- Fondation Maison des Sciences de l'Homme (FMSH), Collège d’études mondiales, Department Memberadd
- Gustavo Alberto Guerreiro Seabra Leitão Cardoso (born 1969) is a Portuguese sociologist mainly associated with studie... moreGustavo Alberto Guerreiro Seabra Leitão Cardoso (born 1969) is a Portuguese sociologist mainly associated with studies in the fields of networked communication, journalism and the Internet.
He is a full professor of Communication Sciences at ISCTE - University Institute of Lisbon, Portugal and member of the College d’Études Mondiales at the Fondation Maison des Sciences de l’Homme in Paris.
He is the author and co-author of a wide range of works, from books, book chapters and journal articles in national and foreign publications that focus on the various dimensions (social, cultural, educational, political and economic) of the impact of information and communication technologies (ICT) in society.
In social and cultural terms, his book " Para uma sociologia do ciberespaço: comunidades virtuais em português [Towards a Sociology of Cyberspace: Virtual Communities in Portuguese]" (Celta, 1998) stands out for its pioneering research, constituting one of the first works in the Portuguese-speaking academic world on the relation between the Internet and online communities and sociability.
In more recent works Cardoso develops the concept of “Network Communication”, the communication model of the Network Society giving shape to an engagement with communication where no longer there is a central role to the “media is the message”, as stated by Marshall McLhuan, but to the “people is the message” - when a message is perceived as not serving the audiences pre-conceptions it is remixed, changed and networked.
Concerning the relationship between ICT and public policy, the following edited volumes stand out: "Network Society: From Knowledge to Policy" (Johns Hopkins University, 2006), which he co-edited with Manuel Castells, and "World Wide Internet: Changing Societies, Economies And Cultures "(University of Macau Press, 2010) with Jeff Cole and Angus Cheong.
His research on the impact of the Internet on the communication models of contemporary societies is represented in works such as "The Media in the Network Society" (Calouste Gulbenkian Foundation in Portugal and UOC Press in Spain). This research develops the concept of "networked communication" to frame and analyse the impacts of ICT on communication practices and the traditional mass media (television, radio, press). Furthermore, works such as "A Sociedade dos Ecrãs [The Screen Society]" (Tinta da China China, 2013), "Piracy Cultures" (IJOC, 2014) and " O livro, o leitor e a leitura digital [The book, the reader and digital reading]" (Calouste Gulbenkian Foundation, 2015) deal with the implications of the "networked communication" model for the on-going transformations in the creative industries and the commercial models and content management of the information and entertainment businesses.
The book "A Sociedade em Rede em Portugal: uma década de transição [The Network Society in Portugal: A Decade of Transition]" (Almedina, 2015) updates the analysis of the current Portuguese state, as an information society, in a comparative perspective, both synchronically, placing Portugal in the contediachronically, comparing the present Portuguese situation with that of the beginning of the millennium.
In his contribution to the book "Aftermath: The Cultures of the Economic Crisis" (Oxford University Press 2012), traditional research subjects of political economy are scrutinized through the perspective of ICT-enabled networked cultures. In this way, he contributes to the idea that the crisis of global capitalism that has taken place since 2008 is more than just an economic crisis, being socio-structural and multidimensional, by arguing that we live in a crisis that encompasses not only the economic and political spheres, but also the intersection of these with the communicational dimension.edit
In the opening images of the documentary The Chicago Sessions, produced by the Dutch Broadcaster VPRO in 2009, Naomi Klein states that “class” had returned to America with a vengeance. This statement refers to the recent opposition... more
In the opening images of the documentary The Chicago Sessions, produced by
the Dutch Broadcaster VPRO in 2009, Naomi Klein states that “class” had
returned to America with a vengeance. This statement refers to the recent
opposition between “Main Street” and “Wall Street,” and Klein argues that
Milton Friedman’s views on the end of classes, by generalizing ownership of
capital built on mass access to shares and real estate, had failed.
Although Klein might have spotted a true opposition of forces between
those who own companies, “Wall Street,” and those who have had access to credit in order to emulate capitalist ownership, “Main Street,” we would
argue that the fundamental opposition rising from the crisis is built not
around ownership but between the very values that sustain those practices.
These values are the cultures of “networked self-interest,” which have been the basis of the very deployment of the crisis, versus the cultures of “networked belonging,” which are currently being built.
the Dutch Broadcaster VPRO in 2009, Naomi Klein states that “class” had
returned to America with a vengeance. This statement refers to the recent
opposition between “Main Street” and “Wall Street,” and Klein argues that
Milton Friedman’s views on the end of classes, by generalizing ownership of
capital built on mass access to shares and real estate, had failed.
Although Klein might have spotted a true opposition of forces between
those who own companies, “Wall Street,” and those who have had access to credit in order to emulate capitalist ownership, “Main Street,” we would
argue that the fundamental opposition rising from the crisis is built not
around ownership but between the very values that sustain those practices.
These values are the cultures of “networked self-interest,” which have been the basis of the very deployment of the crisis, versus the cultures of “networked belonging,” which are currently being built.
Research Interests:
Prefácio e indice de conteúdos da obra "Comunicação e Quotidiano" de José Manuel Paquete de Oliveira
Research Interests:
Durante os últimos três anos reuniram-se em Lisboa doze investigadores para discutir a crise iniciada em 2008. Os participantes escolheram designar esses encontros por Rede Aftermath (“rescaldo”), expressando nesse nome as suas certezas e... more
Durante os últimos três anos reuniram-se em Lisboa doze investigadores
para discutir a crise iniciada em 2008. Os participantes
escolheram designar esses encontros por Rede Aftermath
(“rescaldo”), expressando nesse nome as suas certezas e
dúvidas sobre a crise, a sua génese, as suas metamorfoses e culturas
nas diferentes geografias e sociedades. Este grupo foi coordenado
por João Caraça, Manuel Castells e Gustavo Cardoso
e teve no apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian e
no suporte do CIES-IUL as suas estruturas operacionais.
A ideia fundamental que presidiu às reflexões e propostas de
análise do grupo foi a de que a actual crise económica é umponto
final num certo tipo de capitalismo. Mais do que isso, é improvável
que regressemos ao mesmo modelo de organização
económica e social anterior a 2008, mesmo se a economia global
repousar depois de um período de reestruturação. E, portanto,
levanta-se uma questão fundamental: como viver num sistema
económico diferente enquanto se mantêm os modelos culturais
que fizeram parte deummodelo global de capitalismo alicerçado
no mundo financeiro? E emparticular, como viver numa cultura
consumista quando os bens de consumo se tornam de acesso
cada vez mais limitado à maioria da população? Haverá vida
depois do consumismo? E se sim, que tipo de vida? Que tipo de
cultura? Que tipo de sociedade?
para discutir a crise iniciada em 2008. Os participantes
escolheram designar esses encontros por Rede Aftermath
(“rescaldo”), expressando nesse nome as suas certezas e
dúvidas sobre a crise, a sua génese, as suas metamorfoses e culturas
nas diferentes geografias e sociedades. Este grupo foi coordenado
por João Caraça, Manuel Castells e Gustavo Cardoso
e teve no apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian e
no suporte do CIES-IUL as suas estruturas operacionais.
A ideia fundamental que presidiu às reflexões e propostas de
análise do grupo foi a de que a actual crise económica é umponto
final num certo tipo de capitalismo. Mais do que isso, é improvável
que regressemos ao mesmo modelo de organização
económica e social anterior a 2008, mesmo se a economia global
repousar depois de um período de reestruturação. E, portanto,
levanta-se uma questão fundamental: como viver num sistema
económico diferente enquanto se mantêm os modelos culturais
que fizeram parte deummodelo global de capitalismo alicerçado
no mundo financeiro? E emparticular, como viver numa cultura
consumista quando os bens de consumo se tornam de acesso
cada vez mais limitado à maioria da população? Haverá vida
depois do consumismo? E se sim, que tipo de vida? Que tipo de
cultura? Que tipo de sociedade?
Research Interests:
Este livro é o produto do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos por um conjunto de investigadores das áreas das ciências sociais e da economia, no contexto do Observatório da Comunicação (OberCom), do Centro de Investigação... more
Este livro é o produto do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos
três anos por um conjunto de investigadores das áreas das
ciências sociais e da economia, no contexto do Observatório da
Comunicação (OberCom), do Centro de Investigação e Estudos de
Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES‑IUL)
ou em
projectos e parcerias internacionais. O seu trabalho de observação
e análise incidiu sobre um conjunto diferenciado de registos que
incluem Portugal mas também outros países dos diferentes continentes.
Alguns destes trabalhos foram apresentados em conferências
internacionais ou serviram de base para relatórios de redes de
investigação, mas nunca antes foram alvo de uma interpretação global
sobre o que nos dizem do que é a comunicação contemporânea.
três anos por um conjunto de investigadores das áreas das
ciências sociais e da economia, no contexto do Observatório da
Comunicação (OberCom), do Centro de Investigação e Estudos de
Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES‑IUL)
ou em
projectos e parcerias internacionais. O seu trabalho de observação
e análise incidiu sobre um conjunto diferenciado de registos que
incluem Portugal mas também outros países dos diferentes continentes.
Alguns destes trabalhos foram apresentados em conferências
internacionais ou serviram de base para relatórios de redes de
investigação, mas nunca antes foram alvo de uma interpretação global
sobre o que nos dizem do que é a comunicação contemporânea.
Research Interests:
This book is very timely and absolutely gets the agenda right. The field of media and communications research needs to address the complexity of media as a process of mediation in which new and old technologies, as well as their producers... more
This book is very timely and absolutely gets the agenda right. The field of media
and communications research needs to address the complexity of media as a
process of mediation in which new and old technologies, as well as their producers
and consumers, in various ways combine and interact. This book provides
both evidence and argument to enable this new agenda.
Roger Silverstone (15 June 1945 - 16 July 2006), Professor of
Media and Communications and Convenor of the Department of
Media and Communications at LSE (London School of
Economics).
The book you have in your hands will be widely used and read in universities
and professional media organizations throughout the world, because it is one of
the few, and best examples of understanding the relationship between the
media and the Internet in the broader context of our transition to the network
society. It exposes the logic that is currently shaping the communicative fabric
of our lives.
Manuel Castells, Wallis Annenberg Chair Professor of
Communication Technology and Society Annenberg School of
Communication, University of Southern California, Los Angeles.
This is a comprehensive look at the role of information technology in the transition
to a network society. It is also the most broadly comparative study I have
seen. No scholar in this growing field will want to miss this book. It will become
a standard work and a primary reference in the field.
Lance Bennett is Ruddick C. Lawrence Professor Communication
and Professor of Political Science at the University of Washington,
Seattle.
and communications research needs to address the complexity of media as a
process of mediation in which new and old technologies, as well as their producers
and consumers, in various ways combine and interact. This book provides
both evidence and argument to enable this new agenda.
Roger Silverstone (15 June 1945 - 16 July 2006), Professor of
Media and Communications and Convenor of the Department of
Media and Communications at LSE (London School of
Economics).
The book you have in your hands will be widely used and read in universities
and professional media organizations throughout the world, because it is one of
the few, and best examples of understanding the relationship between the
media and the Internet in the broader context of our transition to the network
society. It exposes the logic that is currently shaping the communicative fabric
of our lives.
Manuel Castells, Wallis Annenberg Chair Professor of
Communication Technology and Society Annenberg School of
Communication, University of Southern California, Los Angeles.
This is a comprehensive look at the role of information technology in the transition
to a network society. It is also the most broadly comparative study I have
seen. No scholar in this growing field will want to miss this book. It will become
a standard work and a primary reference in the field.
Lance Bennett is Ruddick C. Lawrence Professor Communication
and Professor of Political Science at the University of Washington,
Seattle.
Research Interests:
This volume explores the patterns and dynamics of the network society in its policy dimension, ranging from the knowledge economic, based in technology and innovation, to the organizational reform and modernization in the public sector,... more
This volume explores the patterns and dynamics of the network
society in its policy dimension, ranging from the knowledge economic, based in technology and innovation, to the organizational reform and modernization in the public sector, focusing also the media and communication policies. The Network Society is our society, a society made of individuals, businesses and state operating from the local, national and into the international arena. Although our societies have many things in common they are also the product of different choices and historical identities. In this volume we chose to focus both what we have considered to be already network societies and also those who are going through a transition process.
society in its policy dimension, ranging from the knowledge economic, based in technology and innovation, to the organizational reform and modernization in the public sector, focusing also the media and communication policies. The Network Society is our society, a society made of individuals, businesses and state operating from the local, national and into the international arena. Although our societies have many things in common they are also the product of different choices and historical identities. In this volume we chose to focus both what we have considered to be already network societies and also those who are going through a transition process.
Research Interests:
Durante os últimos 15 anos testemunhámos uma forte mudança na paisagem dos media. Mudança que se deve, não só, à inovação tecnológica nos próprios instrumentos de mediação, mas também na forma como os utilizadores escolheram apropriar-se... more
Durante os últimos 15 anos testemunhámos uma forte mudança na paisagem dos media. Mudança que se deve, não só, à inovação tecnológica nos próprios instrumentos de mediação, mas também na forma como os utilizadores escolheram apropriar-se socialmente dos mesmos e, consequentemente, como construíram novos processos de mediação.
Research Interests:
A Nossa Comunicação Neste artigo procuro argumentar que é possível identificar um conjunto de mudanças no quadro da comunicação nas nossas sociedades e que essas, mesmas, mudanças podem ser lidas à luz do surgimento de um novo modelo de... more
A Nossa Comunicação Neste artigo procuro argumentar que é possível identificar um conjunto de mudanças no quadro da comunicação nas nossas sociedades e que essas, mesmas, mudanças podem ser lidas à luz do surgimento de um novo modelo de comunicação. Um modelo comunicativo já não assente na noção de " massa " mas sim na de " rede ". A par dessa mudança estrutural e das forças que a moldam podemos também identificar um conjunto de mudanças contextuais, por vezes produto da apropriação desse mesmo modelo de comunicação em rede, outras vezes manifestação do próprio desenvolvimento de um novo sistema dos media com uma nova identidade. Ao longo das próximas páginas procura-se enumerar as principais características desse novo modelo comunicacional em rede (Cardoso, 2008) e também salientar, entre outras, aquelas que se considera serem as principais manifestações de mudança de contexto, ou se preferirmos de futuros presentes, no quadro da comunicação, suas tecnologias, apropriações e usos.
Research Interests:
A crise do capitalismo global que se desenvolve desde 2008 não é meramente econômica. É estrutural e multidimensional. Os acontecimentos que ocorreram, no seu rescaldo imediato, mostram que estamos entrando num mundo com condições... more
A crise do capitalismo global que se desenvolve desde 2008 não é
meramente econômica. É estrutural e multidimensional. Os acontecimentos que ocorreram, no seu rescaldo imediato, mostram que estamos entrando num mundo com condições econômicas e sociais muito diferentes daquelas que caracterizaram o crescimento global do capitalismo
informacional nas últimas três décadas. As políticas e as estratégias desenvolvidas para gerir a crise — com resultados diferen ciados dependendo do país — podem levar-nos a um sistema econômico e financeiro completamente diferente, como o New Deal, a construção do Estado social europeu e a arquitetura fi nanceira global de Bretton Woods deram
lugar ao crescimento de uma nova forma de capitalismo no rescaldo da Depressão da década de 1930 e da Segunda Guerra Mundial. Esse capitalismo keynesiano foi, ele próprio, posto em causa depois da crise da década de 1970 e da reestrutura ção que teve lugar sob a influência combinada de três desenvolvimentos inde pendentes mas inter-relacionados:
um novo paradigma tecnológico, uma nova forma de globalização e as novas culturas que emergiram dos movimentos sociais dos anos 1960 e 1970.
meramente econômica. É estrutural e multidimensional. Os acontecimentos que ocorreram, no seu rescaldo imediato, mostram que estamos entrando num mundo com condições econômicas e sociais muito diferentes daquelas que caracterizaram o crescimento global do capitalismo
informacional nas últimas três décadas. As políticas e as estratégias desenvolvidas para gerir a crise — com resultados diferen ciados dependendo do país — podem levar-nos a um sistema econômico e financeiro completamente diferente, como o New Deal, a construção do Estado social europeu e a arquitetura fi nanceira global de Bretton Woods deram
lugar ao crescimento de uma nova forma de capitalismo no rescaldo da Depressão da década de 1930 e da Segunda Guerra Mundial. Esse capitalismo keynesiano foi, ele próprio, posto em causa depois da crise da década de 1970 e da reestrutura ção que teve lugar sob a influência combinada de três desenvolvimentos inde pendentes mas inter-relacionados:
um novo paradigma tecnológico, uma nova forma de globalização e as novas culturas que emergiram dos movimentos sociais dos anos 1960 e 1970.
Research Interests:
Esta obra analisa os padrões e as dinâmicas da Sociedade em Rede na sua dimensão de definição de políticas, numa abordagem que nos leva a interrogar a formação de conhecimento económico, a partir do conhecimento baseado na tecnologia e na... more
Esta obra analisa os padrões e as dinâmicas da Sociedade em Rede na sua dimensão de definição de políticas, numa abordagem
que nos leva a interrogar a formação de conhecimento económico, a partir do conhecimento baseado na tecnologia e na inovação até à reforma organizacional e modernização do sector público, passando pela regulação dos media e pelas políticas de
comunicação. A Sociedade em Rede é a nossa sociedade, a sociedade constituída por indivíduos, empresas e Estado operando num campo local, nacional e internacional.
Apesar das nossas sociedades terem muitas coisas em comum, são também produto de diferentes escolhas e identidades históricas. Nesta obra, escolhemos abordar não só as que consideramos serem já sociedades em rede como as que estão ainda a atravessar um processo de transição.
que nos leva a interrogar a formação de conhecimento económico, a partir do conhecimento baseado na tecnologia e na inovação até à reforma organizacional e modernização do sector público, passando pela regulação dos media e pelas políticas de
comunicação. A Sociedade em Rede é a nossa sociedade, a sociedade constituída por indivíduos, empresas e Estado operando num campo local, nacional e internacional.
Apesar das nossas sociedades terem muitas coisas em comum, são também produto de diferentes escolhas e identidades históricas. Nesta obra, escolhemos abordar não só as que consideramos serem já sociedades em rede como as que estão ainda a atravessar um processo de transição.
Research Interests:
O presente livro é o fruto de cinco anos de pesquisa realizada no ISCTE e de debates com vários investigadores europeus e norte-americanos realizados no quadro do mestrado de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação do... more
O presente livro é o fruto de cinco anos de pesquisa realizada no ISCTE e de debates com vários investigadores europeus e norte-americanos realizados no quadro do mestrado de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação do Departamento de
sociologia do ISCTE.
Trata-se de um trabalho iniciado em 1999 e constantemente actualizado por via das diversas investigações realizadas sobre a Internet e as novas tecnologias de informação na sociedade portuguesa e no mundo.
Com o objectivo de enquadrar o leitor desta obra valerá a pena sintetizar algumas das conclusões dos estudos realizados no ISCTE numa perspectiva mais vasta – a das sociedades de informação- e também justificar a organização escolhida para
apresentar as contribuições dos diversos autores.
O projecto que lançou esta equipa na reflexão sobre o utilizar das tecnologias de informação denominava-se Ciberfaces: A Sociedade de Informação em Análise - Internet, Interfaces do Social inserido no âmbito dos projectos de investigação
científica e tecnológica, financiados pelo Programa PRAXIS XXI da Fundação para a Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e da Tecnologia (FCT/MCT). O projecto desenvolvido teve por objectivo realizar um estudo sobre a Internet no domínio
pt.
O resultado da análise desses dados e dos debates que procurámos promover ao longo dos últimos anos encontra-se aqui apresentada. No entanto, este livro não é o lugar para a publicação extensa de quadros e dados, pelo que optámos por convidar o leitor a visitar o endereço http://ciberfaces.iscte.pt e por si próprio analisar os dados aí registados tendo por enquadramento à sua reflexão os textos presentes nas próximas
páginas.
Temos igualmente consciência que este livro é, nas suas partes constitutivas, algo diferenciado.
Dada a vastidão das matérias em análise, houve necessidade de dividi-lo em quatro partes de algum modo autónomas. Preferenciámos o respeito pelo estilo peculiar de cada um dos autores e pela gramática discursiva própria a cada registo dos diferentes ângulos de abordagem disciplinar de um livro que tendo uma forte perspectiva sociológica, não pode deixar de ser, pela natureza do objecto em análise, interdisciplinar.
Este livro visa assim contribuir para a constituição de uma base de conhecimento, científico e socialmente útil, que proporcione, em geral, a compreensão dos factores, processos e dinâmicas de mudança social e o apoio à decisão informada por parte dos agentes sociais com responsabilidades nos diversos domínios da vida colectiva na sociedade portuguesa.
sociologia do ISCTE.
