jusante, na esfera da produção e
distribuição.
Como é evidente, os modos de audição musical alteraram-se radicalmente com
o advento da comunicação em rede e a progressiva digitalização de conteúdos.
Os formatos de consumo musical contemporâneos passam agora por uma
maior ubiquidade, flexibilidade, fluidez, troca, mobilidade, heterogeneidade e
complementaridade de práticas, entrecruzadas entre mundos offline e online –
características centrais da mudança paradigmática para uma nova era musical,
a chamada “Música 2.0”.
Com este pano de fundo a indústria fonográfica e musical atravessa um
momento turbulento caracterizado por uma grande ambiguidade e incerteza
quanto ao futuro e aos modelos de negócio viáveis. Dinâmicas de
descentralização, atomização, pulverização e complexificação das tradicionais
cadeias de valor e lógicas de poder - sobretudo com a entrada de novos
players no mercado, nomeadamente os operadores móveis e os fornecedores
de internet.
Research Interests:
Download (.pdf)

And 17 more

The last few years have heralded a new business paradigm for independent authors and creators looking for innovative financing schemes to fund their works: crowdfunding or fund raising within a large group of people willing to turn... more
The last few years have heralded a new business paradigm for independent authors and creators looking for innovative financing schemes to fund their works: crowdfunding or fund raising within a large group of people willing to turn scripts, demo tracks, draws, draft chapters, designs or even simple ideas into finished products.

Despite being first pioneered in the music business, crowdfunding on the Internet has since then be applied to book publishing, computer software, web applications such as social networks, fashion and gadget making. Nevertheless, it is in Cinema that crowdfunding can be seen as most daunting - precisely because of the significant capital investments that the making of a commercially successful motion picture still implies in comparison to other creative works. This leads us to think that it is here that crowdfunding promises to be most disrupting to established players.

With this paper, we start by doing a comparative analysis of the two most popular crowdfunding sites, Kickstarter and IndieGoGo, regarding film projects. These sites accept funds on behalf of a film project, and once they meet their fund raising goal, the collected amount goes to the filmmaker, allowing a film to get made. Later, we will focus our attention on two projects that, despite not being platform supported, are meaningful examples of the use of crowdfunding for financing the production, distribution and screening of movie titles: The Age of Stupid and The Cosmonaut.

As media researchers, our aim with this paper is to open the door to further research on the users' motivations in supporting creative works that are yet to be made, a model that contradicts the dominant system of mass manufacturing and distribution of physical objects like DVDs and CDs.

Behind the simplicity of the crowdfunding model hides a complex set of written and unwritten rules, the former conceived by the team of managers and the latter being continuously elaborated by the community of users and creators: what are the elements of a successful project? What does it take in terms of promotional efforts and gift promises made to contributors to achieve a financial goal?
Download (.pdf)
CrowdfundingTheCultureOfRemix.pdf
CrowdfundingFIlm.pdf
In their book titled remediation, also a term they coined and de ned as the formal logic by which new media refashion prior media forms, Jay david bolter and richard Grusin have the following to say: “like other media since renaissence... more
In their book titled remediation, also a term they coined and de ned as the formal logic by which new media refashion prior media forms, Jay david bolter and richard Grusin have the following to say:
“like other media since renaissence –in particular perspective painting, photography,  lm, and television- new digital media oscillate between immediacy and hypermediacy, between transparency and opacity. this oscillation is the key to understanding how a medium refashions its predecessor and other contemporary media. although each media promises to reform its predecessors by offering a more immediate or authentic experience, the promise of reform inevitably lead us to become aware of the new medium as a medium. thus immediacy leads to hypermediacy. the process of remediation makes us aware that all media are at one level a play of signs, which is a lesson that we take from poststructuralist literary theory.” (bolter & Grusin, 1999, p. 19)
according to bolter and Grusin (1999), to understand media, it is also important to comprehend two concepts: immediacy and hypermediacy. The  rst one is transparency, the absence of mediation. It is the notion that a medium could erase itself and leave the viewer/reader/listener in the presence of the objects represented, so that he/she could know the objects directly and have the feeling that the experience is authentic. In contrast, hypermediacy is opacity, suggesting that knowledge comes to us through a medium. the viewer/reader/listener knows that he/she is in the presence of a medium and receives information and learns through acts of mediation.
Research Interests:
Download (.pdf)