Trata-se de um trabalho iniciado em 1999 e constantemente actualizado por via das diversas investigações realizadas sobre a Internet e as novas tecnologias de informação na sociedade portuguesa e no mundo.
Com o objectivo de enquadrar o leitor desta obra valerá a pena sintetizar algumas das conclusões dos estudos realizados no ISCTE numa perspectiva mais vasta – a das sociedades de informação- e também justificar a organização escolhida para
apresentar as contribuições dos diversos autores.
O projecto que lançou esta equipa na reflexão sobre o utilizar das tecnologias de informação denominava-se Ciberfaces: A Sociedade de Informação em Análise - Internet, Interfaces do Social inserido no âmbito dos projectos de investigação
científica e tecnológica, financiados pelo Programa PRAXIS XXI da Fundação para a Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e da Tecnologia (FCT/MCT). O projecto desenvolvido teve por objectivo realizar um estudo sobre a Internet no domínio
pt.
O resultado da análise desses dados e dos debates que procurámos promover ao longo dos últimos anos encontra-se aqui apresentada. No entanto, este livro não é o lugar para a publicação extensa de quadros e dados, pelo que optámos por convidar o leitor a visitar o endereço http://ciberfaces.iscte.pt e por si próprio analisar os dados aí registados tendo por enquadramento à sua reflexão os textos presentes nas próximas
páginas.
Temos igualmente consciência que este livro é, nas suas partes constitutivas, algo diferenciado.
Dada a vastidão das matérias em análise, houve necessidade de dividi-lo em quatro partes de algum modo autónomas. Preferenciámos o respeito pelo estilo peculiar de cada um dos autores e pela gramática discursiva própria a cada registo dos diferentes ângulos de abordagem disciplinar de um livro que tendo uma forte perspectiva sociológica, não pode deixar de ser, pela natureza do objecto em análise, interdisciplinar.
Este livro visa assim contribuir para a constituição de uma base de conhecimento, científico e socialmente útil, que proporcione, em geral, a compreensão dos factores, processos e dinâmicas de mudança social e o apoio à decisão informada por parte dos agentes sociais com responsabilidades nos diversos domínios da vida colectiva na sociedade portuguesa.
Research Interests:
A crise do capitalismo global a que temos assistido desde 2008 é mais do que uma crise económica. Ela é estrutural e multidimensional. A sequência de eventos que presentemente têm lugar mostra que estamos a entrar num mundo que é muito... more
A crise do capitalismo global a que temos assistido desde 2008 é mais do que uma crise económica. Ela é estrutural e multidimensional. A sequência de eventos que presentemente têm lugar mostra que estamos a entrar num mundo que é muito diferente, social e economicamente, daquele que suportou a ascensão do capitalismo global e informacional nas últimas três décadas. As políticas e as estratégias destinadas a gerir a crise podem inaugurar um sistema económico e institucional claramente diferente do actual, tal como o New Deal, a construção do Estado Social Europeu e a arquitectura financeira global de Bretton Woods deram origem a uma nova forma de capitalismo no rescaldo da depressão da década de trinta do século XX e da Segunda Guerra Mundial. Este livro examina as culturas e instituições que estão na origem da crise, bem como os conflitos e debates que podem conduzir a uma nova paisagem social, incluindo a ascensão de culturas económicas alternativas nos movimentos sociais que surgiram um pouco por todo o mundo. As contribuições que aqui se reúnem são o resultado de um projeto de reflexão partilhado por um grupo de sociólogos e cientistas sociais internacionais, liderados por Manuel Castells, João Caraça e Gustavo Cardoso. No essencial, conclui-se que para enfrentar a vida para além da crise precisamos de uma completa transformação da mentalidade que nos levou à falência, ao desespero e a economias e sociedades baseadas num modelo insustentável de especulação financeira e irresponsabilidade política.
Research Interests:
This is an analysis rooted on the idea that the medium is not the message. As stated by Roger Silverstone, in a text published in Telos magazine (1992), the medium is not the message – since, in McLuhan’s philosophical-technological... more
This is an analysis rooted on the idea that the medium is not the message. As stated by Roger Silverstone, in a text published in Telos magazine (1992), the medium is not the message – since, in McLuhan’s philosophical-technological formulation, neither the means nor the message play a role as social products. Sociology, in its application to Communication Studies, focuses on relations between individuals, which is why, in its early days, the study of Mass Communication has been seen as the distortion of such communication focused on the individual (Silverstone, 2006).
Research Interests:
Research Interests:
Este não é um estudo “chave na mão” que solucione os problemas do sector da comunicação social portuguesa, do sector em outros países ou à escala global. O estudo é “apenas” um contributo para a identificação de tendências e de... more
Este não é um estudo “chave na mão” que solucione os problemas do sector da comunicação social portuguesa, do sector em outros países ou à escala global.
O estudo é “apenas” um contributo para a identificação de tendências e de metodologias para reduzir a incerteza na gestão de empresas e redacções, procurando oferecer aquilo que, mais
à frente, definimos enquanto uma “tecnologia de racionalidade”.
É um estudo híbrido quanto à sua forma e conteúdos. Híbrido entre a dimensão de investigação universitária e a prestação de
serviços de consultoria, e que não esconde o objectivo, por entender ser na construção dessas pontes que pode produzir mais-valias para o sector da comunicação social em Portugal.
O estudo é “apenas” um contributo para a identificação de tendências e de metodologias para reduzir a incerteza na gestão de empresas e redacções, procurando oferecer aquilo que, mais
à frente, definimos enquanto uma “tecnologia de racionalidade”.
É um estudo híbrido quanto à sua forma e conteúdos. Híbrido entre a dimensão de investigação universitária e a prestação de
serviços de consultoria, e que não esconde o objectivo, por entender ser na construção dessas pontes que pode produzir mais-valias para o sector da comunicação social em Portugal.
Research Interests:
Por vezes perguntamo-nos: para que servem as ciências sociais? A resposta que nos traz Gustavo Cardoso é singularmente clara: elas permitem-nos analisar seriamente o mundo e as possibilidades da sua transformação. Não nos deixemos fechar... more
Por vezes perguntamo-nos: para que servem as ciências sociais? A resposta que nos traz Gustavo Cardoso é singularmente clara: elas permitem-nos analisar seriamente o mundo e as possibilidades da sua transformação. Não nos deixemos fechar nos temas do declínio, da decadência, da crise, diz‑‑nos; os actores sociais, e os intelectuais que os ajudam a pensar a acção, não estão condenados à passividade e ao desespero. Uma bela lição de sociologia.
Michel Wieviorka, FMSH e École des hautes études en sciences sociales
Pensar, analisar, propor, mobilizar para a acção consequente e duradoura, eis os principais ingredientes que Gustavo Cardoso combina com grande talento nas suas abordagens de sociólogo e interventor político. Trata-se de um forte incentivo a cidadania e a afirmação da possibilidade de mudança, na certeza de que há alternativas ao presente e de que o futuro pode ser diferente.
Jorge Sampaio
Nada é impossível. O poder de mudar começa pelo poder de pensar. Precisamos de ideias novas, de ver para lá das evidências. De sair do conformismo e conversar. Sem certezas nem medo. É o que nos propõe o autor deste livro corajoso e inteligente.
A crise tirou-nos quase tudo, mas está a dar-nos um pensamento novo sobre o futuro. A mudança somos nós. Tudo é possível.
António Nóvoa, reitor honorário da UL
Se procura uma saída para a infindável crise económica e política que está a devastar a vida das pessoas na Europa, leia este livro. Uma análise aprofundada das raízes da crise e dos caminhos para a ultrapassar através de um novo modelo de sociedade radicado nos actuais movimentos sociais.
Manuel Castells, University of California
Michel Wieviorka, FMSH e École des hautes études en sciences sociales
Pensar, analisar, propor, mobilizar para a acção consequente e duradoura, eis os principais ingredientes que Gustavo Cardoso combina com grande talento nas suas abordagens de sociólogo e interventor político. Trata-se de um forte incentivo a cidadania e a afirmação da possibilidade de mudança, na certeza de que há alternativas ao presente e de que o futuro pode ser diferente.
Jorge Sampaio
Nada é impossível. O poder de mudar começa pelo poder de pensar. Precisamos de ideias novas, de ver para lá das evidências. De sair do conformismo e conversar. Sem certezas nem medo. É o que nos propõe o autor deste livro corajoso e inteligente.
A crise tirou-nos quase tudo, mas está a dar-nos um pensamento novo sobre o futuro. A mudança somos nós. Tudo é possível.
António Nóvoa, reitor honorário da UL
Se procura uma saída para a infindável crise económica e política que está a devastar a vida das pessoas na Europa, leia este livro. Uma análise aprofundada das raízes da crise e dos caminhos para a ultrapassar através de um novo modelo de sociedade radicado nos actuais movimentos sociais.
Manuel Castells, University of California
Research Interests:
What are "Piracy Cultures"? Usually, we look at media consumption starting from a media industry definition. We look at TV, radio, newspapers, games, Internet, and media content in general, all departing from the idea that the access to... more
What are "Piracy Cultures"? Usually, we look at media consumption starting from a media industry definition. We look at TV, radio, newspapers, games, Internet, and media content in general, all departing from the idea that the access to such content is made available through the payment of a license fee or subscription, or simply because it's either paid or available for free (being supported by advertisements or under a "freemium" business model). That is, we look at content and the way people interact with it within a given system of thought that sees content and its distribution channels as the product of relationships between media companies, organizations, and individuals-effectively, a commercial relationship of a contractual kind, with accordant rights and obligations. But what if, for a moment, we turned our attention to the empirical evidence of media consumption practice, not just in Asia, Africa, and South America, but also all over Europe and North America? All over the world, we are witnessing a growing number of people building media relationships outside those institutionalized sets of rules. We do not intend to discuss whether we are dealing with legal or illegal practices; our launching point for this analysis is that, when a very significant proportion of the population is building its mediation through alternative channels of obtaining content, such behavior should be studied in order to deepen our knowledge of media cultures. Because we need a title to characterize those cultures in all their diversity-but at the same time, in their commonplaceness-we propose to call it "Piracy Cultures." 1 The Editors would like to acknowledge the work of Miguel Afonso Caetano and Arlene Luck in making this special section possible. Manuel
Research Interests:
Resumo Partindo da análise das dietas de media e formas de fruição dos media pela população portuguesa, este artigo tem como ponto de partida a introdução e desenvolvimento da interactividade nas práticas televisivas no que se pode... more
Resumo Partindo da análise das dietas de media e formas de fruição dos media pela população portuguesa, este artigo tem como ponto de partida a introdução e desenvolvimento da interactividade nas práticas televisivas no que se pode designar como televisão em rede.
Cardoso, Gustavo e Susana Santos (2004), “Tendências e contradições no sistema televisivo”, Observatório, nº10, Lisboa: OberCom.
Cardoso, Gustavo e Susana Santos (2004), “Tendências e contradições no sistema televisivo”, Observatório, nº10, Lisboa: OberCom.
Research Interests:
In June 2013, protesters took to the streets of hundreds of Brazilian cities. The mobilizing factor was the rising fares of public transportation, which precipitated a wave of discontentment characterized by a mix of demands for better... more
In June 2013, protesters took to the streets of hundreds of Brazilian cities. The mobilizing factor was the rising fares of public transportation, which precipitated a wave of discontentment characterized by a mix of demands for better public services and changes in the discredited democratic institutions. This article discusses the role of social media in the protests and how such use configures a paradigmatic example of how communication occurs in network societies. To frame the discussion, we examine social media appropriation for the purposes of political participation through a survey applied online in 17 countries and an in-depth analysis of protests in Brazil. Looking at the Brazilian protests, the ways in which the appropriation of social media occurred and institutional responses to demonstrations developed, we argue that in the network society, the people, and no longer the media, are the message. How do we enlighten the relationship between digital technologies and modalities of social mobilization? This was the starting point of our analysis on the role of social network sites (SNS) on social mobilization in Brazil and 16 other countries. 1 Our aim is to discuss whether newness can be attributed to in collaboration with the Gulbenkian Foundation, and went online in the first trimester of 2013. The choice of countries and sampling strategy was informed by the following criteria: obtain a sample that reflects diversity and represents a significant fraction of Internet users from all continents and major regions, include the most spoken languages online, and achieve reliability and comparability between participating countries. The aforementioned factors led us to survey 6,000 Internet users in 17 countries: Brazil, and Russia. The questionnaire was translated into the selected countries' native languages. At the time of the survey's application, many of the selected countries had already experienced social mobilizations; others were yet to experience those, such as Brazil and Turkey.
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Cardoso, Gustavo, (2004) "Trends and contradictions in the broadcasting system: from interactive to networked television", in Fausto Colombo (ed), Tv and Interactivity in Europe. Mythologies, theoretical Perspective, Real Experiences,... more
Cardoso, Gustavo, (2004) "Trends and contradictions in the broadcasting system: from interactive to networked television", in Fausto Colombo (ed), Tv and Interactivity in Europe. Mythologies, theoretical Perspective, Real Experiences, Vita e Pensiero, Milano.
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A Cidade e as Redes Gustavo Cardoso O título pode fazer lembrar o de " A cidade e as serras " mas a parecença termina aí. O que o título deste ensaio nos procura fazer lembrar é que, desde tempos imemoriais, as cidades e as redes estão... more
A Cidade e as Redes Gustavo Cardoso O título pode fazer lembrar o de " A cidade e as serras " mas a parecença termina aí. O que o título deste ensaio nos procura fazer lembrar é que, desde tempos imemoriais, as cidades e as redes estão intimamente ligadas. Mas que redes são essas? Para começar a responder, poderiamos primeiro relembrar Manuel Castells que, num texto introdutório a uma obra sobre arqueologia e antigas civilizações, dizia " as minhas redes, são diferentes das vossas! ". As redes que desde sempre acompanharam as cidades são as redes viárias, as redes de saneamento, as redes de abastecimento de água e, mais tarde, as redes electricas e de comunicações. Todas essas redes deram corpo e alma às nossas cidades ao longo dos séculos, foram elas que permitiram desenvolver o espaço urbano enquanto um espaço de comunicação. Mas, como relembra Castells, as redes que deram corpo às cidades não são as mesmas que as " redes " que são o " kernel " organizativo das sociedades informacionais, essas novas redes são aquelas que fazem das nossas sociedades sociedades em rede, sociedades de comunicação em rede. As cidades sempre foram objecto de interesse para o sociólogo e, em particular, para aqueles que têm como objecto de estudo as sociabilidades e a comunicação. Por exemplo, Georg Simmel aborda a cidade no seu texto " Metropolis and Mental Life " , datado de 1903, onde sugeria que " os problemas mais profundos da vida moderna derivam da tentativa do indivíduo em manter a sua independência e individualidade da sua existência contra os poderes soberanos da sociedade, contra o peso da herança histórica, da cultura externa e da técnica da vida ". A cidade, a metrópole, surgia assim também como um espaço de afirmação da individualidade, da autonomia do sujeito. A cidade, sempre foi, sempre será um espaço de libertação e espaço de normalização, pertencer à multidão e ser simulataneamente único, aliás é Simmel que o relembra no mesmo texto quando sugere que a vida na cidade é também caracterizada " pela resistência do indivíduo a ser nivelado, engolido pelos mecanismos sócio-tecnológicos. Essa luta pela autonomia, em projectos individuais ou colectivos no quadro da cidade é também fruto da comunicação. É a comunicação que na cidade aproxima e distancia individuos, é a comunicação de massas que molda as opções institucionais (que tipo de família se pode aspirar a formar; que tipo de partidos se pode escolher votar, etc.) e é, por sua vez, a comunicação em rede, a comunicação das sociedades informacionais onde habitamos, que surge como promotora de novas dimensões de institucionalização, pois na rede pode-se criar e dar voz a novos projectos, quer de vida, quer de política.
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Neste artigo propõe-se a análise do papel do estado no incentivo à criação de uma sociedade de informação em Portugal. Partindo da constatação da existência de várias abordagens temáticas presentes nos estudos da sociedade de informação... more
Neste artigo propõe-se a análise do papel do estado no incentivo à criação de uma sociedade de informação em Portugal. Partindo da constatação da existência de várias abordagens temáticas presentes nos estudos da sociedade de informação por parte da sociologia, procura-se enquadrar a leitura da realidade portuguesa tomando como ponto de partida o pensamento de Manuel Castells e a oposição dos conceitos de "net" e de "self" como explicativos da intervenção do estado. Pretende-se ainda analisar os pontos de ruptura que o estado enfrenta, bem como quais as grandes áreas de intervenção e regulação por parte daquele, ou seja, as políticas informacionais para este espaço onde a comunicação é mediada por computador.
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Resumo: Este texto procura fornecer uma série de contributos para o investigador social que pretenda debruçar-se sobre a Comunicação Mediada por Computador em geral e mais particularmente pelo estudo do Ciberespaço e das interacções... more
Resumo: Este texto procura fornecer uma série de contributos para o investigador social que pretenda debruçar-se sobre a Comunicação Mediada por Computador em geral e mais particularmente pelo estudo do Ciberespaço e das interacções sociais que aí ocorrem. O conjunto das questões e problemáticas que encerram um estudo deste tipo é ilustrado através da caracterização de uma mailing list, a pt-net, e dos seus membros durante um período de 6 meses.
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Este artículo trata sobre los Media y sobre el cambio social en las sociedades contemporáneas. De esta forma, el argumento que aquí se expone es el de que la lectura de las ideas que seguidamente se nos presentan debe ser hecha a la luz... more
Este artículo trata sobre los Media y sobre el cambio social en las sociedades contemporáneas. De esta forma, el argumento que aquí se expone es el de que la lectura de las ideas que seguidamente se nos presentan debe ser hecha a la luz del poder transformador que las prácticas y representaciones sobre ciencia, cultura y comunicación, en relación con literacies tecnológicas y niveles educacionales, podrán ejercer en las transformaciones de un mundo que ya no será igual a aquél que conocíamos al inicio de esta crisis global. El análisis que aquí nos proponemos desarrollar pasa primero por situar a los Media en una contextualización más sistémica, para después situar nuestra atención en los casos portugués y brasileño y en su apropiación en la construcción de una Sociedad Informacional.
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This paper argues that one can identify a number of changes in the context of communication in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new communication model. A communication model that... more
This paper argues that one can identify a number of changes in the context of communication in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new communication model. A communication model that is no longer based on the idea of " mass " but one of " network ".
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This paper analyses the Portuguese society in its transition to the network society. Through the use of the Internet and its main drives (education and age) we discuss the inevitability, or not, of a generational gap in the Portuguese... more
This paper analyses the Portuguese society in its transition to the network society. Through the use of the Internet and its main drives (education and age) we discuss the inevitability, or not, of a generational gap in the Portuguese society, visible through strong differentiations in the social structure and practice. It is here suggested that the transition for the network society in Portugal may, eventually, be measured according to five individualised dimensions and the role played by Internet use in them: individual improvement, individual empowerment, individual consumption, network selectiveness and identity construction. These five dimensions are here discussed through empirical analysis of data gathered in a country wide survey representative of the Portuguese population involving 2450 individuals' in 2003.
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Este artigo lida com um dos fenómenos mediáticos de maior abrangência nas sociedades contemporâneas: o futebol. Partindo do pressuposto de que o futebol é também um elemento de construção de comunidades de pertença, sejam elas nacionais,... more
Este artigo lida com um dos fenómenos mediáticos de maior abrangência nas sociedades contemporâneas: o futebol. Partindo do pressuposto de que o futebol é também um elemento de construção de comunidades de pertença, sejam elas nacionais, regionais ou de menor dimensão geográfica, procura-se através da análise das respostas a um inquérito representativo da população portuguesa compreender que factores diferenciam identitariamente os adeptos dos três maiores clubes portugueses: Benfica, Porto e Sporting. Argumenta-se, a partir das conclusões obtidas, que identificar as características sócio-demográficas e as representações dos adeptos pode não ser suficiente para compreender as razões de pertença. Sugere-se que há que nos interrogarmos sobre se, para compreender o fenómeno identitário dos clubes de futebol, é mais importante compreender o clube como agregador de identidades similares dos adeptos ou o clube como entidade que, pela forma como comunica através dos media, transmite aos seus potenciais adeptos um dado ideal de identidade construída? Numa época em que a identidade futebolística é usada no lançamento de projectos de audiovisual, dos jogos de computador às televisões de clubes, como o Barcelona ou Manchester, é fundamental compreender melhor o papel do futebol e a sua relação com os media.
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This paper discusses the possible building of a networked life world, using the power of sharing with others values and practices. It is argued that mediation practices are not just giving rise to networked communication, changing our... more
This paper discusses the possible building of a networked life world, using the power of sharing with others values and practices. It is argued that mediation practices are not just giving rise to networked communication, changing our media culture and our values and beliefs as citizens of a global network society. It is argued in this paper that changes in mediation are also creating the conditions to foster the creation of a networked life world. When we change the symbolic meaning of possession of property, production and distribution, while disseminating such practises and values through social mediated networks it is, at least, conceivable that we will face a growing disruption of old narratives ability to sustain lifeword collective identity and its challenge through the adoption of new ones capable of reconstructing such identity.
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Um outro olhar sobre as redes sociais Nos nossos jornais, nas nossas televisões e mesmo nas telas dos nossos cinemas a temática das redes sociais, como o Facebook ou Orkut, parece encontrar um espaço de atualidade desmedido. Ao ler, ouvir... more
Um outro olhar sobre as redes sociais
Nos nossos jornais, nas nossas televisões e mesmo nas
telas dos nossos cinemas a temática das redes sociais, como o
Facebook ou Orkut, parece encontrar um espaço de atualidade
desmedido. Ao ler, ouvir e ver essas peças somos levados a pensar
que estamos a viver um tempo de absoluta novidade e que
as redes sociais são algo com que nunca antes nos deparamos.
Mas as redes sociais não são novidade. As redes sociais são
o que sempre nos acompanhou enquanto sociedade quando
deparamos, na nossa relação diária, com família, com amigos,
no trabalho ou quando surge a necessidade de nos juntarmos
a outros para atingir objetivos comuns. O que importa é distinguir
o modelo de organização social, a rede, do instrumento
tecnológico de mediação, ou seja, distinguir entre as nossas
relações sociais e o instrumento tecnológico de mediação do
relacionamento. As redes sociais que criamos quando fazemos
uso do Facebook, Orkut ou quando passamos SMS em cadeia,
antes de serem tecnologias de mediação de redes sociais, são
pessoas ligadas em redes de relacionamento social interagindo.
Nos nossos jornais, nas nossas televisões e mesmo nas
telas dos nossos cinemas a temática das redes sociais, como o
Facebook ou Orkut, parece encontrar um espaço de atualidade
desmedido. Ao ler, ouvir e ver essas peças somos levados a pensar
que estamos a viver um tempo de absoluta novidade e que
as redes sociais são algo com que nunca antes nos deparamos.
Mas as redes sociais não são novidade. As redes sociais são
o que sempre nos acompanhou enquanto sociedade quando
deparamos, na nossa relação diária, com família, com amigos,
no trabalho ou quando surge a necessidade de nos juntarmos
a outros para atingir objetivos comuns. O que importa é distinguir
o modelo de organização social, a rede, do instrumento
tecnológico de mediação, ou seja, distinguir entre as nossas
relações sociais e o instrumento tecnológico de mediação do
relacionamento. As redes sociais que criamos quando fazemos
uso do Facebook, Orkut ou quando passamos SMS em cadeia,
antes de serem tecnologias de mediação de redes sociais, são
pessoas ligadas em redes de relacionamento social interagindo.
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In this paper I will argue that one can identify a number of changes in the context of communication in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new communication model. A communicational... more
In this paper I will argue that one can identify a number of changes in the context of communication
in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new
communication model. A communicational model that is no longer based on the idea of “mass” but
one of “network”. In addition to the structural change and the forces that shape it, one can also
identify a set of contextual changes that are, at times, the result of appropriation of this new
networked communication model and, at other times, a manifestation of the very development of a
new media system with a new identity. On the following pages I will enumerate the main
characteristics of this new communication model (Cardoso, 2008) and also highlight, amongst
other things, what are considered to be the main manifestations of change of context or, if we
prefer, of present futures, in the context of communication, its technologies, appropriations and
uses.
in our societies and that those changes can be interpreted in the light of the emergence of a new
communication model. A communicational model that is no longer based on the idea of “mass” but
one of “network”. In addition to the structural change and the forces that shape it, one can also
identify a set of contextual changes that are, at times, the result of appropriation of this new
networked communication model and, at other times, a manifestation of the very development of a
new media system with a new identity. On the following pages I will enumerate the main
characteristics of this new communication model (Cardoso, 2008) and also highlight, amongst
other things, what are considered to be the main manifestations of change of context or, if we
prefer, of present futures, in the context of communication, its technologies, appropriations and
uses.
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Are users innovators? The new communicational paradigm of our societies is built around the increasing role of the user as innovations developer and innovator in media content to be read, listen or viewed by others. Users have been... more
Are users innovators?
The new communicational paradigm of our societies is built around the increasing role
of the user as innovations developer and innovator in media content to be read, listen or
viewed by others. Users have been increasingly addressed as innovators in media, not
only because of the dissemination of the Internet and open source technologies but also
because of the individualisation of media, namely mobile phones, video cameras and
handheld mp3 and video players.
Innovation has to be understood as a dialectical process between participants of unequal power and influence in the marketplace and in the on-going patterns of consumption and use (Silverstone, 2005).
Cardoso, Gustavo e Rita Espanha (2009), The Users' Shaping of Networked
Communication, in J. Pierson, E.A. Mante-Meijer, E.F. Loos & B. Sapio (org.), (2009) Innovation for/by users. Brussel: COST-Opoce.
The new communicational paradigm of our societies is built around the increasing role
of the user as innovations developer and innovator in media content to be read, listen or
viewed by others. Users have been increasingly addressed as innovators in media, not
only because of the dissemination of the Internet and open source technologies but also
because of the individualisation of media, namely mobile phones, video cameras and
handheld mp3 and video players.
Innovation has to be understood as a dialectical process between participants of unequal power and influence in the marketplace and in the on-going patterns of consumption and use (Silverstone, 2005).
Cardoso, Gustavo e Rita Espanha (2009), The Users' Shaping of Networked
Communication, in J. Pierson, E.A. Mante-Meijer, E.F. Loos & B. Sapio (org.), (2009) Innovation for/by users. Brussel: COST-Opoce.
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How do we understand the specific relationship between digital technologies and social mobilization? This was the starting point for an analysis on the role of social networks in social mobilization in seventeen countries that a team of... more
How do we understand the specific relationship between digital technologies and social mobilization? This was the starting point for an analysis on the role of social networks in social mobilization in seventeen countries that a team of researchers at the Communication Lab of the University Institute of Lisbon in collaboration with the Gulbenkian Foundation developed during the first trimester of 2013. Our aim was, by focusing in an empirical analysis of a diverse set of countries and cultures, to discuss where we could find newness on social mobilization in relation to the use of information and communication technologies.
Research Interests:
seguinte relatório pretende disponibilizar ao leitor um olhar breve sobre o consumo de videojogos em Portugal, fazendo para tal uso dos principais resultados do inquérito Sociedade em Rede 2008 do OberCom. Com um repertório de... more
seguinte relatório pretende disponibilizar ao leitor um olhar breve sobre o
consumo de videojogos em Portugal, fazendo para tal uso dos principais
resultados do inquérito Sociedade em Rede 2008 do OberCom.
Com um repertório de investigação e literatura académica não tão extenso
como outros sectores tradicionais da comunicação, importa olhar para este
sector como uma importante indústria do audiovisual e multimédia. Em larga
medida por três ordens de razões.
Em primeiro lugar, constitui uma área dinâmica de inovação e criatividade
audiovisual, quer em termos de software, quer em termos de hardware. Basta
ter em atenção a constante mutação e aperfeiçoamento dos interfaces de
comunicação entre o utilizador e as tecnologias.
Segundo, representa um sector multifacetado, de coordenadas transversais ao
agregar múltiplas e heterogéneas expertises e agentes (de argumentistas,
programadores a compositores, entre tantos outros).
Terceiro, emerge como uma plataforma com crescente procura por parte das
marcas e publicitários, que pretende atingir uma melhor performance através
de estratégias de publicidade menos intrusivas, particularmente através do
product placement nos jogos.
consumo de videojogos em Portugal, fazendo para tal uso dos principais
resultados do inquérito Sociedade em Rede 2008 do OberCom.
Com um repertório de investigação e literatura académica não tão extenso
como outros sectores tradicionais da comunicação, importa olhar para este
sector como uma importante indústria do audiovisual e multimédia. Em larga
medida por três ordens de razões.
Em primeiro lugar, constitui uma área dinâmica de inovação e criatividade
audiovisual, quer em termos de software, quer em termos de hardware. Basta
ter em atenção a constante mutação e aperfeiçoamento dos interfaces de
comunicação entre o utilizador e as tecnologias.
Segundo, representa um sector multifacetado, de coordenadas transversais ao
agregar múltiplas e heterogéneas expertises e agentes (de argumentistas,
programadores a compositores, entre tantos outros).
Terceiro, emerge como uma plataforma com crescente procura por parte das
marcas e publicitários, que pretende atingir uma melhor performance através
de estratégias de publicidade menos intrusivas, particularmente através do
product placement nos jogos.
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O presente Flash Report centra a sua análise nas ferramentas de comunicação e interacção em tempo real mais populares – IM (instant messaging, programas de mensagens instantâneas), SOE (social online environment, redes sociais online),... more
O presente Flash Report centra a sua análise nas ferramentas de comunicação e interacção em tempo real mais populares – IM (instant messaging, programas de mensagens instantâneas), SOE (social online environment, redes sociais online), VoIP (voice over Internet protocol) – cujos modos de utilização confirmam o ciberespaço na sua dimensão comunicacional e enquanto espaço propício à desterritorialização das sociabilidades.
Com base nos dados do inquérito por questionário ‘A Sociedade em Rede em Portugal 2006’1, procurámos responder às seguintes questões: em Portugal, quais as taxas de utilização de IM, SOE e VoIP? Existem diferenças no perfil sociodemográfico dos seus utilizadores? Tem-se assistido à emergência de uma geração IM e/ou geração SOE? E ao nível do grau e intensidade das interacções online? Com quem interagem os sujeitos através do IM ou SOE? Quais os motivos subjacentes à utilização destas aplicações de interacção online?
IM (instant messaging, por exemplo MSN Messenger, Yahoo! Messenger, Sapo Messenger, ICQ, Google Talk, etc) é uma aplicação online que facilita a conversação sob a forma de texto, entre duas ou mais pessoas, em tempo real, e que permite a troca de ficheiros de texto, vídeo e áudio. Trata-se de uma actualização e melhoramento das primeiras gerações de UNIX talk dos anos 80 e dos GUI-based messaging e ICQ dos anos 90. Actualmente, os IM podem substituir, em muitas circunstâncias, os contactos via telefone fixo, telemóvel, SMS, email, correio físico (carta/postal), e a interacção face-a-face, possibilitando interagir com uma ou mais pessoas conhecidas no domínio pessoal e profissional, oferecendo um espaço de prolongamento de situações de interacção pré-existentes offline. Mais recentemente, os IM têm gradualmente integrado outras aplicações, nomeadamente video conferencing features, web conferencing services e VoIP, as quais permitem alargar o leque de usos em grupo especialmente no campo empresarial e organizacional. Algumas empresas têm desenvolvido também os IM no sentido de integrarem a oferta de conteúdos IP rádio e IPTV através das ferramentas de voz e vídeo.
VoIP (voice over Internet protocol, ex. Skype) é sobretudo uma aplicação online substituta da comunicação telefónica (com voz e imagem), com enormes potencialidades de comunicação não só entre indivíduos, como entre indivíduos e empresas e entidades públicas. Além disso, o VoIP acumula todas
Com base nos dados do inquérito por questionário ‘A Sociedade em Rede em Portugal 2006’1, procurámos responder às seguintes questões: em Portugal, quais as taxas de utilização de IM, SOE e VoIP? Existem diferenças no perfil sociodemográfico dos seus utilizadores? Tem-se assistido à emergência de uma geração IM e/ou geração SOE? E ao nível do grau e intensidade das interacções online? Com quem interagem os sujeitos através do IM ou SOE? Quais os motivos subjacentes à utilização destas aplicações de interacção online?
IM (instant messaging, por exemplo MSN Messenger, Yahoo! Messenger, Sapo Messenger, ICQ, Google Talk, etc) é uma aplicação online que facilita a conversação sob a forma de texto, entre duas ou mais pessoas, em tempo real, e que permite a troca de ficheiros de texto, vídeo e áudio. Trata-se de uma actualização e melhoramento das primeiras gerações de UNIX talk dos anos 80 e dos GUI-based messaging e ICQ dos anos 90. Actualmente, os IM podem substituir, em muitas circunstâncias, os contactos via telefone fixo, telemóvel, SMS, email, correio físico (carta/postal), e a interacção face-a-face, possibilitando interagir com uma ou mais pessoas conhecidas no domínio pessoal e profissional, oferecendo um espaço de prolongamento de situações de interacção pré-existentes offline. Mais recentemente, os IM têm gradualmente integrado outras aplicações, nomeadamente video conferencing features, web conferencing services e VoIP, as quais permitem alargar o leque de usos em grupo especialmente no campo empresarial e organizacional. Algumas empresas têm desenvolvido também os IM no sentido de integrarem a oferta de conteúdos IP rádio e IPTV através das ferramentas de voz e vídeo.
VoIP (voice over Internet protocol, ex. Skype) é sobretudo uma aplicação online substituta da comunicação telefónica (com voz e imagem), com enormes potencialidades de comunicação não só entre indivíduos, como entre indivíduos e empresas e entidades públicas. Além disso, o VoIP acumula todas
Research Interests:
O presente Flash Report faz uma caracterização dos Bloguers portugueses e da sua actividade de blogging, nas vertentes de consumidores e produtores de conteúdos da blogosfera, e as suas percepções acerca da credibilidade desses mesmos... more
O presente Flash Report faz uma caracterização dos Bloguers portugueses e da sua actividade de blogging, nas vertentes de consumidores e produtores de conteúdos da blogosfera, e as suas percepções acerca da credibilidade desses mesmos conteúdos comparativamente com os difundidos pelos mass media.
Surgido em 1997, o weblog nasceu como uma aplicação da Internet para produção de conteúdos pelos próprios utilizadores (user-generated content web application) cujos conteúdos inseridos são essencialmente comentários e links, organizados e arquivados por ordem cronológica do mais antigo para o mais recente, e rapidamente se afirmou como um espaço de formação e partilha de opinião acessível a todos os internautas que desejem produzir e partilhar conteúdos, fomentando a criação de uma corrente de comentários, opiniões e contributos que podem potenciar o surgimento de comunidades de opinião.
No conjunto dos self media que têm vindo a impulsionar novas dinâmicas comunicacionais através da Internet, o weblog tornou-se um dos mais populares e afirmativos, ao propor um espaço de acesso à construção da opinião pública para todos os indivíduos sem as limitações organizacionais e profissionais que estruturam o sistema dos mass media. A possibilidade de qualquer indivíduo construir o seu blogue e aceder de forma gratuita a inúmeros espaços de opinião formados por conteúdos diversificados e construídos sem os constrangimentos de agenda mediática, e de poder interagir e participar neles deixando os seus comentários e opiniões sem ter que possuir o estatuto de opinion maker (jornalista, especialista ou comentador) consagrado pelo sistema dos mass media, transforma não só os tradicionais receptores em produtores de conteúdos de opinião pública como também dilata e fragmenta o espaço público tradicional em múltiplos micro-media. (Ó Baoill 2004, Lagos e Halavais 2005, Rodrigues 2006, Tremayne 2007)
Deste modo, o universo dos blogues – a blogosfera – constitui-se como uma vasta rede de circulação de opinião que tem vindo a questionar o tradicional monopólio da designada indústria de opinião pública dos mass media e a publicar uma multiplicidade de versões oficiosas sobre a realidade excluída dos mass media tradicionais, através da sua própria dinâmica em rede, a qual não só multiplica exponencialmente o número de blogues e bloguers existentes a cada semana que passa, como se desdobra em múltiplas outras redes onde se entrecruzam as agendas públicas com as agendas de comunidades de interesses e as agendas pessoais.
Surgido em 1997, o weblog nasceu como uma aplicação da Internet para produção de conteúdos pelos próprios utilizadores (user-generated content web application) cujos conteúdos inseridos são essencialmente comentários e links, organizados e arquivados por ordem cronológica do mais antigo para o mais recente, e rapidamente se afirmou como um espaço de formação e partilha de opinião acessível a todos os internautas que desejem produzir e partilhar conteúdos, fomentando a criação de uma corrente de comentários, opiniões e contributos que podem potenciar o surgimento de comunidades de opinião.
No conjunto dos self media que têm vindo a impulsionar novas dinâmicas comunicacionais através da Internet, o weblog tornou-se um dos mais populares e afirmativos, ao propor um espaço de acesso à construção da opinião pública para todos os indivíduos sem as limitações organizacionais e profissionais que estruturam o sistema dos mass media. A possibilidade de qualquer indivíduo construir o seu blogue e aceder de forma gratuita a inúmeros espaços de opinião formados por conteúdos diversificados e construídos sem os constrangimentos de agenda mediática, e de poder interagir e participar neles deixando os seus comentários e opiniões sem ter que possuir o estatuto de opinion maker (jornalista, especialista ou comentador) consagrado pelo sistema dos mass media, transforma não só os tradicionais receptores em produtores de conteúdos de opinião pública como também dilata e fragmenta o espaço público tradicional em múltiplos micro-media. (Ó Baoill 2004, Lagos e Halavais 2005, Rodrigues 2006, Tremayne 2007)
Deste modo, o universo dos blogues – a blogosfera – constitui-se como uma vasta rede de circulação de opinião que tem vindo a questionar o tradicional monopólio da designada indústria de opinião pública dos mass media e a publicar uma multiplicidade de versões oficiosas sobre a realidade excluída dos mass media tradicionais, através da sua própria dinâmica em rede, a qual não só multiplica exponencialmente o número de blogues e bloguers existentes a cada semana que passa, como se desdobra em múltiplas outras redes onde se entrecruzam as agendas públicas com as agendas de comunidades de interesses e as agendas pessoais.
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O relatório A Televisão Digital Terrestre em Portugal - Do interesse ao conhecimento técnico relativo é o segundo documento da série de relatórios publicados pelo OberCom - Observatório da Comunicação, dedicada à exploração das questões... more
O relatório A Televisão Digital Terrestre em Portugal - Do interesse ao
conhecimento técnico relativo é o segundo documento da série de relatórios publicados
pelo OberCom - Observatório da Comunicação, dedicada à exploração das questões em
torno da mudança do sinal analógico de televisão para o sinal de Televisão Digital
Terrestre, actualmente em curso (switchover). É de sublinhar, também, a importância dos
relatórios A Televisão Digital em Portugal para o OberCom, na medida em que resultam
do projecto ADOPT-DTV1, uma parceria entre o Observatório, a Universidade Lusófona e
ANACOM, com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
O processo de switchover enfrenta, imperativamente, dificuldades em dois
aspectos. O primeiro, que se verifica em muitos outros países da Europa, é a
necessidade de informar massivamente as populações nacionais, uma tarefa muito
complexa, dependente não só do tipo de equipamento que as pessoas têm mas, também,
dos próprios perfis de literacia para os media próprios de cada indivíduo. Um processo
aparentemente simples não o é, de todo, na medida em que, para determinadas faixas
populacionais, a mera mudança do telecomando do televisor implica uma nova
aprendizagem.
conhecimento técnico relativo é o segundo documento da série de relatórios publicados
pelo OberCom - Observatório da Comunicação, dedicada à exploração das questões em
torno da mudança do sinal analógico de televisão para o sinal de Televisão Digital
Terrestre, actualmente em curso (switchover). É de sublinhar, também, a importância dos
relatórios A Televisão Digital em Portugal para o OberCom, na medida em que resultam
do projecto ADOPT-DTV1, uma parceria entre o Observatório, a Universidade Lusófona e
ANACOM, com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
O processo de switchover enfrenta, imperativamente, dificuldades em dois
aspectos. O primeiro, que se verifica em muitos outros países da Europa, é a
necessidade de informar massivamente as populações nacionais, uma tarefa muito
complexa, dependente não só do tipo de equipamento que as pessoas têm mas, também,
dos próprios perfis de literacia para os media próprios de cada indivíduo. Um processo
aparentemente simples não o é, de todo, na medida em que, para determinadas faixas
populacionais, a mera mudança do telecomando do televisor implica uma nova
aprendizagem.
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televisão digital: quando questionados sobre se a televisão digital é melhor do que a analógica, 52,8% dos inquiridos optou pela categoria de resposta “não sabe/não responde”.... more
televisão digital: quando questionados sobre se a televisão digital é melhor do que a
analógica, 52,8% dos inquiridos optou pela categoria de resposta “não sabe/não
responde”.
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TDT – a promessa da televisão do futuro
Apesar das novas ofertas de televisão digital existentes no mercado e do início das
transmissões da televisão digital terrestre (TDT) agendado para 2009, verifica-se que
a população portuguesa ainda não tem uma opinião consolidada em relação a este
novo sistema televisivo. De acordo com os dados do inquérito A Televisão Digital
Terrestre em Portugal 2008 (OberCom, 2008a), mesmo após uma breve explicação
aos inquiridos sobre do que é a televisão digital e a TDT, o facto que primeiro se
destaca quando analisamos os resultados é a elevada proporção da categoria de
resposta “não sabe/ não responde”. Tal permite-nos inferir que a população
portuguesa ainda não tem uma opinião formada em relação a estas temáticas. Por
exemplo, 45,1% dos inquiridos respondeu “não sabe/não responde” à questão: “a TDT
vai ser cara”, assim como 42,8% à questão “a utilização dos serviços digitais é
complicada”.
analógica, 52,8% dos inquiridos optou pela categoria de resposta “não sabe/não
responde”.
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TDT – a promessa da televisão do futuro
Apesar das novas ofertas de televisão digital existentes no mercado e do início das
transmissões da televisão digital terrestre (TDT) agendado para 2009, verifica-se que
a população portuguesa ainda não tem uma opinião consolidada em relação a este
novo sistema televisivo. De acordo com os dados do inquérito A Televisão Digital
Terrestre em Portugal 2008 (OberCom, 2008a), mesmo após uma breve explicação
aos inquiridos sobre do que é a televisão digital e a TDT, o facto que primeiro se
destaca quando analisamos os resultados é a elevada proporção da categoria de
resposta “não sabe/ não responde”. Tal permite-nos inferir que a população
portuguesa ainda não tem uma opinião formada em relação a estas temáticas. Por
exemplo, 45,1% dos inquiridos respondeu “não sabe/não responde” à questão: “a TDT
vai ser cara”, assim como 42,8% à questão “a utilização dos serviços digitais é
complicada”.
Research Interests:
oferecidas pela televisão digital, nomeadamente no caso dos actuais subscritores deste serviço, a sua utilização efectiva permance de forma geral muito reduzida, continuando a experiência televisiva dos portugueses a ser moldada pelos... more
oferecidas pela televisão digital, nomeadamente no caso dos actuais subscritores
deste serviço, a sua utilização efectiva permance de forma geral muito reduzida,
continuando a experiência televisiva dos portugueses a ser moldada pelos padrões
tradicionais de visionamento de televisão.
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TV digital: Práticas de visionamento permanecem enraizadas num modelo
tradicional de consumo de televisão
Apesar da recente expansão da televisão digital em Portugal, a experiência televisiva
dos indivíduos que actualmente já usufruem de um serviço desta natureza permanece
moldada pelos padrões tradicionais de visionamento de televisão. De facto, a
percentagem de pessoas que tira partido das potencialidades deste novo sistema de
televisão permanece muito reduzido. Por exemplo, apenas 19,7% dos inquiridos que
tem televisão digital já utilizou os serviços de Video-on-demand (VOD), e apenas
19,7% já ouviu rádio através da televisão. O serviço que parece ter uma maior
utilidade para os portugueses é o guia electrónico de programação: 51,3% dos
indivíduos que dispõe de televisão digital afirmou já o ter utilizado.
deste serviço, a sua utilização efectiva permance de forma geral muito reduzida,
continuando a experiência televisiva dos portugueses a ser moldada pelos padrões
tradicionais de visionamento de televisão.
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TV digital: Práticas de visionamento permanecem enraizadas num modelo
tradicional de consumo de televisão
Apesar da recente expansão da televisão digital em Portugal, a experiência televisiva
dos indivíduos que actualmente já usufruem de um serviço desta natureza permanece
moldada pelos padrões tradicionais de visionamento de televisão. De facto, a
percentagem de pessoas que tira partido das potencialidades deste novo sistema de
televisão permanece muito reduzido. Por exemplo, apenas 19,7% dos inquiridos que
tem televisão digital já utilizou os serviços de Video-on-demand (VOD), e apenas
19,7% já ouviu rádio através da televisão. O serviço que parece ter uma maior
utilidade para os portugueses é o guia electrónico de programação: 51,3% dos
indivíduos que dispõe de televisão digital afirmou já o ter utilizado.
Research Interests:
A cerca de quatro anos da data prevista para o switchover, mais de dois quintos dos portugueses (43,6%) nunca ouviu falar de televisão digital, e mais de quatro quintos (83,7%) nunca ouviu falar de televisão digital terrestre (TDT).... more
A cerca de quatro anos da data prevista para o switchover, mais de dois quintos dos portugueses (43,6%) nunca ouviu falar de televisão digital, e mais de quatro quintos (83,7%) nunca ouviu falar de televisão digital terrestre (TDT).
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TD quê???
O grau de conhecimento1 relativamente à televisão digital e tecnologias relacionadas permanece relativamente reduzido em Portugal. De facto, apenas 56,4% dos portugueses já ouviu falar de televisão digital, sendo que desses, apenas 45,0% referiu saber em que consistia essa nova forma de transmissão televisiva (ou seja, 25% do total da população portuguesa).
Conhecimento da televisão digital na Europa (2007)
Similarmente, apenas 16,3% dos respondentes já ouviu falar de TDT (lembre-se que o trabalho de campo do presente estudo, que decorreu em Fevereiro de 2008, deu-se numa altura em que a TDT era um hot topic nos media, em consequência do anúncio da abertura do concurso para a atribuição das licenças), e apenas 3,2% dos inquiridos afirmou já ter ouvido falar de switchover digital.
- 82% dos espanhóis já ouviu falar da TDT, e 51,1% do switchover (Impulsa TDT)
- 89% dos ingleses estão a par
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TD quê???
O grau de conhecimento1 relativamente à televisão digital e tecnologias relacionadas permanece relativamente reduzido em Portugal. De facto, apenas 56,4% dos portugueses já ouviu falar de televisão digital, sendo que desses, apenas 45,0% referiu saber em que consistia essa nova forma de transmissão televisiva (ou seja, 25% do total da população portuguesa).
Conhecimento da televisão digital na Europa (2007)
Similarmente, apenas 16,3% dos respondentes já ouviu falar de TDT (lembre-se que o trabalho de campo do presente estudo, que decorreu em Fevereiro de 2008, deu-se numa altura em que a TDT era um hot topic nos media, em consequência do anúncio da abertura do concurso para a atribuição das licenças), e apenas 3,2% dos inquiridos afirmou já ter ouvido falar de switchover digital.
- 82% dos espanhóis já ouviu falar da TDT, e 51,1% do switchover (Impulsa TDT)
- 89% dos ingleses estão a par
Research Interests:
Quais são, na TV generalista, os Apresentadores de Noticiários preferidos dos portugueses? Globalmente, os portugueses preferem qualificar positivamente os apresentadores de noticiários e mostram-se mais reservados quanto a criticá-los... more
Quais são, na TV generalista, os Apresentadores de Noticiários preferidos dos
portugueses?
Globalmente, os portugueses preferem qualificar positivamente os apresentadores de
noticiários e mostram-se mais reservados quanto a criticá-los negativamente. A taxa
de resposta é superior a 50% quando se pede que os inquiridos se pronunciem sobre
qualificativos positivos como o apresentador preferido, o mais credível e o mais
divertido. Por contraste, uma taxa resposta muito inferior (entre17-28%) quando se
tratam de qualificativos negativos, tais como eleger o apresentador menos
interessante e aquele de que não gosta/suporta
portugueses?
Globalmente, os portugueses preferem qualificar positivamente os apresentadores de
noticiários e mostram-se mais reservados quanto a criticá-los negativamente. A taxa
de resposta é superior a 50% quando se pede que os inquiridos se pronunciem sobre
qualificativos positivos como o apresentador preferido, o mais credível e o mais
divertido. Por contraste, uma taxa resposta muito inferior (entre17-28%) quando se
tratam de qualificativos negativos, tais como eleger o apresentador menos
interessante e aquele de que não gosta/suporta
Research Interests:
O relatório A Televisão em Portugal é, a par dos relatórios A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão e A Rádio em Portugal – Análise das audiências e dinâmicas concorrenciais do mercado radiofónico português, um dos... more
O relatório A Televisão em Portugal é, a par dos relatórios A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão e A Rádio em Portugal – Análise das audiências e dinâmicas concorrenciais do mercado radiofónico português, um dos relatórios mais complexos e completos produzidos pelo OberCom sobre o mercado dos media em Portugal. Nesta versão, actualizamos as edições anteriores do relatório com os dados relativos a 2014.
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma versão mais completa do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2014.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse surgir sobre esta área competitiva e sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado televisivo e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado tem como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem ora de forma por vezes brusca, ora por vezes por inércias, junto das audiências
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma versão mais completa do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2014.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse surgir sobre esta área competitiva e sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado televisivo e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado tem como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem ora de forma por vezes brusca, ora por vezes por inércias, junto das audiências
Research Interests:
O relatório A Televisão em Portugal é, a par dos relatórios A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão e A Rádio em Portugal – Análise das audiências e dinâmicas concorrenciais do mercado radiofónico português, um dos... more
O relatório A Televisão em Portugal é, a par dos relatórios A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão e A Rádio em Portugal – Análise das audiências e dinâmicas concorrenciais do mercado radiofónico português, um dos relatórios mais complexos e completos produzidos pelo OberCom sobre o mercado dos media em Portugal.
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma actualização do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2013.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse surgir sobre esta área competitiva e sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado televisivo e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado tem como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem ora de forma por vezes brusca, ora por vezes por inércias, junto das audiências.
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma actualização do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2013.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse surgir sobre esta área competitiva e sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado televisivo e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado tem como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem ora de forma por vezes brusca, ora por vezes por inércias, junto das audiências.
Research Interests:
O relatório A Televisão em Portugal é, a par do relatório A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão para o sector da imprensa, um dos relatórios mais complexos e completos produzidos pelo OberCom sobre o mercado dos... more
O relatório A Televisão em Portugal é, a par do relatório A Imprensa em Portugal – Performances e Indicadores de Gestão para o sector da imprensa, um dos relatórios mais complexos e completos produzidos pelo OberCom sobre o mercado dos media em Portugal.
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma actualização do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2012.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse emergir sobre uma área competitiva muito sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem de forma por vezes brusca, por vezes marcada por inércia, nas audiências.
Inicialmente, este relatório pretendeu ser uma actualização do documento Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo português entre 1999 e 2006 (disponível em www.obercom.pt) mas rapidamente assumiu uma outra dimensão diferente da mera actualização dos indicadores sobre a indústria televisiva, entre 1999 e 2012.
Analisamos aqui as audiências televisivas recorrendo a dados Marktest e compilámos, organizámos e sistematizámos os dados de modo a que um conjunto de novas informações pudesse emergir sobre uma área competitiva muito sensível à mudança.
O presente relatório procede à construção de indicadores e leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também despertar a curiosidade do público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
A realidade televisiva em Portugal mudou substancialmente desde a publicação do primeiro relatório do OberCom em meados da década de 2000. O mercado televisivo português é (quase) tão complexo de analisar como exigente para os agentes do sector. Por isso, os dados processados ao longo deste relatório revelaram um padrão de “concorrência dinâmica” (isto é, caracterizado por inovação e transformações estruturais) que se reflectem de forma por vezes brusca, por vezes marcada por inércia, nas audiências.
Research Interests:
Perfis e caracterização do consumo de Televisão, em Portugal 1) A esmagadora maioria dos inquiridos (99,0%) tem pelo menos um aparelho de Televisão em casa, sendo que os resultados obtidos em 2008 foram ligeiramente superiores, apontando... more
Perfis e caracterização do consumo de Televisão, em Portugal
1) A esmagadora maioria dos inquiridos (99,0%) tem pelo menos um aparelho de Televisão em casa, sendo que os resultados obtidos em 2008 foram ligeiramente superiores, apontando à data para praticamente 100% de inquiridos que dispunham de um aparelho de televisão. Uma considerável maioria de inquiridos (70,6%) não dispõe ainda de um sistema/ecrã de plasma/LED/Flat Screen.
2) A grande maioria dos inquiridos (>70%) considera que ter acesso à Televisão é importante sempre que se procura informação sobre assuntos em geral e sempre que o objectivo passa pelo entretenimento.
3) TV por Cabo e Antena são tidas pelos inquiridos como os dois mais comuns acessos a Televisão em casa. A diferença entre o número de inquiridos que consideravam, em 2008, ter TV por Antena, por comparação com a TV por Cabo, diminui em 2010. Isto explica-se pelo facto do número de inquiridos com TV por Cabo ter crescido e o número de inquiridos que dispõem de Antena ter decrescido. Interior, Alentejo, Centro e Norte Litoral são as regiões que apresentam ainda maior percentagem de inquiridos (acima de 50%) com acesso a Televisão por Antena. Algarve, Grande Lisboa e Grande Porto são, em contrapartida, zonas onde a taxa de penetração de TV por Cabo supera já claramente o registado para o acesso por Antena.
4) Na sua generalidade, os inquiridos concordam com a ideia de que a Televisão é uma boa forma de passar o tempo, tem uma boa oferta de conteúdos em horário adequado, e pode ser uma boa companhia ou um bom facilitador de reunião de familiares.
1) A esmagadora maioria dos inquiridos (99,0%) tem pelo menos um aparelho de Televisão em casa, sendo que os resultados obtidos em 2008 foram ligeiramente superiores, apontando à data para praticamente 100% de inquiridos que dispunham de um aparelho de televisão. Uma considerável maioria de inquiridos (70,6%) não dispõe ainda de um sistema/ecrã de plasma/LED/Flat Screen.
2) A grande maioria dos inquiridos (>70%) considera que ter acesso à Televisão é importante sempre que se procura informação sobre assuntos em geral e sempre que o objectivo passa pelo entretenimento.
3) TV por Cabo e Antena são tidas pelos inquiridos como os dois mais comuns acessos a Televisão em casa. A diferença entre o número de inquiridos que consideravam, em 2008, ter TV por Antena, por comparação com a TV por Cabo, diminui em 2010. Isto explica-se pelo facto do número de inquiridos com TV por Cabo ter crescido e o número de inquiridos que dispõem de Antena ter decrescido. Interior, Alentejo, Centro e Norte Litoral são as regiões que apresentam ainda maior percentagem de inquiridos (acima de 50%) com acesso a Televisão por Antena. Algarve, Grande Lisboa e Grande Porto são, em contrapartida, zonas onde a taxa de penetração de TV por Cabo supera já claramente o registado para o acesso por Antena.
4) Na sua generalidade, os inquiridos concordam com a ideia de que a Televisão é uma boa forma de passar o tempo, tem uma boa oferta de conteúdos em horário adequado, e pode ser uma boa companhia ou um bom facilitador de reunião de familiares.
Research Interests:
Estrutura do Mercado Televisivo Português Neste primeiro momento, efectua-se uma análise da estrutura de mercado na indústria televisiva no período compreendido entre 1999 e 2008. Contemplam-se as dinâmicas concorrenciais do mercado... more
Estrutura do Mercado Televisivo Português
Neste primeiro momento, efectua-se uma análise da estrutura de mercado na indústria
televisiva no período compreendido entre 1999 e 2008. Contemplam-se as dinâmicas
concorrenciais do mercado televisivo, comparam-se as quotas de mercado dos vários
canais televisivos e estimam-se indicadores de concentração e de turbulência
competitiva. Analisam-se os valores do espaço do “prime-time” e do”share global”,
procurando identificar movimentos oscilantes ou de viragem e as principais tendências
no funcionamento do mercado televisivo português.
Antes de mais, é necessário que se tenha em atenção alguns aspectos metodológicos:
- Os valores utilizados para a RTP são a combinação dos “shares” individuais da
RTP1; RTP2:, RTP África, RTPN e RTP Memória.
- Os valores utilizados para a SIC são a combinação da soma dos “shares” individuais
dos canais SIC, SIC Notícias, SIC Comédia (refira-se que este canal não é analisado a
partir de 2007, pela sua retirada do mercado televisivo), SIC Radical e SIC Mulher;
- Considerou-se como “mercado relevante” a interacção media-público(s) através do
canal de distribuição “ecrã de televisão”;
- A TVI é analisada por si só, como canal singular, dado que até à data de término da
análise não contava ainda com a TVI 24;
Neste primeiro momento, efectua-se uma análise da estrutura de mercado na indústria
televisiva no período compreendido entre 1999 e 2008. Contemplam-se as dinâmicas
concorrenciais do mercado televisivo, comparam-se as quotas de mercado dos vários
canais televisivos e estimam-se indicadores de concentração e de turbulência
competitiva. Analisam-se os valores do espaço do “prime-time” e do”share global”,
procurando identificar movimentos oscilantes ou de viragem e as principais tendências
no funcionamento do mercado televisivo português.
Antes de mais, é necessário que se tenha em atenção alguns aspectos metodológicos:
- Os valores utilizados para a RTP são a combinação dos “shares” individuais da
RTP1; RTP2:, RTP África, RTPN e RTP Memória.
- Os valores utilizados para a SIC são a combinação da soma dos “shares” individuais
dos canais SIC, SIC Notícias, SIC Comédia (refira-se que este canal não é analisado a
partir de 2007, pela sua retirada do mercado televisivo), SIC Radical e SIC Mulher;
- Considerou-se como “mercado relevante” a interacção media-público(s) através do
canal de distribuição “ecrã de televisão”;
- A TVI é analisada por si só, como canal singular, dado que até à data de término da
análise não contava ainda com a TVI 24;
Research Interests:
Com o início das emissões de TDT (Televisão Digital Terrestre) em Portugal previsto para o próximo dia 29 de Abril, e a crescente consolidação das ofertas de IPTV, o sector televisivo atravessa na era actual uma fase de profundas... more
Com o início das emissões de TDT (Televisão Digital Terrestre) em Portugal
previsto para o próximo dia 29 de Abril, e a crescente consolidação das ofertas de
IPTV, o sector televisivo atravessa na era actual uma fase de profundas alterações,
quer em termos de dinâmicas do mercado, quer no que se refere aos consumos.
Ao longo da sua história, a televisão teve de se adaptar a outras mudanças
(Papathanassopoulos, 2002; Cambini e Valletti, 2002). Por exemplo, quando apareceu
o VHS, as audiências tiveram pela primeira vez a capacidade de controlar o que viam
e quando, podendo evitar a exposição aos espaços publicitários. Também a
introdução da TV a cabo, que permitiu um aumento exponencial da oferta de canais
disponíveis, veio criar uma fragmentação mais acentuada das audiências. Mais tarde,
com o surgimento do Digital Vídeo Recorder (DVR), essas novas tendências de
consumo voltaram a ser reforçadas. De igual modo, serviços tais como o Replay TV ou
o TiVo vieram criar novas lógicas de empowerment e de autonomia das audiências,
cuja capacidade de controlo cresceu ao ponto de cada um poder “programar” o seu
próprio canal de televisão (Colombo, 2006; OberCom, 2007; Picard e Brown, 2004)
previsto para o próximo dia 29 de Abril, e a crescente consolidação das ofertas de
IPTV, o sector televisivo atravessa na era actual uma fase de profundas alterações,
quer em termos de dinâmicas do mercado, quer no que se refere aos consumos.
Ao longo da sua história, a televisão teve de se adaptar a outras mudanças
(Papathanassopoulos, 2002; Cambini e Valletti, 2002). Por exemplo, quando apareceu
o VHS, as audiências tiveram pela primeira vez a capacidade de controlar o que viam
e quando, podendo evitar a exposição aos espaços publicitários. Também a
introdução da TV a cabo, que permitiu um aumento exponencial da oferta de canais
disponíveis, veio criar uma fragmentação mais acentuada das audiências. Mais tarde,
com o surgimento do Digital Vídeo Recorder (DVR), essas novas tendências de
consumo voltaram a ser reforçadas. De igual modo, serviços tais como o Replay TV ou
o TiVo vieram criar novas lógicas de empowerment e de autonomia das audiências,
cuja capacidade de controlo cresceu ao ponto de cada um poder “programar” o seu
próprio canal de televisão (Colombo, 2006; OberCom, 2007; Picard e Brown, 2004)
Research Interests:
O relatório que em seguida se apresenta resulta da análise de dados recolhidos no estudo “O Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses”, apoiado pela FCT. São aqui abordadas as apropriações da Internet realizadas no contexto de três... more
O relatório que em seguida se apresenta resulta da análise de dados
recolhidos no estudo “O Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses”,
apoiado pela FCT.
São aqui abordadas as apropriações da Internet realizadas no contexto
de três empresas de jornalismo televisivo português, visíveis nos respectivos
sites, focando também as perspectivas dos seus profissionais no que diz
respeito às mudanças introduzidas pela Internet, nomeadamente ao nível da
produção e distribuição da informação noticiosa, da relação com o públicoutilizador
da mesma, bem como sobre quais as futuras tendências do
jornalismo televisivo on-line.
Na análise detectou-se a existência de uma cultura organizacional
moderadamente favorável ao uso da Internet no contexto do jornalismo
televisivo português, a par da constatação da necessidade de efectuar rupturas
de carácter funcional e conceptual face ao modelo de jornalismo televisivo
tradicional, e dos obstáculos (sociais, culturais e financeiros) com as que as
televisões se deparam.
Sendo a televisão o media com maior número de utilizadores
(telespectadores) e também aquele a que concedemos mais horas do nosso
dia a dia, é natural que tenha sido ela a principal prejudicada pela entrada em
cena da internet. Quem usa internet vê menos televisão, tanto em Portugal
quanto na maioria dos países mais desenvolvidos. Daí, que seja fundamental
compreender que estratégias a televisão procura colocar no terreno para tirar
partido da internet e como essa utilização cria um novo hipertexto mental entre
diferentes media, ou seja como a televisão está a contribuir para o fim da
comunicação de massas e a sua substituição pela comunicação em rede.
O texto que a seguir se apresenta contém a análise das emissões dos
telejornais da RTP1, SIC e TVI ao longo de um conjunto de semanas dos anos
de 2004/2005.
Após a análise aqui realizada, a experimentação televisiva na internet
tem continuado e com ela, também, a procura de inovação e de manutenção
de receitas num negócio já com quase 50 anos de presença diária nas nossas
salas e vidas.
No entanto, as bases estruturais do processo de convivência entre
Internet e Televisão parecem ter sido já definidos, pelo que este estudo se
detém, essencialmente, sobre esse contributo analítico: os traços estruturais da
relação entre televisão e Internet traçados na primeira metade da década de
2000.
recolhidos no estudo “O Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses”,
apoiado pela FCT.
São aqui abordadas as apropriações da Internet realizadas no contexto
de três empresas de jornalismo televisivo português, visíveis nos respectivos
sites, focando também as perspectivas dos seus profissionais no que diz
respeito às mudanças introduzidas pela Internet, nomeadamente ao nível da
produção e distribuição da informação noticiosa, da relação com o públicoutilizador
da mesma, bem como sobre quais as futuras tendências do
jornalismo televisivo on-line.
Na análise detectou-se a existência de uma cultura organizacional
moderadamente favorável ao uso da Internet no contexto do jornalismo
televisivo português, a par da constatação da necessidade de efectuar rupturas
de carácter funcional e conceptual face ao modelo de jornalismo televisivo
tradicional, e dos obstáculos (sociais, culturais e financeiros) com as que as
televisões se deparam.
Sendo a televisão o media com maior número de utilizadores
(telespectadores) e também aquele a que concedemos mais horas do nosso
dia a dia, é natural que tenha sido ela a principal prejudicada pela entrada em
cena da internet. Quem usa internet vê menos televisão, tanto em Portugal
quanto na maioria dos países mais desenvolvidos. Daí, que seja fundamental
compreender que estratégias a televisão procura colocar no terreno para tirar
partido da internet e como essa utilização cria um novo hipertexto mental entre
diferentes media, ou seja como a televisão está a contribuir para o fim da
comunicação de massas e a sua substituição pela comunicação em rede.
O texto que a seguir se apresenta contém a análise das emissões dos
telejornais da RTP1, SIC e TVI ao longo de um conjunto de semanas dos anos
de 2004/2005.
Após a análise aqui realizada, a experimentação televisiva na internet
tem continuado e com ela, também, a procura de inovação e de manutenção
de receitas num negócio já com quase 50 anos de presença diária nas nossas
salas e vidas.
No entanto, as bases estruturais do processo de convivência entre
Internet e Televisão parecem ter sido já definidos, pelo que este estudo se
detém, essencialmente, sobre esse contributo analítico: os traços estruturais da
relação entre televisão e Internet traçados na primeira metade da década de
2000.
Research Interests:
O conhecimento económico sobre o funcionamento dos sectores faz-nos saber que a evolução das estratégias competitivas das empresas e a distribuição do poder de mercado são variáveis intimamente relacionadas com o desempenho financeiro das... more
O conhecimento económico sobre o funcionamento dos sectores faz-nos saber que a evolução das estratégias competitivas das empresas e a distribuição do poder de mercado são variáveis intimamente relacionadas com o desempenho financeiro das empresas ou grupos que actuam num determinado negócio.
Este estudo faz uma análise da estrutura de mercado no sector da televisão no período 1999-2006. Analisam-se as dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo, comparam-se quotas de mercado e estimam-se indicadores de concentração de mercado e de turbulência competitiva.
Utilizam-se valores para “prime-time” e de “share” global e orienta-se a análise para movimentos de médio e longo prazo com o objectivo de detectar tendências robustas de funcionamento do mercado televisivo português. Mas, como a história recente demonstrou, são possíveis momentos de viragem na organização neste sector que não podem ser simplesmente antecipadas com base na informação sobre tendências passadas.
O documento está organizado da seguinte forma. Na secção 2 traçam-se linhas interpretativas para descodificar as características estruturais deste mercado. Na secção 3 aprofunda-se a análise às quotas de mercado. Nesta secção avança-se um tratamento explícito e quantitativo sobre a natureza da concentração neste sector. Na secção 4 apresenta-se uma análise da instabilidade competitiva. A secção 5 conclui e resume os principais resultados. Gustavo Cardoso assina a secção 2 e Sandro Mendonça as secções 3, 4 e 5
Este estudo faz uma análise da estrutura de mercado no sector da televisão no período 1999-2006. Analisam-se as dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo, comparam-se quotas de mercado e estimam-se indicadores de concentração de mercado e de turbulência competitiva.
Utilizam-se valores para “prime-time” e de “share” global e orienta-se a análise para movimentos de médio e longo prazo com o objectivo de detectar tendências robustas de funcionamento do mercado televisivo português. Mas, como a história recente demonstrou, são possíveis momentos de viragem na organização neste sector que não podem ser simplesmente antecipadas com base na informação sobre tendências passadas.
O documento está organizado da seguinte forma. Na secção 2 traçam-se linhas interpretativas para descodificar as características estruturais deste mercado. Na secção 3 aprofunda-se a análise às quotas de mercado. Nesta secção avança-se um tratamento explícito e quantitativo sobre a natureza da concentração neste sector. Na secção 4 apresenta-se uma análise da instabilidade competitiva. A secção 5 conclui e resume os principais resultados. Gustavo Cardoso assina a secção 2 e Sandro Mendonça as secções 3, 4 e 5
Research Interests:
reflexões realizadas por investigadores do OberCom com base em dados apurados pelo projecto de investigação “O Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses”, desenvolvido no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo... more
reflexões realizadas por investigadores do OberCom com base em dados
apurados pelo projecto de investigação “O Impacto da Internet nos Mass Media
Portugueses”, desenvolvido no âmbito da Fundação para a Ciência e
Tecnologia e pelo CIES-ISCTE e tem como principal objectivo compreender as
apropriações sociais da Internet no contexto radiofónico português.
Nesta análise, para além dos conteúdos e das formas de apropriação
que as páginas das diferentes rádios espelham, procura-se salientar as
perspectivas dos seus profissionais (jornalistas e animadores) sobre as
mudanças introduzidas pelas novas tecnologias ao nível da produção,
distribuição da informação e na relação com os ouvintes. Num segundo
momento apresenta-se também uma discussão sobre a perspectiva dos
profissionais sobre as tendências da rádio, em geral, e do jornalismo
radiofónico em particular.
De entre as principais conclusões propiciadas por esta análise surge a
constatação de que existe hoje uma cultura organizacional favorável ao uso da
Internet no contexto radiofónico português. Essa cultura manifesta-se no
objectivo de ampliação da participação dos ouvintes, na multiplicação de
plataformas de acesso à informação, nas rupturas de carácter funcional e
conceptual promovidas e necessárias para transformar o modelo de rádio (de
informação e de entretenimento) tradicional e, por último, na percepção por
parte dos profissionais dos obstáculos (sociais, culturais e financeiros) com as
que as rádios se deparam no curto e no médio prazo.
apurados pelo projecto de investigação “O Impacto da Internet nos Mass Media
Portugueses”, desenvolvido no âmbito da Fundação para a Ciência e
Tecnologia e pelo CIES-ISCTE e tem como principal objectivo compreender as
apropriações sociais da Internet no contexto radiofónico português.
Nesta análise, para além dos conteúdos e das formas de apropriação
que as páginas das diferentes rádios espelham, procura-se salientar as
perspectivas dos seus profissionais (jornalistas e animadores) sobre as
mudanças introduzidas pelas novas tecnologias ao nível da produção,
distribuição da informação e na relação com os ouvintes. Num segundo
momento apresenta-se também uma discussão sobre a perspectiva dos
profissionais sobre as tendências da rádio, em geral, e do jornalismo
radiofónico em particular.
De entre as principais conclusões propiciadas por esta análise surge a
constatação de que existe hoje uma cultura organizacional favorável ao uso da
Internet no contexto radiofónico português. Essa cultura manifesta-se no
objectivo de ampliação da participação dos ouvintes, na multiplicação de
plataformas de acesso à informação, nas rupturas de carácter funcional e
conceptual promovidas e necessárias para transformar o modelo de rádio (de
informação e de entretenimento) tradicional e, por último, na percepção por
parte dos profissionais dos obstáculos (sociais, culturais e financeiros) com as
que as rádios se deparam no curto e no médio prazo.
Research Interests:
No presente relatório identificam-se algumas tendências de consumo de jornais, em Portugal, por comparação com outros Media e outras plataformas. Os dados que servem de suporte a este relatório foram recolhidos no âmbito do Inquérito... more
No presente relatório identificam-se algumas tendências de consumo de jornais, em Portugal, por comparação com outros Media e outras plataformas. Os dados que servem de suporte a este relatório foram recolhidos no âmbito do Inquérito Sociedade em Rede 2010, tendo algumas comparações sido feitas com o mesmo Inquérito levado para o terreno em 2008.
No primeiro capítulo – Sumário Executivo – apresenta-se uma súmula dos resultados mais relevantes.
Nos restantes capítulos, segue-se uma abordagem descritiva das questões associadas à Imprensa que resultam da edição de 2010 do Inquérito “Sociedade em Rede”, promovido pelo OberCom.
Este inquérito foi realizado a indivíduos com 15 e mais anos de idade, residentes em Portugal Continental. Foram validadas 1255 entrevistas, tendo os respondentes sido seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo, Idade, Instrução, Ocupação, Região e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais.
Os resultados da investigação desenvolvida vêm complementar estudos já realizados pelo OberCom, que continuam a promover e lançar questões para debate sobre o actual estado do Jornalismo e da Imprensa em Portugal. São exemplos os estudos “Barómetro Media e Comunicação” e “Desafios do Jornalismo”, este último desenvolvido e inspirado nas metodologias e análises do “Pew Project for the Excellence in Journalism” e na sua compreensão do fenómeno jornalístico nos EUA através do inquérito a cerca de 550 jornalistas deste país.
A edição de 2010 do Inquérito Sociedade em Rede procura, entre outros, responder e colocar questões fulcrais sobre a Imprensa, adiantando resultados que nos permitam não só perceber o posicionamento da Imprensa nos seus moldes mais tradicionais, como também compreender de que forma é feita, pelos consumidores, a transição para as plataformas online e outros registos baseados num consumo multiplataforma.
Os indicadores estatísticos foram analisados e cruzados com as determinações sócio-económicas da amostra (género, escalão etário, grau de escolaridade e região), constando da análise final apenas as comparações reveladoras de tendências expressivas e significativas.
No primeiro capítulo – Sumário Executivo – apresenta-se uma súmula dos resultados mais relevantes.
Nos restantes capítulos, segue-se uma abordagem descritiva das questões associadas à Imprensa que resultam da edição de 2010 do Inquérito “Sociedade em Rede”, promovido pelo OberCom.
Este inquérito foi realizado a indivíduos com 15 e mais anos de idade, residentes em Portugal Continental. Foram validadas 1255 entrevistas, tendo os respondentes sido seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo, Idade, Instrução, Ocupação, Região e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais.
Os resultados da investigação desenvolvida vêm complementar estudos já realizados pelo OberCom, que continuam a promover e lançar questões para debate sobre o actual estado do Jornalismo e da Imprensa em Portugal. São exemplos os estudos “Barómetro Media e Comunicação” e “Desafios do Jornalismo”, este último desenvolvido e inspirado nas metodologias e análises do “Pew Project for the Excellence in Journalism” e na sua compreensão do fenómeno jornalístico nos EUA através do inquérito a cerca de 550 jornalistas deste país.
A edição de 2010 do Inquérito Sociedade em Rede procura, entre outros, responder e colocar questões fulcrais sobre a Imprensa, adiantando resultados que nos permitam não só perceber o posicionamento da Imprensa nos seus moldes mais tradicionais, como também compreender de que forma é feita, pelos consumidores, a transição para as plataformas online e outros registos baseados num consumo multiplataforma.
Os indicadores estatísticos foram analisados e cruzados com as determinações sócio-económicas da amostra (género, escalão etário, grau de escolaridade e região), constando da análise final apenas as comparações reveladoras de tendências expressivas e significativas.
Research Interests:
Numa época em que a palavra crise é parte das nossas vidas, nas suas várias dimensões, ao nível sectorial e ao nível regional, também a imprensa escrita sofre os efeitos de uma conjuntura global severa. Interessa, por isso, perceber de... more
Numa época em que a palavra crise é parte das nossas vidas, nas suas várias dimensões, ao nível sectorial e ao nível regional, também a imprensa escrita sofre os efeitos de uma conjuntura global severa. Interessa, por isso, perceber de que forma tem evoluído a estrutura e a dinâmica do mercado da imprensa escrita em Portugal.
O objectivo geral deste relatório é tentar criar novos elementos de leitura daquilo que são, na essência, dificuldades intrínsecas na geração de valor na imprensa no contexto de uma transição digital em pleno curso. Embora os principais traços deste processo sejam já familiares aos operadores e analistas do negócio, dentro e fora de Portugal, o objectivo específico deste relatório é contribuir para melhor compreender os contornos empíricos da situação de mercado em Portugal. Esta sistematização permitirá informar a estratégia de cada grupo de media e de cada publicação, nomeadamente no que ao posicionamento diz respeito, ou seja, o desempenho relativo quanto ao número de tiragens, o volume de circulação impressa paga, e também o peso que cada publicação e grupo de media têm na população, na forma de audiências. De um ponto de vista analítico, o que se pretende nestas páginas é estudar três ordens de grandeza (tiragem, circulação impressa paga, audiência média), por forma a compreendermos qual é a real situação dos jornais e newsmagazines em termos do seu posicionamento e peso neste mercado específico, jogando com estes dados na construção de dois índices específicos para três tipos de abordagem: a análise das publicações, isoladamente; a análise dos vários grupos de media, após agregação das respectivas publicações; e a análise dos géneros/temas que são possíveis a partir da leitura deste conjunto de publicações. Os índices criados, por outro lado, visam perceber duas questões distintas:
1) a questão do consumo pela procura, que é obtido com base na circulação paga de cada publicação, por relação com a audiência média associada também a cada título (Índice Procura e Consumo de Publicações, IPCP).
2) a questão da eficiência, ou força, que pode ser calculada a partir da circulação impressa paga, pelo volume de tiragens de cada publicação (Índice de Eficiência de Publicações, IEPU).
O objectivo geral deste relatório é tentar criar novos elementos de leitura daquilo que são, na essência, dificuldades intrínsecas na geração de valor na imprensa no contexto de uma transição digital em pleno curso. Embora os principais traços deste processo sejam já familiares aos operadores e analistas do negócio, dentro e fora de Portugal, o objectivo específico deste relatório é contribuir para melhor compreender os contornos empíricos da situação de mercado em Portugal. Esta sistematização permitirá informar a estratégia de cada grupo de media e de cada publicação, nomeadamente no que ao posicionamento diz respeito, ou seja, o desempenho relativo quanto ao número de tiragens, o volume de circulação impressa paga, e também o peso que cada publicação e grupo de media têm na população, na forma de audiências. De um ponto de vista analítico, o que se pretende nestas páginas é estudar três ordens de grandeza (tiragem, circulação impressa paga, audiência média), por forma a compreendermos qual é a real situação dos jornais e newsmagazines em termos do seu posicionamento e peso neste mercado específico, jogando com estes dados na construção de dois índices específicos para três tipos de abordagem: a análise das publicações, isoladamente; a análise dos vários grupos de media, após agregação das respectivas publicações; e a análise dos géneros/temas que são possíveis a partir da leitura deste conjunto de publicações. Os índices criados, por outro lado, visam perceber duas questões distintas:
1) a questão do consumo pela procura, que é obtido com base na circulação paga de cada publicação, por relação com a audiência média associada também a cada título (Índice Procura e Consumo de Publicações, IPCP).
2) a questão da eficiência, ou força, que pode ser calculada a partir da circulação impressa paga, pelo volume de tiragens de cada publicação (Índice de Eficiência de Publicações, IEPU).
Research Interests:
O objectivo geral deste relatório é actualizar dados sobre a geração de valor na imprensa, dados esses coligidos pela primeira vez em 2013 e actualizados agora, em 2014. Embora os principais traços deste processo sejam já familiares aos... more
O objectivo geral deste relatório é actualizar dados sobre a geração de valor na imprensa, dados esses coligidos pela primeira vez em 2013 e actualizados agora, em 2014. Embora os principais traços deste processo sejam já familiares aos operadores e analistas do negócio, dentro e fora de Portugal, o objectivo específico deste relatório é contribuir para melhor compreender os contornos empíricos da situação de mercado em Portugal, juntando aos dados de 2013, afectos ao ano de 2012, os resultados recolhidos durante este ano de 2014. Esta sistematização permitirá continuar a informar a estratégia de cada grupo de media e de cada publicação, nomeadamente no que ao posicionamento diz respeito, ou seja, o desempenho relativo quanto ao número de tiragens, o volume de circulação impressa paga, e também o peso que cada publicação e grupo de media têm na população, na forma de audiências. De um ponto de vista analítico, o que se pretende nestas páginas é continuar a estudar três ordens de grandeza (tiragem, circulação impressa paga, audiência média), por forma a compreendermos qual é a real situação dos jornais e newsmagazines em termos do seu posicionamento e peso neste mercado específico, jogando com estes dados na construção de dois índices específicos para três tipos de abordagem: a análise das publicações, isoladamente; a análise dos vários grupos de media, após agregação das respectivas publicações; e a análise dos géneros/temas que são possíveis a partir da leitura deste conjunto de publicações. Os índices criados, como definido na primeira edição deste relatório, visam perceber duas questões distintas:
1) a questão do consumo pela procura, que é obtido com base na circulação paga de cada publicação, por relação com a audiência média associada também a cada título (Índice Procura e Consumo de Publicações, IPCP).
2) a questão da eficiência, ou força, que pode ser calculada a partir da circulação impressa paga, pelo volume de tiragens de cada publicação (Índice de Eficiência de Publicações, IEPU).
Para realização deste estudo que, como já referimos, surge sobretudo como uma actualização dos dados referentes à primeira edição deste relatório, publicado em 2013, utilizámos dados sobre tiragens e circulação impressa paga, com origem nos boletins informativos da APCT (Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação) e dados sobre audiências na imprensa extraídos dos Anuários de Media e Publicidade da Marktest. A análise levada a cabo reflecte os dados referentes aos anos de 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.
1) a questão do consumo pela procura, que é obtido com base na circulação paga de cada publicação, por relação com a audiência média associada também a cada título (Índice Procura e Consumo de Publicações, IPCP).
2) a questão da eficiência, ou força, que pode ser calculada a partir da circulação impressa paga, pelo volume de tiragens de cada publicação (Índice de Eficiência de Publicações, IEPU).
Para realização deste estudo que, como já referimos, surge sobretudo como uma actualização dos dados referentes à primeira edição deste relatório, publicado em 2013, utilizámos dados sobre tiragens e circulação impressa paga, com origem nos boletins informativos da APCT (Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação) e dados sobre audiências na imprensa extraídos dos Anuários de Media e Publicidade da Marktest. A análise levada a cabo reflecte os dados referentes aos anos de 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.
Research Interests:
O relatório A Imprensa em Portugal é, a par dos relatórios A Televisão em Portugal e A Rádio em Portugal, um dos relatórios mais abrangentes e completos produzidos pelo OberCom com o intuito de estudar um segmento do mercado dos media em... more
O relatório A Imprensa em Portugal é, a par dos relatórios A Televisão em Portugal e A Rádio em Portugal, um dos relatórios mais abrangentes e completos produzidos pelo OberCom com o intuito de estudar um segmento do mercado dos media em Portugal. Actualizando estudos anteriores com os dados relativos ao ano de 2014, é possível continuar a acompanhar a evolução das dinâmicas do mercado da imprensa em Portugal.
Este documento tem como objectivo analisar em detalhe vários indicadores de imprensa entre 2008 e 2014, recorrendo fundamentalmente a dados Marktest e APCT. Para observar esses dados a partir de diferentes prismas, procurámos compilar, organizar e sistematizar os dados de forma a que a informação surgisse de forma diferenciada, numa área que, para além de competitiva, é também muito permeável à mudança.
A metodologia aqui utilizada permitiu a construção de indicadores e a leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também deter interesse para o público em geral. Como sempre, os critérios que guiaram o trabalho do OberCom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
Este documento tem como objectivo analisar em detalhe vários indicadores de imprensa entre 2008 e 2014, recorrendo fundamentalmente a dados Marktest e APCT. Para observar esses dados a partir de diferentes prismas, procurámos compilar, organizar e sistematizar os dados de forma a que a informação surgisse de forma diferenciada, numa área que, para além de competitiva, é também muito permeável à mudança.
A metodologia aqui utilizada permitiu a construção de indicadores e a leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também deter interesse para o público em geral. Como sempre, os critérios que guiaram o trabalho do OberCom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
Research Interests:
Este Working Report constitui-se como um contributo para a reflexão em torno das políticas de gestão de recursos humanos no seio das principais empresas mediáticas portuguesas, numa fase em que a apropriação da Internet nas redacções faz... more
Este Working Report constitui-se como um contributo para a reflexão em
torno das políticas de gestão de recursos humanos no seio das principais
empresas mediáticas portuguesas, numa fase em que a apropriação da
Internet nas redacções faz despoletar mudanças mais ou menos significativas
ao nível da cultura organizacional, das rotinas profissionais dos jornalistas e do
seu produto: as notícias.
Os dados apresentados resultam de um inquérito aplicado a 341
jornalistas 1 , suportado pela observação participante nas redacções dos
principais jornais, televisões e rádios nacionais, no âmbito do estudo “O
Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses” (2004), desenvolvido pelo
CIES/ISCTE e financiado pela FCT.
Conclui-se que as mudanças provocadas pela Internet ao nível das
políticas de contratação e de desenvolvimento/mobilidade dos recursos
humanos não foram significativas; que a aquisição de competências na área do
multimédia, por via da formação e por iniciativa da direcção dos diferentes
media, não ocupa um lugar central na política de desenvolvimento dos recursos
humanos, não obstante a propensão para a valorização da aquisição de
competências neste domínio por parte dos jornalistas.
torno das políticas de gestão de recursos humanos no seio das principais
empresas mediáticas portuguesas, numa fase em que a apropriação da
Internet nas redacções faz despoletar mudanças mais ou menos significativas
ao nível da cultura organizacional, das rotinas profissionais dos jornalistas e do
seu produto: as notícias.
Os dados apresentados resultam de um inquérito aplicado a 341
jornalistas 1 , suportado pela observação participante nas redacções dos
principais jornais, televisões e rádios nacionais, no âmbito do estudo “O
Impacto da Internet nos Mass Media Portugueses” (2004), desenvolvido pelo
CIES/ISCTE e financiado pela FCT.
Conclui-se que as mudanças provocadas pela Internet ao nível das
políticas de contratação e de desenvolvimento/mobilidade dos recursos
humanos não foram significativas; que a aquisição de competências na área do
multimédia, por via da formação e por iniciativa da direcção dos diferentes
media, não ocupa um lugar central na política de desenvolvimento dos recursos
humanos, não obstante a propensão para a valorização da aquisição de
competências neste domínio por parte dos jornalistas.
Research Interests:
As considerações aqui apresentadas resultam do estudo das tendências indicativas da visão dos inquiridos sobre a situação dos mercados de Media em Portugal. Por inquiridos entendemos, neste caso, gestores, CEO´s e altos cargos dos grupos... more
As considerações aqui apresentadas resultam do estudo das tendências
indicativas da visão dos inquiridos sobre a situação dos mercados de Media em
Portugal. Por inquiridos entendemos, neste caso, gestores, CEO´s e altos cargos dos
grupos de Media em Portugal. O objectivo deste barómetro prende-se com a
necessidade de compreendermos melhor as implicações e particularidades dos grupos
de Media num contexto de mudança, de crise económica e de ajustamento de
estratégias, registando essas mesmas considerações a partir do testemunho daqueles
que trabalham, agem e tomam decisões directamente na área. Importará, como eixo
central, avaliar eventuais convergências e/ou divergências entre os resultados obtidos
nos barómetros de 2007 e 2008, procurando identificar possíveis continuidades ou
descontinuidades nas considerações feitas pelos inquiridos
indicativas da visão dos inquiridos sobre a situação dos mercados de Media em
Portugal. Por inquiridos entendemos, neste caso, gestores, CEO´s e altos cargos dos
grupos de Media em Portugal. O objectivo deste barómetro prende-se com a
necessidade de compreendermos melhor as implicações e particularidades dos grupos
de Media num contexto de mudança, de crise económica e de ajustamento de
estratégias, registando essas mesmas considerações a partir do testemunho daqueles
que trabalham, agem e tomam decisões directamente na área. Importará, como eixo
central, avaliar eventuais convergências e/ou divergências entre os resultados obtidos
nos barómetros de 2007 e 2008, procurando identificar possíveis continuidades ou
descontinuidades nas considerações feitas pelos inquiridos
Research Interests:
Os novos meios de produção e distribuição estão a conduzir a novos comportamentos de compra e novos padrões de interacção entre consumidores num ambiente digital. Não indiferente, a actividade jornalística e o sector dos media atravessam... more
Os novos meios de produção e distribuição estão a conduzir a novos comportamentos de compra e novos padrões de interacção entre consumidores num ambiente digital. Não indiferente, a actividade jornalística e o sector dos media atravessam uma “terceira revolução industrial”, fundada na reconfiguração de uma “Sociedade de Massas” numa “Sociedade em Rede”. Este contexto coloca grandes desafios ao sector, sendo ainda pouco claro como a nova conjuntura social e tecnológica irá impactar a organização económica da indústria, estando neste ponto o foco do presente trabalho. A progressiva migração dos meios de comunicação para a “grande ecosfera electrónica”, isto é, a arena relevante dos media, é uma migração para um ambiente continuamente interligado (computação ubíqua permanente) e interactivo (aberto ao protagonismo dos utilizadores) onde os vários bens informacionais (conteúdos digitais) e dinâmicos (animados e em evolução em tempo real) competem pela atenção do público, um activo escasso e cada vez mais valioso, sobre plataformas intensivas em tecnologia.
Research Interests:
O relatório A Rádio em Portugal é, a par dos relatórios A Televisão em Portugal e A Imprensa em Portugal, um dos relatórios mais abrangentes e completos produzidos pelo OberCom com o intuito de estudar um segmento do mercado dos media em... more
O relatório A Rádio em Portugal é, a par dos relatórios A Televisão em Portugal e A Imprensa em Portugal, um dos relatórios mais abrangentes e completos produzidos pelo OberCom com o intuito de estudar um segmento do mercado dos media em Portugal. Actualizando estudos anteriores com os dados relativos ao ano de 2014, é possível continuar a acompanhar a evolução das dinâmicas do mercado radiofónico português – o ano de 2014 foi, como se poderá ver nas páginas seguintes, um ano importante para o mercado da rádio em Portugal, em termos de audiências.
Este documento tem como objectivo analisar em detalhe as audiências de rádio entre 2002 e 2014, recorrendo a dados Marktest. Para observar esses dados a partir de diferentes prismas, procurámos compilar, organizar e sistematizar os dados de forma a que a informação surgisse de formas diferenciadas, numa área que, para além de competitiva, é também muito permeável à mudança.
A metodologia aqui utilizada permitiu a construção de indicadores e a leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também deter interesse para o público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
Este documento tem como objectivo analisar em detalhe as audiências de rádio entre 2002 e 2014, recorrendo a dados Marktest. Para observar esses dados a partir de diferentes prismas, procurámos compilar, organizar e sistematizar os dados de forma a que a informação surgisse de formas diferenciadas, numa área que, para além de competitiva, é também muito permeável à mudança.
A metodologia aqui utilizada permitiu a construção de indicadores e a leitura de relações com o objectivo de produzir um entendimento actualizado e crítico sobre a evolução do mercado e o desempenho dos vários players.
O exercício realizado teve sempre como fim último a satisfação do interesse estratégico dos associados OberCom na aquisição de conhecimento novo, sólido e original sobre o negócio dos media. Mas, sabemos também que, pelo seu apelo, o presente material poderá também deter interesse para o público em geral. Como sempre os critérios que guiaram o trabalho do Obercom seguiram apenas critérios científicos e os cuidados técnicos inerentes ao bom emprego das metodologias escolhidas.
Research Interests:
O estudo “Imprensa sob Pressão”, elaborado por David Castro, Pedro Cavaco e Gonçalo Lopes, sob minha coordenação, no quadro de uma cooperação entre o Obercom e o ISCTE fornece um primeiro tratamento sistemático e quantitativo da estrutura... more
O estudo “Imprensa sob Pressão”, elaborado por David Castro, Pedro Cavaco
e Gonçalo Lopes, sob minha coordenação, no quadro de uma cooperação
entre o Obercom e o ISCTE fornece um primeiro tratamento sistemático e
quantitativo da estrutura competitiva e da dinâmica de transformação do sector
da imprensa escrita, com especial ênfase nos jornais de cobertura nacional,
desde meados da década de 1980.
Este é um estudo pioneiro por várias razões. Pela sua abordagem (partindo de
perspectivas institucionalistas e evolucionistas que têm ganho reconhecimento
na ciência económica moderna), pela metodologia empregue (baseada no
tratamento explícito de uma ampla variedade de indicadores disponíveis
informados por elementos qualitativos sobre eventos e desenvolvimentos no
sector) e pela matéria empírica utilizada (parte dela recolhida directamente a
partir de fontes primárias e nunca antes submetidas a levantamento
sistemático), este relatório traduz uma motivação de criar novo conhecimento
sobre a realidade mutável da imprensa contemporânea. Os resultados, que
agora são expostos ao olhar crítico dos leitores interessados e dos
especialistas deste assunto-problema, não serão ainda finais e poderão
inclusivamente sofrer correcções futuras que os tornem mais robustos e mais
acomodatícios da enorme complexidade deste sector. No entanto, estes são os
riscos e os custos enfrentados por iniciativas inovadoras que tentam desbravar
caminho e criar uma base de trabalho da qual outros investigadores possam
tirar partido para avançar o conhecimento colectivo sobre a história recente e
os desafios presentes da imprensa escrita no nosso país. Esperamos com
sinceridade que este primeiro estudo possa estimular uma agenda de
investigação baseada em dados verificáveis, assim como contribuir para
enriquecer debate actual sobre os caminhos e os destinos da imprensa em
Portugal. O esforço vertido nas mais de cem páginas deste relatório é um
passo nessa direcção, um passo que não seria dado sem a eficácia
demonstrada pelos seus autores
e Gonçalo Lopes, sob minha coordenação, no quadro de uma cooperação
entre o Obercom e o ISCTE fornece um primeiro tratamento sistemático e
quantitativo da estrutura competitiva e da dinâmica de transformação do sector
da imprensa escrita, com especial ênfase nos jornais de cobertura nacional,
desde meados da década de 1980.
Este é um estudo pioneiro por várias razões. Pela sua abordagem (partindo de
perspectivas institucionalistas e evolucionistas que têm ganho reconhecimento
na ciência económica moderna), pela metodologia empregue (baseada no
tratamento explícito de uma ampla variedade de indicadores disponíveis
informados por elementos qualitativos sobre eventos e desenvolvimentos no
sector) e pela matéria empírica utilizada (parte dela recolhida directamente a
partir de fontes primárias e nunca antes submetidas a levantamento
sistemático), este relatório traduz uma motivação de criar novo conhecimento
sobre a realidade mutável da imprensa contemporânea. Os resultados, que
agora são expostos ao olhar crítico dos leitores interessados e dos
especialistas deste assunto-problema, não serão ainda finais e poderão
inclusivamente sofrer correcções futuras que os tornem mais robustos e mais
acomodatícios da enorme complexidade deste sector. No entanto, estes são os
riscos e os custos enfrentados por iniciativas inovadoras que tentam desbravar
caminho e criar uma base de trabalho da qual outros investigadores possam
tirar partido para avançar o conhecimento colectivo sobre a história recente e
os desafios presentes da imprensa escrita no nosso país. Esperamos com
sinceridade que este primeiro estudo possa estimular uma agenda de
investigação baseada em dados verificáveis, assim como contribuir para
enriquecer debate actual sobre os caminhos e os destinos da imprensa em
Portugal. O esforço vertido nas mais de cem páginas deste relatório é um
passo nessa direcção, um passo que não seria dado sem a eficácia
demonstrada pelos seus autores
Research Interests:
prestes a celebrar 25 anos sobre a sua produção e emissão, já existe em Portugal uma pequena indústria de ficção televisiva nacional, cujos principais produtos são as telenovelas e as séries. Trata-se de uma indústria pequena e recente,... more
prestes a celebrar 25 anos sobre a sua produção e emissão, já existe em
Portugal uma pequena indústria de ficção televisiva nacional, cujos principais
produtos são as telenovelas e as séries.
Trata-se de uma indústria pequena e recente, mas que tem desenhado
uma trajectória de afirmação e crescimento sobretudo durante os últimos 5
anos, período no qual se verificaram as seguintes tendências: duplicou o seu
volume de produção e multiplicou os tempos de emissão; tornou-se um dos
vectores estratégicos da programação televisiva e do investimento publicitário;
contribuiu para criar um ‘novo estilo de televisão’ nela convergindo as apostas
de programadores e directores das estações televisivas para o prime time e as
rentrées televisivas; demonstrou ser um sucesso de audiências que catapultou
um dos operadores privados de televisão para a liderança de audiências após
uma década de liderança do outro operador privado e várias décadas de
monopólio estatal; dinamizou o mercado de emprego televisivo, empregando
actualmente cerca de cinco mil profissionais e a organização empresarial das
produtoras de ficção nacionais que têm vindo a alargar e a complexificar as
suas áreas de negócios e a atrair o investimento dos principais grupos de
comunicação nacionais; e, fora do mercado interno, procura a sua trajectória de
internacionalização na qual começa a obter o reconhecimento dos pares.
No contexto destas recentes transformações no campo da ficção
televisiva nacional, qual é a explicação possível para o sucesso de audiências
das commummente denominadas ‘telenovelas juvenis’ portuguesas? E como
se pode aferir esse sucesso? Ensaiamos uma hipótese de resposta com base
na análise das estratégias potenciadoras do sucesso, entre as quais as
exaustivamente estudadas estratégias de programação são apenas uma entre
várias dimensões significativas.
No presente relatório, argumenta-se que, além das estratégias de
programação, o recurso a estratégias de medialidade (OSSCOM 2006),
estratégias de proto-interactividade (Hamburger 2005) e estratégias de
hibridização do formato telenovela (da nossa própria autoria) são factores que
contribuem para o sucesso das duas ‘telenovelas juvenis’ portuguesas
actualmente em emissão televisiva, Floribella e Morangos com Açúcar.
Portugal uma pequena indústria de ficção televisiva nacional, cujos principais
produtos são as telenovelas e as séries.
Trata-se de uma indústria pequena e recente, mas que tem desenhado
uma trajectória de afirmação e crescimento sobretudo durante os últimos 5
anos, período no qual se verificaram as seguintes tendências: duplicou o seu
volume de produção e multiplicou os tempos de emissão; tornou-se um dos
vectores estratégicos da programação televisiva e do investimento publicitário;
contribuiu para criar um ‘novo estilo de televisão’ nela convergindo as apostas
de programadores e directores das estações televisivas para o prime time e as
rentrées televisivas; demonstrou ser um sucesso de audiências que catapultou
um dos operadores privados de televisão para a liderança de audiências após
uma década de liderança do outro operador privado e várias décadas de
monopólio estatal; dinamizou o mercado de emprego televisivo, empregando
actualmente cerca de cinco mil profissionais e a organização empresarial das
produtoras de ficção nacionais que têm vindo a alargar e a complexificar as
suas áreas de negócios e a atrair o investimento dos principais grupos de
comunicação nacionais; e, fora do mercado interno, procura a sua trajectória de
internacionalização na qual começa a obter o reconhecimento dos pares.
No contexto destas recentes transformações no campo da ficção
televisiva nacional, qual é a explicação possível para o sucesso de audiências
das commummente denominadas ‘telenovelas juvenis’ portuguesas? E como
se pode aferir esse sucesso? Ensaiamos uma hipótese de resposta com base
na análise das estratégias potenciadoras do sucesso, entre as quais as
exaustivamente estudadas estratégias de programação são apenas uma entre
várias dimensões significativas.
No presente relatório, argumenta-se que, além das estratégias de
programação, o recurso a estratégias de medialidade (OSSCOM 2006),
estratégias de proto-interactividade (Hamburger 2005) e estratégias de
hibridização do formato telenovela (da nossa própria autoria) são factores que
contribuem para o sucesso das duas ‘telenovelas juvenis’ portuguesas
actualmente em emissão televisiva, Floribella e Morangos com Açúcar.
Research Interests:
O consumo de cinema e audiovisual está em profunda transformação. É uma transformação que tem vindo a ser pressentida nos últimos 20 anos, mas que se tem tornado progressivamente efectiva nos últimos 10 anos, por via dos novos produtos... more
O consumo de cinema e audiovisual está em profunda transformação. É uma
transformação que tem vindo a ser pressentida nos últimos 20 anos, mas que se
tem tornado progressivamente efectiva nos últimos 10 anos, por via dos novos
produtos que têm sido disponibilizados e comercializados, por um lado, mas
principalmente por via das novas possibilidades entretanto criadas para
consumir, visionar, jogar e interagir com os bens culturais cinematográficos e
audiovisuais.
As interrogações que se colocam são essencialmente duas: de onde decorre
essa mudança e para onde nos conduz. A análise dos dados sobre consumos
cinematográficos e audiovisuais permite-nos fornecer algumas pistas para a
resposta a estas questões, mas, fundamentalmente dá-nos um olhar mais
centrado nas pessoas e nos seus hábitos e não tanto na quantificação dos seus
consumos. O que se consome é naturalmente importante, mas perceber porque
se consome e, principalmente, como se consomem produtos cinematográficos
e audiovisuais, permite-nos identificar tendências de consumo e perfis de
consumidores de bens culturais audiovisuais.
O presente estudo baseia-se na análise dos dados do inquérito por questionário
A Sociedade em Rede em Portugal 2006, aplicado a uma amostra
representativa da população portuguesa composta por 2000 indivíduos
residentes em Portugal continental com idade igual ou superior a 8 anos, no
âmbito de um projecto desenvolvido no CIES-ISCTE por uma equipa
coordenada por Gustavo Cardoso.
Dado que o questionário incluía um amplo leque de questões relacionadas com
a transformação do uso dos media (novos e tradicionais) em vários campos da
vida social seleccionaram-se apenas os dados relativos ao bloco temático sobre
o uso dos media relacionados com o consumo cinematográfico, nas suas
múltiplas formas, da população portuguesa.
transformação que tem vindo a ser pressentida nos últimos 20 anos, mas que se
tem tornado progressivamente efectiva nos últimos 10 anos, por via dos novos
produtos que têm sido disponibilizados e comercializados, por um lado, mas
principalmente por via das novas possibilidades entretanto criadas para
consumir, visionar, jogar e interagir com os bens culturais cinematográficos e
audiovisuais.
As interrogações que se colocam são essencialmente duas: de onde decorre
essa mudança e para onde nos conduz. A análise dos dados sobre consumos
cinematográficos e audiovisuais permite-nos fornecer algumas pistas para a
resposta a estas questões, mas, fundamentalmente dá-nos um olhar mais
centrado nas pessoas e nos seus hábitos e não tanto na quantificação dos seus
consumos. O que se consome é naturalmente importante, mas perceber porque
se consome e, principalmente, como se consomem produtos cinematográficos
e audiovisuais, permite-nos identificar tendências de consumo e perfis de
consumidores de bens culturais audiovisuais.
O presente estudo baseia-se na análise dos dados do inquérito por questionário
A Sociedade em Rede em Portugal 2006, aplicado a uma amostra
representativa da população portuguesa composta por 2000 indivíduos
residentes em Portugal continental com idade igual ou superior a 8 anos, no
âmbito de um projecto desenvolvido no CIES-ISCTE por uma equipa
coordenada por Gustavo Cardoso.
Dado que o questionário incluía um amplo leque de questões relacionadas com
a transformação do uso dos media (novos e tradicionais) em vários campos da
vida social seleccionaram-se apenas os dados relativos ao bloco temático sobre
o uso dos media relacionados com o consumo cinematográfico, nas suas
múltiplas formas, da população portuguesa.
Research Interests:
Cinema em Portugal. Um breve olhar. Notas metodológicas e Principais dinâmicas estruturais Neste relatório analisam-se as principais dinâmicas estruturais da indústria do cinema em Portugal no espaço compreendido entre 2001 e 2008. Para... more
Cinema em Portugal. Um breve olhar.
Notas metodológicas e Principais dinâmicas estruturais
Neste relatório analisam-se as principais dinâmicas estruturais da indústria do cinema
em Portugal no espaço compreendido entre 2001 e 2008. Para tal, utilizam-se dados
estatísticos de fontes como o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), o Instituto
Nacional de Estatística (INE), a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) e a
Marktest.
É necessário ter em conta na compreensão dos resultados estatísticos que se
apresentam seguidamente, os diversos progressos tecnológicos que dominaram a
indústria cinematográfica nos últimos anos, mais concretamente a digitalização dos
conteúdos e a comunicação em rede. Muitas mudanças têm ocorrido, desde o
aparecimento do DVD e do sistema de alta definição, ao vídeo on-demand, aos
ficheiros comprimidos partilhados na Internet, entre outras inovações.
Notas metodológicas e Principais dinâmicas estruturais
Neste relatório analisam-se as principais dinâmicas estruturais da indústria do cinema
em Portugal no espaço compreendido entre 2001 e 2008. Para tal, utilizam-se dados
estatísticos de fontes como o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), o Instituto
Nacional de Estatística (INE), a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) e a
Marktest.
É necessário ter em conta na compreensão dos resultados estatísticos que se
apresentam seguidamente, os diversos progressos tecnológicos que dominaram a
indústria cinematográfica nos últimos anos, mais concretamente a digitalização dos
conteúdos e a comunicação em rede. Muitas mudanças têm ocorrido, desde o
aparecimento do DVD e do sistema de alta definição, ao vídeo on-demand, aos
ficheiros comprimidos partilhados na Internet, entre outras inovações.
Research Interests:
O presente relatório pretende disponibilizar um breve retrato dos consumos de cinema dos portugueses, fazendo para tal uso da análise dos indicadores provenientes do inquérito OberCom “Sociedade em Rede” de 2008. Trata-se, assim, de uma... more
O presente relatório pretende disponibilizar um breve retrato dos consumos de
cinema dos portugueses, fazendo para tal uso da análise dos indicadores
provenientes do inquérito OberCom “Sociedade em Rede” de 2008. Trata-se,
assim, de uma rápida incursão pelos consumos cinematográficos/audiovisuais
dos portugueses1.
Panorama nacional
Nos últimos anos temos assistido a profundas transformações no panorama
audiovisual português. Aliada à crescente digitalização dos conteúdos,
assistimos a uma crescente e globalizada oferta de propostas audiovisuais
numa multiplicação e diversificação de media - das tradicionais salas de
cinema a uma explosão de canais na rede de cabo, vídeo on demand, canais
online, filmes e séries ainda não estreadas disponíveis quase em tempo real
em redes de P2P, etc.
cinema dos portugueses, fazendo para tal uso da análise dos indicadores
provenientes do inquérito OberCom “Sociedade em Rede” de 2008. Trata-se,
assim, de uma rápida incursão pelos consumos cinematográficos/audiovisuais
dos portugueses1.
Panorama nacional
Nos últimos anos temos assistido a profundas transformações no panorama
audiovisual português. Aliada à crescente digitalização dos conteúdos,
assistimos a uma crescente e globalizada oferta de propostas audiovisuais
numa multiplicação e diversificação de media - das tradicionais salas de
cinema a uma explosão de canais na rede de cabo, vídeo on demand, canais
online, filmes e séries ainda não estreadas disponíveis quase em tempo real
em redes de P2P, etc.
Research Interests:
No presente relatório apresenta-se um retrato anual do consumo de cinema pelos portugueses, a partir de dados recolhidos no âmbito do Inquérito Sociedade em Rede de 2010. Na continuação do relatório editado em Junho de 2009, “Cinema nos... more
No presente relatório apresenta-se um retrato anual do consumo de cinema pelos portugueses,
a partir de dados recolhidos no âmbito do Inquérito Sociedade em Rede de 2010.
Na continuação do relatório editado em Junho de 2009, “Cinema nos Múltiplos Ecrãs da
Sociedade em Rede”, foi alargado, na edição de 2010 do mesmo Inquérito, o entendimento
conceptual de “consumo de cinema” para albergar as várias plataformas, suportes ou locais
físicos onde esse consumo pode actualmente ter lugar, por estar acessível à totalidade ou a
uma parcela da população potencialmente consumidora de cinema.
Dessa forma, as questões do inquérito relativas ao consumo de cinema (independentemente
da origem dos filmes) e ao consumo de cinema de produção nacional foram estruturadas de
forma a ser possível obter informação relativa não só a salas de cinema (circuito comercial)
como também ao circuito de exibição designado por alternativo (cineclubes, cinemateca,
festivais, ciclos especiais), à difusão televisiva, ao DVD (compra, aluguer ou empréstimo),
video-on-demand e download da Internet – abarcando de modo exaustivo os “múltiplos ecrãs”
da sociedade em rede.
Para esta segmentação, partiu-se da seguinte premissa: se por um lado importa dar visibilidade
o consumo que é feito noutros locais e plataformas que não a sala de cinema, por outro lado, é
relevante manter a desagregação dos tipos de consumo – não só pelas diferenças de impacto
económico mas também na relação do espectador com o objecto cinematográfico.
No primeiro capítulo apresenta-se uma súmula dos dados produzidos pela ICA – Instituto do
Cinema e Audiovisual que resultam, desde 2005, da cobertura do parque de salas por um
sistema informático de controlo de bilheteiras – e que abrange não só o circuito comercial de
exibição1 como a rede alternativa2.
Nos restantes capítulos, todos os dados apresentados resultam da edição de 2010 do Inquérito
“Sociedade em Rede”, promovido pelo OberCom. Os dados recolhidos nas três edições
anteriores do inquérito reportam-se aos anos de 2003, 2006 e 2008.
1
a partir de dados recolhidos no âmbito do Inquérito Sociedade em Rede de 2010.
Na continuação do relatório editado em Junho de 2009, “Cinema nos Múltiplos Ecrãs da
Sociedade em Rede”, foi alargado, na edição de 2010 do mesmo Inquérito, o entendimento
conceptual de “consumo de cinema” para albergar as várias plataformas, suportes ou locais
físicos onde esse consumo pode actualmente ter lugar, por estar acessível à totalidade ou a
uma parcela da população potencialmente consumidora de cinema.
Dessa forma, as questões do inquérito relativas ao consumo de cinema (independentemente
da origem dos filmes) e ao consumo de cinema de produção nacional foram estruturadas de
forma a ser possível obter informação relativa não só a salas de cinema (circuito comercial)
como também ao circuito de exibição designado por alternativo (cineclubes, cinemateca,
festivais, ciclos especiais), à difusão televisiva, ao DVD (compra, aluguer ou empréstimo),
video-on-demand e download da Internet – abarcando de modo exaustivo os “múltiplos ecrãs”
da sociedade em rede.
Para esta segmentação, partiu-se da seguinte premissa: se por um lado importa dar visibilidade
o consumo que é feito noutros locais e plataformas que não a sala de cinema, por outro lado, é
relevante manter a desagregação dos tipos de consumo – não só pelas diferenças de impacto
económico mas também na relação do espectador com o objecto cinematográfico.
No primeiro capítulo apresenta-se uma súmula dos dados produzidos pela ICA – Instituto do
Cinema e Audiovisual que resultam, desde 2005, da cobertura do parque de salas por um
sistema informático de controlo de bilheteiras – e que abrange não só o circuito comercial de
exibição1 como a rede alternativa2.
Nos restantes capítulos, todos os dados apresentados resultam da edição de 2010 do Inquérito
“Sociedade em Rede”, promovido pelo OberCom. Os dados recolhidos nas três edições
anteriores do inquérito reportam-se aos anos de 2003, 2006 e 2008.
1
Research Interests:
As novas tecnologias têm assumido um papel considerável na indústria de cinema. Enfatizando os perigos resultantes das tecnologias peer-to-peer, esta indústria, como muitas outras, continua a lutar por sanções e um quadro regulador mais... more
As novas tecnologias têm assumido um papel considerável na indústria de cinema.
Enfatizando os perigos resultantes das tecnologias peer-to-peer, esta indústria, como
muitas outras, continua a lutar por sanções e um quadro regulador mais forte contra
indivíduos que extraem e partilham um número significativo de produtos existentes na
internet. No entanto, importa referir que o efeito económico da partilha de ficheiros no
quadro da indústria cinematográfica ainda é difícil de determinar e calcular.
Apesar de podermos pensar em novas e possíveis estratégias proteccionistas
relacionadas com esta indústria, o objectivo do ensaio passa por criar uma eventual
ligação que possa existir entre os efeitos das novas redes de partilha de ficheiros e a
potencial sobrevivência e crescimento do Cinema Europeu. Esta análise parte, então, do
pressuposto de que, dado o significativo declínio dos canais de distribuição tradicionais
para os filmes europeus, em salas de cinema e em vendas directas, novos canais de
distribuição parecem emergir entre as pessoas que gostam e consomem este tipo de
cinema. Sugerimos, por isso, que a consequência natural para a falta de investimento em
canais de distribuição capazes de promover o Cinema Europeu em moldes mais
tradicionais, será o crescente número de produtos cinematográficos de origem europeia
nas redes Peer-to-Peer. A combinação dos conteúdos e dos utilizadores num mesmo
ambiente poderá, assim, surgir como uma espécie de suporte para a presença e
distribuição do cinema europeu em termos mais globais. Por outro lado, levando em
consideração a questão do financiamento do cinema europeu baseado em fundos
públicos, ao contrário do que acontece com o tradicional financiamento privado na
indústria de cinema americana, poderemos encontrar uma boa argumentação na ideia de
que esta diferença surge como um primeiro passo para a reelaboração dos modelos de
negócio relacionados com o cinema europeu, avaliando então um possível novo modelo
focado nas redes abertas de partilha e não unicamente nos apoios financeiros estatais
Enfatizando os perigos resultantes das tecnologias peer-to-peer, esta indústria, como
muitas outras, continua a lutar por sanções e um quadro regulador mais forte contra
indivíduos que extraem e partilham um número significativo de produtos existentes na
internet. No entanto, importa referir que o efeito económico da partilha de ficheiros no
quadro da indústria cinematográfica ainda é difícil de determinar e calcular.
Apesar de podermos pensar em novas e possíveis estratégias proteccionistas
relacionadas com esta indústria, o objectivo do ensaio passa por criar uma eventual
ligação que possa existir entre os efeitos das novas redes de partilha de ficheiros e a
potencial sobrevivência e crescimento do Cinema Europeu. Esta análise parte, então, do
pressuposto de que, dado o significativo declínio dos canais de distribuição tradicionais
para os filmes europeus, em salas de cinema e em vendas directas, novos canais de
distribuição parecem emergir entre as pessoas que gostam e consomem este tipo de
cinema. Sugerimos, por isso, que a consequência natural para a falta de investimento em
canais de distribuição capazes de promover o Cinema Europeu em moldes mais
tradicionais, será o crescente número de produtos cinematográficos de origem europeia
nas redes Peer-to-Peer. A combinação dos conteúdos e dos utilizadores num mesmo
ambiente poderá, assim, surgir como uma espécie de suporte para a presença e
distribuição do cinema europeu em termos mais globais. Por outro lado, levando em
consideração a questão do financiamento do cinema europeu baseado em fundos
públicos, ao contrário do que acontece com o tradicional financiamento privado na
indústria de cinema americana, poderemos encontrar uma boa argumentação na ideia de
que esta diferença surge como um primeiro passo para a reelaboração dos modelos de
negócio relacionados com o cinema europeu, avaliando então um possível novo modelo
focado nas redes abertas de partilha e não unicamente nos apoios financeiros estatais
Research Interests:
Os dados que se apresentam têm como base o questionário “A Sociedade em rede” realizado em Portugal, em 2004/2005, por uma equipa do CIES – Centro de Investigação e Estudos em Sociologia, coordenada por Gustavo Cardoso e António Firmino... more
Os dados que se apresentam têm como base o questionário “A
Sociedade em rede” realizado em Portugal, em 2004/2005, por uma equipa do
CIES – Centro de Investigação e Estudos em Sociologia, coordenada por
Gustavo Cardoso e António Firmino da Costa.
Este questionário foi durante o mesmo período aplicado na região da
Catalunha, em Espanha, com a coordenação de Manuel Castells.
A recolha de dados teve lugar em Portugal continental a um total de
2450 inquiridos, sendo uma amostra representativa da população portuguesa.
A principal orientação do trabalho de análise dos dados foi identificar o(s)
perfil(is) de públicos:
1) Da televisão portuguesa, nas duas plataformas de recepção: a
estação de televisão e a página on-line.
2) Da imprensa portuguesa, nas duas plataformas de recepção: o jornal
impresso e a página on-line, e;
2) Da rádio portuguesa, nas duas plataformas de recepção: a estação de
rádio e a página on-line.
Os perfis de utilizadores foram construídos segundo um conjunto de
características sóciodemográficas: sexo, idade, profissão e nível de
escolaridade.
Em termos metodológicos, o projecto representa uma mais-valia no
sentido em que conjuga técnicas quantitativas e qualitativas, tentando captar
não apenas características gerais dos telespectadores, característico dos
estudos de mercado, mas também, singularidades, apenas possíveis através
de uma análise mais centrada no contacto com os públicos.
No caso da televisão foram seleccionados os três canais generalistas:
RTP 1, SIC e TVI.
A escolha dos jornais foi estabelecida de acordo com os seguintes
critérios: as audiências em termos gerais, o peso dessas audiências na
amostra do inquérito nacional e a sua presença na Internet; foram
seleccionados os jornais, Público, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, 24
Horas, Correio da Manhã, o Expresso, A Bola, Record e O Jogo.
Sociedade em rede” realizado em Portugal, em 2004/2005, por uma equipa do
CIES – Centro de Investigação e Estudos em Sociologia, coordenada por
Gustavo Cardoso e António Firmino da Costa.
Este questionário foi durante o mesmo período aplicado na região da
Catalunha, em Espanha, com a coordenação de Manuel Castells.
A recolha de dados teve lugar em Portugal continental a um total de
2450 inquiridos, sendo uma amostra representativa da população portuguesa.
A principal orientação do trabalho de análise dos dados foi identificar o(s)
perfil(is) de públicos:
1) Da televisão portuguesa, nas duas plataformas de recepção: a
estação de televisão e a página on-line.
2) Da imprensa portuguesa, nas duas plataformas de recepção: o jornal
impresso e a página on-line, e;
2) Da rádio portuguesa, nas duas plataformas de recepção: a estação de
rádio e a página on-line.
Os perfis de utilizadores foram construídos segundo um conjunto de
características sóciodemográficas: sexo, idade, profissão e nível de
escolaridade.
Em termos metodológicos, o projecto representa uma mais-valia no
sentido em que conjuga técnicas quantitativas e qualitativas, tentando captar
não apenas características gerais dos telespectadores, característico dos
estudos de mercado, mas também, singularidades, apenas possíveis através
de uma análise mais centrada no contacto com os públicos.
No caso da televisão foram seleccionados os três canais generalistas:
RTP 1, SIC e TVI.
A escolha dos jornais foi estabelecida de acordo com os seguintes
critérios: as audiências em termos gerais, o peso dessas audiências na
amostra do inquérito nacional e a sua presença na Internet; foram
seleccionados os jornais, Público, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, 24
Horas, Correio da Manhã, o Expresso, A Bola, Record e O Jogo.
Research Interests:
O presente artigo tem por base os dados recolhidos no âmbito do estudo A Sociedade em Rede em Portugal, realizado pela equipa do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES), coordenada por Gustavo Cardoso. O artigo apresenta à... more
O presente artigo tem por base os dados recolhidos no âmbito do estudo A Sociedade em Rede em Portugal, realizado pela equipa do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES), coordenada por Gustavo Cardoso.
O artigo apresenta à evidência as regularidades e singularidades inter e intra geracionais no que respeita aos consumos de diferenciados géneros de programas televisivos. O ponto de partida para esta análise centra-se na diferenciação geracional e como pode ser apreendida, não só pelos valores e práticas sociais vigentes numa dada época mas, também, pelos consumos e memórias televisivas associadas à adolescência dos telespectadores.
A televisão apresenta-se como memória colectiva e tradução do espírito geracional, ou se se quiser, da relevância da geração enquanto variável de construção dos hábitos de consumo de programas televisivos, a par de outras variáveis como a profissão, o nível de escolarização e o sexo dos seus públicos.
A análise deste processo geracional constitui um contributo para a compreensão dos factores de sucesso na gestão de programação nas televisões portuguesas.
O artigo apresenta à evidência as regularidades e singularidades inter e intra geracionais no que respeita aos consumos de diferenciados géneros de programas televisivos. O ponto de partida para esta análise centra-se na diferenciação geracional e como pode ser apreendida, não só pelos valores e práticas sociais vigentes numa dada época mas, também, pelos consumos e memórias televisivas associadas à adolescência dos telespectadores.
A televisão apresenta-se como memória colectiva e tradução do espírito geracional, ou se se quiser, da relevância da geração enquanto variável de construção dos hábitos de consumo de programas televisivos, a par de outras variáveis como a profissão, o nível de escolarização e o sexo dos seus públicos.
A análise deste processo geracional constitui um contributo para a compreensão dos factores de sucesso na gestão de programação nas televisões portuguesas.
Research Interests:
Este working paper explora a temática dos públicos dos mass media em Portugal, conciliando duas abordagens metodológicas: o inquérito por questionário e as entrevistas de grupo (focus group). A pesquisa foi desenvolvida no quadro de um... more
Este working paper explora a temática dos públicos dos mass media em
Portugal, conciliando duas abordagens metodológicas: o inquérito por
questionário e as entrevistas de grupo (focus group).
A pesquisa foi desenvolvida no quadro de um projecto de investigação (O
Impacto da Internet nos Mass Media em Portugal), financiado pela Fundação
para a Ciência e Tecnologia (FCT) e que decorreu entre Fevereiro de 2004 e
Janeiro de 2006.
Têm sido várias as abordagens, ao longo dos anos, às questões
relacionadas com a recepção cultural e aos públicos tendo como uma das suas
falhas a tentação de compartimentação por meios de comunicação e de cultura
distintos, os públicos da televisão, dos jornais, do cinema, do teatro, etc.
Este estudo tenta conciliar estes vários contributos tendo como
abordagem mais aliciante a adopção como objecto de análise os públicos na
sua multiplicidade, ao nível das escolhas e dos gostos e entrecruzando-os com
as suas origens e posições sociais, tendo como preocupação principal a
percepção da forma como, os vários dispositivos tecnológicos e
comunicacionais ao seu dispor, permitem fazer escolhas e perceber se
combinam meios para satisfazer as necessidades de informação,
entretenimento e lazer.
Assim, o relatório que agora se apresenta tem como base metodológica
um conjunto de entrevistas de grupo a pessoas de vários contextos e origens
sociais com o intuito de traçar as suas dietas mediáticas para além do que nos
é dado a conhecer pelos estudos audimétricos.
Portugal, conciliando duas abordagens metodológicas: o inquérito por
questionário e as entrevistas de grupo (focus group).
A pesquisa foi desenvolvida no quadro de um projecto de investigação (O
Impacto da Internet nos Mass Media em Portugal), financiado pela Fundação
para a Ciência e Tecnologia (FCT) e que decorreu entre Fevereiro de 2004 e
Janeiro de 2006.
Têm sido várias as abordagens, ao longo dos anos, às questões
relacionadas com a recepção cultural e aos públicos tendo como uma das suas
falhas a tentação de compartimentação por meios de comunicação e de cultura
distintos, os públicos da televisão, dos jornais, do cinema, do teatro, etc.
Este estudo tenta conciliar estes vários contributos tendo como
abordagem mais aliciante a adopção como objecto de análise os públicos na
sua multiplicidade, ao nível das escolhas e dos gostos e entrecruzando-os com
as suas origens e posições sociais, tendo como preocupação principal a
percepção da forma como, os vários dispositivos tecnológicos e
comunicacionais ao seu dispor, permitem fazer escolhas e perceber se
combinam meios para satisfazer as necessidades de informação,
entretenimento e lazer.
Assim, o relatório que agora se apresenta tem como base metodológica
um conjunto de entrevistas de grupo a pessoas de vários contextos e origens
sociais com o intuito de traçar as suas dietas mediáticas para além do que nos
é dado a conhecer pelos estudos audimétricos.
Research Interests:
Vivemos hoje em dia num ambiente mediático onde emerge um sistema de oferta múltipla que acompanha os indivíduos nos tempos e nos espaços do seu quotidiano. O actual ambiente de fragmentação mediática caracteriza-se por um crescente... more
Vivemos hoje em dia num ambiente mediático onde emerge um sistema de oferta
múltipla que acompanha os indivíduos nos tempos e nos espaços do seu quotidiano.
O actual ambiente de fragmentação mediática caracteriza-se por um crescente
número de alternativas que concorrem entre si pelo tempo das pessoas. No entanto,
as pessoas continuam a dispor das mesmas vinte e quatro horas de sempre. Assim,
existe uma tendência para o multitasking, ou seja, realizar simultaneamente várias
tarefas ou, se nos referirmos exclusivamente ao caso dos media, expor-se a diversos
meios em simultâneo (Roberts, Foehr e Rideout, 2005).
Este não é no entanto um fenómeno novo para o consumidor, e de facto foi
comentado por diversos investigadores da área no passado. Robinson e Godbey
(1997), por exemplo, referem que a audição de rádio costumava ser uma experiência
absorvente, tornando-se, com o advento da televisão, quase exclusivamente uma
actividade secundária, algo que escutamos enquanto fazemos algo. Não obstante, na
última década, o fenómeno de multitasking tem vindo a tomar novas proporções. Por
um lado, o uso do computador e das aplicações da Sociedade em Rede promove o
multitasking, ao providenciar paragens nas tarefas em curso (por exemplo, os tempos
de download, etc.) e interrupções regulares (tais como ecrãs pop up com solicitações
de instant messaging ou com publicidade). Por outro lado, à medida que a oferta
mediática se foi multiplicando, os indivíduos foram encontrando formas de a encaixar
nas suas rotinas, levando a conclusões tais como as apresentadas num estudo
desenvolvido pelo Yahoo e a OMD (2006), onde se destaca que os consumidores nos
Estados Unidos vivem, devido ao multitasking, dias equivalentes a jornadas de 43
horas, incluindo 16 horas de interacção com media e tecnologia.
múltipla que acompanha os indivíduos nos tempos e nos espaços do seu quotidiano.
O actual ambiente de fragmentação mediática caracteriza-se por um crescente
número de alternativas que concorrem entre si pelo tempo das pessoas. No entanto,
as pessoas continuam a dispor das mesmas vinte e quatro horas de sempre. Assim,
existe uma tendência para o multitasking, ou seja, realizar simultaneamente várias
tarefas ou, se nos referirmos exclusivamente ao caso dos media, expor-se a diversos
meios em simultâneo (Roberts, Foehr e Rideout, 2005).
Este não é no entanto um fenómeno novo para o consumidor, e de facto foi
comentado por diversos investigadores da área no passado. Robinson e Godbey
(1997), por exemplo, referem que a audição de rádio costumava ser uma experiência
absorvente, tornando-se, com o advento da televisão, quase exclusivamente uma
actividade secundária, algo que escutamos enquanto fazemos algo. Não obstante, na
última década, o fenómeno de multitasking tem vindo a tomar novas proporções. Por
um lado, o uso do computador e das aplicações da Sociedade em Rede promove o
multitasking, ao providenciar paragens nas tarefas em curso (por exemplo, os tempos
de download, etc.) e interrupções regulares (tais como ecrãs pop up com solicitações
de instant messaging ou com publicidade). Por outro lado, à medida que a oferta
mediática se foi multiplicando, os indivíduos foram encontrando formas de a encaixar
nas suas rotinas, levando a conclusões tais como as apresentadas num estudo
desenvolvido pelo Yahoo e a OMD (2006), onde se destaca que os consumidores nos
Estados Unidos vivem, devido ao multitasking, dias equivalentes a jornadas de 43
horas, incluindo 16 horas de interacção com media e tecnologia.
Research Interests:
Lançado em Outubro de 2015, o projecto Reuters Digital News Report 2015, promovido pelo RISJ - Reuters Institute for the Study of Journalism, contou com a colaboração da equipa do OberCom - Observatório da Comunicação na abordagem aos... more
Lançado em Outubro de 2015, o projecto Reuters Digital News Report 2015, promovido pelo RISJ - Reuters Institute for the Study of Journalism, contou com a colaboração da equipa do OberCom - Observatório da Comunicação na abordagem aos hábitos de consumo de notícias digitais em Portugal, bem como na comparação desses hábitos com os de habitantes de 17 outros países. O sucesso do projecto em 2015 resultou na renovação da colaboração entre o RISJ e o OberCom (Observatório da Comunicação), estando em curso a edição de 2016 do projecto.
Os dados obtidos no âmbito deste projecto revelaram, em termos gerais, que em 2015 a situação em Portugal se caracteriza não só pela intensa actividade dos internautas nas redes sociais como, também, pela persistência da televisão e do computador de secretária na realidade dos consumos de notícias dos inquiridos. Em geral, as plataformas tradicionais e, em particular, a televisão, continuam a desempenhar um papel fundamental nas audiências de conteúdos noticiosos.
Os dados obtidos no âmbito deste projecto revelaram, em termos gerais, que em 2015 a situação em Portugal se caracteriza não só pela intensa actividade dos internautas nas redes sociais como, também, pela persistência da televisão e do computador de secretária na realidade dos consumos de notícias dos inquiridos. Em geral, as plataformas tradicionais e, em particular, a televisão, continuam a desempenhar um papel fundamental nas audiências de conteúdos noticiosos.
Research Interests:
Protecção do Consumidor na Era 2.0 - Destaques A Internet é o meio de comunicação menos credível para os portugueses: cerca de um quarto (26,2%) da população afirma confiar pouco ou nada neste suporte. Por outro lado, verifica-se também... more
Protecção do Consumidor na Era 2.0 - Destaques
A Internet é o meio de comunicação menos credível para os portugueses:
cerca de um quarto (26,2%) da população afirma confiar pouco ou nada neste suporte.
Por outro lado, verifica-se também um elevado grau de desconhecimento em relação
às instâncias responsáveis pela defesa do consumidor na Era 2.0: perto de 60% dos
indivíduos não sabe quem deverá contactar caso queira reclamar de alguma coisa que
tenha visto num programa de televisão e que tenha considerado ofensivo, subindo
esta percentagem para 70% no caso da Internet.
A Internet é o meio de comunicação menos credível para os portugueses:
cerca de um quarto (26,2%) da população afirma confiar pouco ou nada neste suporte.
Por outro lado, verifica-se também um elevado grau de desconhecimento em relação
às instâncias responsáveis pela defesa do consumidor na Era 2.0: perto de 60% dos
indivíduos não sabe quem deverá contactar caso queira reclamar de alguma coisa que
tenha visto num programa de televisão e que tenha considerado ofensivo, subindo
esta percentagem para 70% no caso da Internet.
Research Interests:
Este relatório produzido pelo OberCom a partir de dados do INE propõem-se discutir até que ponto os jovens portugueses são efectivamente nativos digitais e se existem ou não diferenças assinaláveis entre as populações utilizadoras de... more
Este relatório produzido pelo OberCom a partir de dados do INE propõem-se discutir até que
ponto os jovens portugueses são efectivamente nativos digitais e se existem ou não diferenças
assinaláveis entre as populações utilizadoras de Internet dos 10 aos 15 anos e dos 16 aos 74.
Desde 2003 que o INE – Instituto Nacional de Estatística, realiza anualmente o Inquérito à
Utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação nas Famílias, inquirindo indivíduos
entre os 16 e os 74 anos. A partir de 2005, foi introduzido um conjunto de questões dirigidas aos
indivíduos com idade compreendida entre os 10 e os 15 anos. A pertinência deste relatório
assenta na comparação de práticas entre os portugueses mais jovens e o resto da população.
· Os indivíduos que cresceram na era digital são, de acordo com alguns autores, nativos
digitais, pela capacidade acrescida, face ao resto da população, de utilizar tecnologias
digitais como parte integrante da sua vida. De acordo com esta perspectiva, as
características de um nativo digital são o multitasking, o acesso a um leque alargado de
tecnologias digitais, a confiança demonstrada nas competências individuais, o recurso
prioritário à Internet para obtenção de informação e a utilização de Internet para fins
educacionais e outros.
· Os jovens revelam maior proeminência das TIC nas suas vidas e à medida que aumenta
a idade descresce a taxa de utilização. A quase totalidade dos jovens dos 10 aos 15 anos já
teve contacto com computador e Internet, enquanto na população dos 16 aos 74 a
percentagem é inferior a metade da população.
· No entanto, uma fractura entre “nativos digitais” e outros utilizadores (“imigrantes digitais”) é
desmentida pela análise de variáveis como a frequência de utilização e as actividades
desenvolvidas. A percentagem de utilizadores diários ou quase diários de computador
e Internet é superior na população dos 16 aos 74 anos, relativamente ao grupo dos 10
aos 15. As actividades desenvolvidas evidenciam um espectro de utilização alargado a
várias esferas do quotidiano da população adulta, o que constitui um dos indicadores da
naturalização do uso de TIC pelos indivíduos.
ponto os jovens portugueses são efectivamente nativos digitais e se existem ou não diferenças
assinaláveis entre as populações utilizadoras de Internet dos 10 aos 15 anos e dos 16 aos 74.
Desde 2003 que o INE – Instituto Nacional de Estatística, realiza anualmente o Inquérito à
Utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação nas Famílias, inquirindo indivíduos
entre os 16 e os 74 anos. A partir de 2005, foi introduzido um conjunto de questões dirigidas aos
indivíduos com idade compreendida entre os 10 e os 15 anos. A pertinência deste relatório
assenta na comparação de práticas entre os portugueses mais jovens e o resto da população.
· Os indivíduos que cresceram na era digital são, de acordo com alguns autores, nativos
digitais, pela capacidade acrescida, face ao resto da população, de utilizar tecnologias
digitais como parte integrante da sua vida. De acordo com esta perspectiva, as
características de um nativo digital são o multitasking, o acesso a um leque alargado de
tecnologias digitais, a confiança demonstrada nas competências individuais, o recurso
prioritário à Internet para obtenção de informação e a utilização de Internet para fins
educacionais e outros.
· Os jovens revelam maior proeminência das TIC nas suas vidas e à medida que aumenta
a idade descresce a taxa de utilização. A quase totalidade dos jovens dos 10 aos 15 anos já
teve contacto com computador e Internet, enquanto na população dos 16 aos 74 a
percentagem é inferior a metade da população.
· No entanto, uma fractura entre “nativos digitais” e outros utilizadores (“imigrantes digitais”) é
desmentida pela análise de variáveis como a frequência de utilização e as actividades
desenvolvidas. A percentagem de utilizadores diários ou quase diários de computador
e Internet é superior na população dos 16 aos 74 anos, relativamente ao grupo dos 10
aos 15. As actividades desenvolvidas evidenciam um espectro de utilização alargado a
várias esferas do quotidiano da população adulta, o que constitui um dos indicadores da
naturalização do uso de TIC pelos indivíduos.
Research Interests:
O presente relatório resulta de uma análise do impacto geracional na relação dos portugueses com os media e com uma série de actividades comunicacionais caracterizam o quotidiano mediático da sociedade portuguesa. Este é um estudo... more
O presente relatório resulta de uma análise do impacto geracional na relação dos portugueses com os media e com uma série de actividades comunicacionais caracterizam o quotidiano mediático da sociedade portuguesa. Este é um estudo pioneiro entre a investigação realizada no contexto do OberCom – Observatório da Comunicação.
O conceito de “geração” é um tema de intenso debate no campo das ciências sociais e a discussão do mesmo implica a aceitação de que determinados grupos de indivíduos, em grupos etários homogéneos, terão porventura nascido e sido socializados em contextos semelhantes, que permitem a definição de padrões e características comuns.
Na esfera dos media e comunicação, é comum o emprego do termo geração para definir conjuntos de pessoas com comportamentos semelhantes, a agir em bloco e em massa – termos como a “geração MTV”, “geração youtube” ou “geração Facebook” tornaram-se comuns ao longo dos últimos anos, mas este esforço de agregação e homogeneização das práticas tende a procurar uma definição daquilo que torna os indivíduos semelhantes, e a ignorar discrepâncias dentro de cada “geração”, relativamente às suas práticas.
Por essa razão, o campo dos media é particularmente vulnerável a estudos insuficientemente consolidados sobre estudos geracionais, na medida em que é um campo muito dinâmico, onde a mudança ocorre a uma grande velocidade. No entanto, certas alterações ao nível da evolução da comunicação podem motivar alterações profundas nos comportamentos dos indivíduos, mesmo a nível físico. Um caso paradigmático é o do conceito de “thumb generation” ou “thumb tribe”, isto é, a “geração” nascida a partir de 1985, cujos adolescentes comunicaram em larga escala através do uso de aparelhos móveis. Sendo esses aparelhos de pequena dimensão, operados com apenas uma mão, estamos perante uma geração que interagiu comunicacionalmente usando o polegar nestes pequenos aparelhos. Vários estudos demonstraram que esta é, efectivamente, uma marca geracional.
O conceito de “geração” é um tema de intenso debate no campo das ciências sociais e a discussão do mesmo implica a aceitação de que determinados grupos de indivíduos, em grupos etários homogéneos, terão porventura nascido e sido socializados em contextos semelhantes, que permitem a definição de padrões e características comuns.
Na esfera dos media e comunicação, é comum o emprego do termo geração para definir conjuntos de pessoas com comportamentos semelhantes, a agir em bloco e em massa – termos como a “geração MTV”, “geração youtube” ou “geração Facebook” tornaram-se comuns ao longo dos últimos anos, mas este esforço de agregação e homogeneização das práticas tende a procurar uma definição daquilo que torna os indivíduos semelhantes, e a ignorar discrepâncias dentro de cada “geração”, relativamente às suas práticas.
Por essa razão, o campo dos media é particularmente vulnerável a estudos insuficientemente consolidados sobre estudos geracionais, na medida em que é um campo muito dinâmico, onde a mudança ocorre a uma grande velocidade. No entanto, certas alterações ao nível da evolução da comunicação podem motivar alterações profundas nos comportamentos dos indivíduos, mesmo a nível físico. Um caso paradigmático é o do conceito de “thumb generation” ou “thumb tribe”, isto é, a “geração” nascida a partir de 1985, cujos adolescentes comunicaram em larga escala através do uso de aparelhos móveis. Sendo esses aparelhos de pequena dimensão, operados com apenas uma mão, estamos perante uma geração que interagiu comunicacionalmente usando o polegar nestes pequenos aparelhos. Vários estudos demonstraram que esta é, efectivamente, uma marca geracional.
Research Interests:
Portugal assume-se como um país misto em termos de penetração das plataformas de acesso televisivo, com as emissões analógicas terrestres ainda a dominar, mas registando-se também um forte crescimento do cabo.... more
Portugal assume-se como um país misto em termos de penetração das
plataformas de acesso televisivo, com as emissões analógicas terrestres ainda a
dominar, mas registando-se também um forte crescimento do cabo.
_____________________________________________________________________
Plataformas de Distribuição de Televisão e Modelos de Implementação da TDT
Em Fevereiro 2008, 99,5% da população portuguesa tinha pelo menos um televisor, e
74,1% tinha mais de um. Portugal conta com 38,3% de penetração do cabo1, sendo
que 56,3% da população continua a usufruir da televisão analógica terrestre (antena).
Apenas 4% da população dispõe de acesso TV via satélite.
plataformas de acesso televisivo, com as emissões analógicas terrestres ainda a
dominar, mas registando-se também um forte crescimento do cabo.
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Plataformas de Distribuição de Televisão e Modelos de Implementação da TDT
Em Fevereiro 2008, 99,5% da população portuguesa tinha pelo menos um televisor, e
74,1% tinha mais de um. Portugal conta com 38,3% de penetração do cabo1, sendo
que 56,3% da população continua a usufruir da televisão analógica terrestre (antena).
Apenas 4% da população dispõe de acesso TV via satélite.
Research Interests:
A Sociedade
em Rede em
Portugal 2010
O Serviço Público
de Televisão em Portugal
em Rede em
Portugal 2010
O Serviço Público
de Televisão em Portugal
Research Interests:
O estudo aqui apresentado é uma colaboração entre o Projecto do CIES-IUL “P2P e o Cinema Europeu” e o Observatório da Comunicação na tentativa de mapear alternativas de políticas para a compensação pela partilha online de obras protegidas... more
O estudo aqui apresentado é uma colaboração entre o Projecto do CIES-IUL “P2P e o
Cinema Europeu” e o Observatório da Comunicação na tentativa de mapear
alternativas de políticas para a compensação pela partilha online de obras protegidas
por direitos de autor em Portugal.
Trata-se de uma cooperação entre o OberCom e um Projecto de Investigação do CIESIUL
e, portanto, de um documento que explora do ponto de vista académico
diferentes opções de políticas públicas ou políticas empresariais para lidar com a
remuneração monetária das obras protegidas por direitos de autor e partilhadas
online.
O ecossistema digital emergente tem lançado sucessivos desafios aos cidadãos,
empresas e reguladores desde o desenvolvimento massificado da Internet em meados
dos anos de 1990.
A exigência de adaptabilidade tem-se intensificado na última década colocando sobre
pressão práticas de consumo informal e formatos de protecção importados da era da
reprodutibilidade analógica.
Cinema Europeu” e o Observatório da Comunicação na tentativa de mapear
alternativas de políticas para a compensação pela partilha online de obras protegidas
por direitos de autor em Portugal.
Trata-se de uma cooperação entre o OberCom e um Projecto de Investigação do CIESIUL
e, portanto, de um documento que explora do ponto de vista académico
diferentes opções de políticas públicas ou políticas empresariais para lidar com a
remuneração monetária das obras protegidas por direitos de autor e partilhadas
online.
O ecossistema digital emergente tem lançado sucessivos desafios aos cidadãos,
empresas e reguladores desde o desenvolvimento massificado da Internet em meados
dos anos de 1990.
A exigência de adaptabilidade tem-se intensificado na última década colocando sobre
pressão práticas de consumo informal e formatos de protecção importados da era da
reprodutibilidade analógica.
Research Interests:
Este relatório pretende disponibilizar ao leitor um olhar sobre o consumo de música em Portugal, através da análise dos principais resultados do inquérito Sociedade em Rede 2008 do OberCom. Nos últimos anos temos assistido a profundas... more
Este relatório pretende disponibilizar ao leitor um olhar sobre o consumo de
música em Portugal, através da análise dos principais resultados do inquérito
Sociedade em Rede 2008 do OberCom.
Nos últimos anos temos assistido a profundas mudanças no campo musical,
quer na dimensão do consumo, quer a jusante, na esfera da produção e
distribuição.
Como é evidente, os modos de audição musical alteraram-se radicalmente com
o advento da comunicação em rede e a progressiva digitalização de conteúdos.
Os formatos de consumo musical contemporâneos passam agora por uma
maior ubiquidade, flexibilidade, fluidez, troca, mobilidade, heterogeneidade e
complementaridade de práticas, entrecruzadas entre mundos offline e online –
características centrais da mudança paradigmática para uma nova era musical,
a chamada “Música 2.0”.
Com este pano de fundo a indústria fonográfica e musical atravessa um
momento turbulento caracterizado por uma grande ambiguidade e incerteza
quanto ao futuro e aos modelos de negócio viáveis. Dinâmicas de
descentralização, atomização, pulverização e complexificação das tradicionais
cadeias de valor e lógicas de poder - sobretudo com a entrada de novos
players no mercado, nomeadamente os operadores móveis e os fornecedores
de internet.
música em Portugal, através da análise dos principais resultados do inquérito
Sociedade em Rede 2008 do OberCom.
Nos últimos anos temos assistido a profundas mudanças no campo musical,
quer na dimensão do consumo, quer a jusante, na esfera da produção e
distribuição.
Como é evidente, os modos de audição musical alteraram-se radicalmente com
o advento da comunicação em rede e a progressiva digitalização de conteúdos.
Os formatos de consumo musical contemporâneos passam agora por uma
maior ubiquidade, flexibilidade, fluidez, troca, mobilidade, heterogeneidade e
complementaridade de práticas, entrecruzadas entre mundos offline e online –
características centrais da mudança paradigmática para uma nova era musical,
a chamada “Música 2.0”.
Com este pano de fundo a indústria fonográfica e musical atravessa um
momento turbulento caracterizado por uma grande ambiguidade e incerteza
quanto ao futuro e aos modelos de negócio viáveis. Dinâmicas de
descentralização, atomização, pulverização e complexificação das tradicionais
cadeias de valor e lógicas de poder - sobretudo com a entrada de novos
players no mercado, nomeadamente os operadores móveis e os fornecedores
de internet.
